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Quadro 4 - Modelo de PFC de 2008, ainda não remodelado, utilizado à época da implementação do Telecurso TEC.



UNIDADE 2
ATIVIDADE

Data: 25/08 a 07/09/2008



Fórum: a avaliação formativa no Telecurso TEC

Segundo a professora Benigna Villas Boas, uma avaliação definida como formativa é aquela...

“... que valorize o aluno e sua aprendizagem e o torne parceiro de todo o processo conduz à inclusão, e não à exclusão. Esse é o papel da avaliação formativa. (...) Contrariamente à avaliação classificatória, a formativa promove a aprendizagem do aluno e do professor, e o desenvolvimento da escola, sendo, portanto, aliada de todos. Despe-se do autoritarismo e do caráter seletivo e excludente da avaliação classificatória.”

(VILLAS BOAS, Benigna M. de Freitas. Avaliação formativa e formação de professores: ainda um desafio. Caderno Linhas Críticas, Brasília, v. 12, n. 22, p. 159-175, jan.-jun. 2001. Disponível em: . Acesso em: 21 ago. 2008.)

Você já utilizou a avaliação formativa ou algum método semelhante de avaliação na sua prática pedagógica? Descreva o método de avaliação que você costuma utilizar.

Em seguida, responda a seguinte questão: por que a avaliação formativa contribui, mais do que outros métodos de avaliação, para o desenvolvimento da aprendizagem do aluno e para o aprimoramento da prática pedagógica do Orientador de Aprendizagem?

Obs.: não esqueça que esse espaço é um fórum, construído coletivamente com o propósito de propiciar a troca de experiências e conhecimentos e, assim, proporcionar a aprendizagem dos participantes. Portanto, tão importante quanto responder às indagações iniciais é interagir com os outros participantes, comentando as suas postagens, seja para reforçar um argumento, divergir ou acrescentar novos elementos a partir dos já colocados. Sua participação neste fórum só será completa se você interagir com os colegas.


Fonte: Contrato Centro Paula Souza – Fundação Roberto Marinho
Elaborado pelo autor.

O modelo apresentado no Quadro 4 foi regularmente usado durante a oferta do Telecurso Tec na rede de escolas públicas estaduais da Secretaria Estadual de Educação do Estado de São Paulo, pois o Centro Paula Souza, entre 2008 e 201015, manteve um contrato com a Secretaria de Estado da Educação de São Paulo, quando foram desenvolvidos PFC com a identidade mais alinhada com o suporte impresso. A esta época, o PFC partia da leitura de textos e de visualizações de vídeos e, após, como apresentado no Quadro 4, descrevia uma proposta de atividade que variava na utilização de ferramentas como fórum, blog e portfólio, do Ambiente Virtual próprio.

Apesar do investimento pedagógico, as atividades não tinham identidade visual convidativa, pois não existia utilização de imagens, links, hiperlinks, podcasts, vídeos e textos destacados de maneira diferente. Este modelo, mais voltado ao suporte impresso, se repetia em outras atividades. Mesmo sendo postada no Ambiente Virtual de Aprendizagem, não ganhava tal identidade visual e, ainda, por ter indicações muito específicas, como a leitura de um texto ou a visualização de um filme, permitia poucos hyperlinks que alimentariam ainda mais as reflexões. De qualquer modo, deve-se reafirmar o valor pedagógico deste modelo por tratar-se de formação continuada de docentes mediante a utilização de ferramentas de EaD. Isso demonstra outro alinhamento com a Lei 9394/96, que em seu o artigo 62, § 2º, afirma que “A formação continuada e a capacitação dos profissionais de magistério poderão utilizar recursos e tecnologias de educação a distância.”.

Segundo o Centro Paula Souza (2010), em site específico para cadastramento de projetos da Coordenadoria de Ensino Médio e Técnico, o Programa Telecurso TEC é desenvolvido pelo Grupo de Estudos de Educação a Distância (GEEaD) da Coordenadoria de Ensino Técnico (CETEC) do Centro Paula Souza.

O Núcleo Pedagógico do GEEaD é constituído por Coordenação Pedagógica e Mediação Pedagógica, que tem por intuito definir os referenciais teóricos e metodológicos do Programa de Formação Continuada desenvolvido junto aos Orientadores e Coordenadores de Aprendizagem, avaliar e validar implementações pedagógicas e metodológicas alinhadas com a EaD, além de acompanhar diretamente o trabalho dos Coordenadores de Orientadores de Aprendizagem e Coordenar técnica e pedagogicamente a elaboração de provas para os exames presenciais.

Inicialmente, o Telecurso TEC, que dá origem ao PFC, no primeiro semestre 2008, foi desenvolvido como curso piloto na Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, em Centros Educacionais Unificados (CEUs); no segundo semestre também de 2008, já de maneira oficial, na Secretaria Estadual de Educação e, por fim, desde o primeiro semestre de 2010, passou a ser oferecido nas Escolas Técnicas Estaduais (ETEC). Esta informação merece destaque para que se possa justificar a reescrita aplicada ao PFC na ocasião de seu desenvolvimento nas ETEC. Antes, nos projetos com a Prefeitura Municipal de São Paulo e com a Secretaria de Estado da Educação do Estado de São Paulo, por força da concepção dos materiais (livro, vídeos) elaborados para aprendizagem autônoma, havia a compreensão das instituições de que, para ser professor Orientador ou Tutor para os Cursos de Comércio, Secretariado e Administração, as aulas poderiam ser atribuídas para professores sem a obrigatoriedade de formação para área técnica destes cursos. O Manual de Orientadores de Aprendizagem (2008, p. 13), ao descrever o perfil geral e formação necessária para função, indica que o docente deve:

- ter formação superior completa na área ou nas áreas afins do curso que vai orientar. Ou

- Ter cursado disciplina de mesmo nome, equivalente ou de áreas afins em curso superior (comprovado por histórico escolar da graduação ou pós-graduação). Ou

- Ter trabalhado como professor no ensino técnico, no ensino médio ou superior. (Grifos meus)
A esses professores (Orientadores de Aprendizagem), à época, eram atribuídas 12 horas de trabalho, distribuídas em: 6 HA, horas-aula, para ministrar os encontros presenciais e 6HAE, horas atividades específicas16, para que eles participassem do PFC. Aqui, ainda, é pertinente observar que havia um avanço grande em comparação às aulas atribuídas aos professores que trabalharam no ensino presencial. Se a estes eram atribuídas apenas o número de aulas que ministravam acrescido de 20% para preparação de aulas, lançamentos de menções, participação em reuniões e afins, àqueles que lidavam com o curso semipresencial, além de terem 6 aulas atribuídas para os encontros presenciais (acrescidos dos mesmos 20%), eram atribuídas mais 6HAE para participação no PFC e realização de registros.

A mediação com os alunos não ocorria no Ambiente Virtual, pois eles tinham acesso limitado ao Ambiente Virtual, apenas podiam navegar, assistir aos programas, fazer download de materiais. Isso os forçava a apresentar as atividades nos encontros presenciais. Segundo o programa, os materiais foram desenvolvidos para que os estudantes estudassem de maneira autônoma, a distância e com o auxílio dos programas de TV durante a semana e, após, vinham para os encontros presenciais com os docentes. Desta forma, as 6HAE dos docentes restringiam-se à participação no PFC, registros da aula que ocorriam no Ambiente Virtual.

Por outro lado, na implantação nas ETEC, em 2010, há uma mudança de perfil do docente, uma vez que quase a totalidade dos professores, acima de 95%, por conta do regime17 de atribuição de aulas exercido no Centro Paula Souza é formada nas respectivas áreas técnicas. Da mesma maneira, são atribuídas 6 HA e 6HAE. Entretanto, a participação no PFC deixa de ser obrigatória e, além disso, cria-se um novo Ambiente Virtual, na plataforma moodle18 para a realização do PFC.

A participação não deixa de ser obrigatória gratuitamente. Se anteriormente os docentes, Orientadores de Aprendizagem, não precisavam fazer mediação no ambiente virtual, ao iniciar os cursos nas ETEC, em 2010, esta concepção mudou. A partir deste ano, os alunos teriam um acesso mais amplo aos Orientadores de Aprendizagem, podendo recorrer ao correio interno da plataforma para tirar as suas dúvidas, participar de fóruns, postar os trabalhos, elaborar blogs etc.

Desta forma, chegou-se a conclusão de que, na impossibilidade de atribuir mais horas de trabalho aos “Orientadores de Aprendizagem”, deveriam ser priorizados os contatos com os alunos. Logo, o que tinha sido um avanço incialmente, pagar o professor que pudesse receber a formação em serviço no caso específico para EaD, acabou por, paradoxalmente, se perder em nome de uma maior interação no ambiente virtual, tão necessária na modalidade a distância.

Há de se fazer um recorte, informando que o Orientador de Aprendizagem não tinha aulas atribuídas sem antes passar por uma breve capacitação presencial. Porém, o avanço estava em, realmente, formar o professor em exercício e, ademais, recebendo como trabalho efetivamente prestado. Isso, remete a uma questão que, via de regra, vem à tona quando falamos de Formação Docente: a questão do tempo. Faremos esta discussão mais à frente.

Uma vez apresentado o processo de concepção e desenvolvimento iniciais do PFC, é válido ressaltar que esta dissertação observará a implantação de um modelo reformulado de PFC, a partir de sua implantação nas ETEC.

Saltando, novamente, para 2010, momento da “reengenharia” visual e pedagógica do PFC, pode-se afirmar que este novo formato manteve a ideia alinhada com assuntos relacionados às Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) e à Educação a Distância, já presentes na proposta da primeira versão do PFC, iniciado em 2007 conjuntamente com o Telecurso TEC. Apesar disso, durante a apresentação do novo formato, ocorreram mudanças significativas, as quais serão abordadas adiante e que diferem do modelo relacionado com o suporte impresso, como exposto no Quadro 4.





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