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Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza e o Telecurso TEC



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Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza e o Telecurso TEC.


O Governo do Estado de São Paulo, desde o final da década de 1990, privilegia a expansão da educação profissional, tendo como responsável por essa expansão o Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza (CEETEPS).

Conforme o site institucional3, o Centro Paula Souza iniciou suas atividades em 6 de outubro de 1969. Entretanto, as reuniões no Conselho Estadual de Educação para a criação da instituição aconteceram a partir de 1963, com a demanda da formação profissional para subsidiar a expansão industrial paulista.

Foi em 1969 que o então governador Abreu Sodré assinou o Decreto-Lei que criou a autarquia destinada promover a educação tecnológica níveis de ensino Médio e Superior.

Nascido em Itu, em 1843, Antônio Francisco de Paula Souza, engenheiro (formado em Karlsruhe, na Alemanha), professor e político, foi o fundador da Escola Politécnica de São Paulo – Poli, hoje incorporada à universidade de São Paulo, onde esteve ligado por 25 anos. Oriundo de família de estadistas, era liberal e lutou pela república e abolição. Por fim, sendo eleito em 1892 deputado estadual, exerceu o cargo por poucos meses, uma vez que foi convocado para servir o Ministério Exterior.

Paula Souza tinha o desejo de “introduzir no Brasil um ensino técnico voltado para a formação de profissionais preocupados com o trabalho e não apenas com discussões acadêmicas.”.

As dimensões e alcance desta autarquia no Estado de São Paulo impressionam, especialmente quando observadas a educação técnica e tecnológica. No site institucional, o Centro Estadual de Educação Paula Souza4 (2014) é descrito como


O Centro Paula Souza é uma autarquia do Governo do Estado de São Paulo, vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (SDECTI). A instituição administra 217 Escolas Técnicas Estaduais (Etecs) e 63 Faculdades de Tecnologia (Fatecs), reunindo mais de 282 mil alunos em cursos técnicos de nível médio e superiores tecnológicos, em cerca de 300 municípios.
As Etecs atendem 212 mil estudantes nos Ensinos Técnico, Médio e Técnico Integrado ao Médio, com 135 cursos técnicos para os setores industrial, agropecuário e de serviços, incluindo habilitações na modalidade semipresencial, Educação de Jovens e Adultos (EJA)

e especialização ténica.

Já nas Fatecs, mais de 70 mil alunos estão matriculados em 71 cursos de graduação tecnológica, em diversas áreas, como Construção Civil, Mecânica, Informática, Tecnologia da Informação, Turismo, entre outras. Além da graduação, são oferecidos cursos de pós-graduação, atualização tecnológica e extensão.
Segundo o site oficial do Centro Paula Souza (2013), para estar em consonância com essa política de expansão da oferta, com a finalidade de democratizar o acesso à educação profissional, desde 2007, o Centro Paula Souza implantou, entre outras ações, os cursos de Educação Profissional Técnica de Nível Médio na modalidade a distância/semipresencial. Na apresentação dos livros destinados ao Telecurso TEC (2011), observa-se que a instituição entende que a modalidade a distância constitui alternativa eficaz para levar a educação àqueles que tiveram menos oportunidades, bem como para aqueles que não podem frequentar a escola regular presencialmente. Para tanto, como alternativa, implantou o Programa Telecurso TEC, lançado em 2007, que indicava as seguintes agendas:

  • permitir a flexibilidade entre estudo e trabalho, uma vez que os alunos podem, caso haja necessidade de fazer turnos, continuar estudando;

  • menor necessidade de locomoção dos alunos, pois se têm, no máximo, 2 encontros presenciais por semana (a prevalência é de um encontro);

  • diversificar o público escolar, pois a escola receberá ainda mais público trabalhador que não tem tempo de frequentar a escola durante os horários tradicionais e totalmente presenciais;

  • promover uma pedagogia inovadora, estímulo à pesquisa, bem como protagonismo, uma vez que reforça práticas pedagógicas autônomas;

  • utilizar materiais didáticos diferenciados, com proposta de atividades colaborativas;

  • avançar na interatividade entre alunos, tutores/orientadores e gestores;

  • trabalhar com conteúdos desenvolvidos voltados à prática;(Grifo meu)

  • flexibilizar horários destinados aos estudos;

  • promover a formação continuada dos orientadores de aprendizagem que realizam as orientações dos encontros presenciais e das atividades a distância.


Ainda, segundo o site oficial do Centro Paula Souza (2013), o Telecurso TEC é um programa educacional desenvolvido entre a parceria do Centro Paula Souza com a Fundação Roberto Marinho5, com o propósito de possibilitar a inclusão de adolescentes, jovens e adultos por meio da formação profissional, com cursos técnicos de nível médio de Administração, Comércio e Secretariado, na modalidade semipresencial. Já em 2008, desenvolveu um projeto piloto, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, para a instalação de TEC-salas6 em Centros Educacionais Unificados 7(CEUs) e, por fim, desde o primeiro semestre de 2010, esta modalidade do Telecurso TEC passou a ser oferecida nas Escolas Técnicas (ETEC) estaduais.

Sabe-se que a educação a distância trabalha com estratégias diferentes da educação presencial, além, obviamente, de não ser uma modalidade tão presente no cotidiano dos professores. Logo, para que o Programa Telecurso TEC tivesse êxito em seus objetivos, ele foi concebido com uma proposta educacional que buscou o contínuo aperfeiçoamento dos educadores em serviço: neste contexto, o Programa de Formação Continuada do GEEaD8 foi idealizado para atender professores/tutores ligados ao Telecurso TEC.

A iniciativa de promover o programa coloca o Centro Paula Souza em consonância com a Lei Federal nº 9394/96, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, conforme prevê em seu artigo 61, parágrafo único que:
A formação dos profissionais da educação, de modo a atender às especificidades do exercício de suas atividades, bem como aos objetivos das diferentes etapas e modalidades da educação básica, terá como fundamentos:

I – a presença de sólida formação básica, que propicie o conhecimento dos fundamentos científicos e sociais de suas competências de trabalho; 

II – a associação entre teorias e práticas, mediante estágios supervisionados e capacitação em serviço

III – o aproveitamento da formação e experiências anteriores, em instituições de ensino e em outras atividades. (Grifo do autor)






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