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– A trajetória da educação inclusiva



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1.3 – A trajetória da educação inclusiva:
Mazzotta (1999) reflete que, a educação para deficientes começou a ser concebida no mundo a partir do século XVI por médicos e pedagogos, e a princípio, se destinava apenas àqueles que possuíam alguma deficiência física, os quais eram tratados em ambientes distintos dos “normais”, como asilos e manicômios.

Já no século XIX, segundo o autor surgiram as classes especiais nas escolas regulares, para onde os alunos considerados “difíceis” eram encaminhados.

Sendo assim, o acesso à educação para pessoas com necessidades especiais foi sendo paulatinamente conquistado, na medida em que se ampliaram as oportunidades educacionais para essa população.

A educação inclusiva no Brasil, iniciou-se no século XIX por iniciativas governamentais que visualizavam a importância dessa educação voltada para pessoas com necessidades especiais.

Na metade do século XX, desponta segundo o mesmo autor, uma proposta mais ampla para as questões da inclusão, o surgimento de centros de reabilitação. As estratégias educacionais na época, eram voltadas para jovens que tinham dificuldades em acompanhar o ritmo pedagógico das escolas regulares.

. “A inclusão da “educação de deficientes”, na política educacional brasileira vem a ocorrer somente



no final dos anos cinqüenta e início da década de sessenta do século XX”

(MAZZOTTA,1999, p. 27)
Fonseca (1995) destacou um momento muito importantes para as pessoas com necessidades especiais que foi marcado, pelas primeiras iniciativas oficiais, sendo em sua grande maioria criadas por médicos, pedagogos, professores e voluntários. Entre elas a APAE - (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), e a AACD – (Associação de Assistência à Criança Deficiente).

Ainda segundo o mesmo autor, documentos oficiais, passaram a assegurar a integração/inclusão de crianças com deficiência em ensino regular. Segundo ele foi a partir da Conferência Mundial sobre Necessidades Especiais, realizada em Salamanca, na Espanha, 1994, que a educação inclusiva se transformou em proposta formalizada para as escolas de ensino regular.

A escola é um espaço que proporciona a integração e aprendizagens diversas, constituindo um lugar experencial na formação do individuo, essa experiência abrange os âmbitos sociais, afetivos, culturais e cognitivos dos sujeitos. Em detrimento dessa concepção, busca-se a apreensão de regras e princípios de convivências sociais.

O modelo pedagógico escolar aceito anteriormente, caracterizava a escola enquanto uma instituição social que seguia um padrão de somente educar e promover conhecimento sem olhar para o aluno enquanto individuo em uma visão socializadora. No transcorrer histórico, chegamos a um momento de tentativa transformação na educação, onde a criação de políticas públicas começaram a tentar trazer a educação para um panorama mais inclusivo, incentivando a cidadania, e maior abertura de oportunidades visando o aluno em sua singularidade. Pessoas com necessidades especiais começaram a ter acesso à escola, e esta por sua vez, iniciou um processo de mobilização que tinha como um de seus principais preceitos, o respeito ao ritmo de cada aluno. Esse processo está incipiente e ainda exige da escola nos dias atuais uma mudança em sua visão de ensino, para isso é preciso mudar o conceito antigo de deficiência, que buscava adaptar a pessoa com necessidades especiais ao sistema educacional, para iniciar o trabalho em prol da inclusão social,

“a tentativa de mudar o aluno para poder freqüentar a escola já se revelou ineficiente, responsável pela evasão e pelos altos

índices de reprovação presentes na maioria das escolas”.




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