Universidade paulista – unip


ENTREVISTADOR QUESTIONA: Em especial com o professor?



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ENTREVISTADOR QUESTIONA: Em especial com o professor?

R: Tranquilo, nossa, assim como os outros alunos não existem diferenças, o aluno tem o tempo dele de falar, de perguntar, eles ficam muito a vontade com o professor.


10)

R: Nós tivemos um aluno, que era deficiente visual, então esse aluno fazia as provas com o professor lendo para ele, enquanto ele não tinha o material em braile, tinha várias estratégias... E esse menino saiu daqui se formou, hoje ele é fisioterapeuta.

Ele entrou aqui era deficiente visual não tinha material, mandamos adaptar o material na apostila da escola, foi muito trabalhoso, na época foi difícil, ser transformada em braile essa apostila, depois os outros professores começaram a usar o material preparado para ele, mas era difícil porque não era material que existia no mercado, foi nosso material que foi adaptado totalmente em braile para que ele pudesse utilizar, então terminou muito bem, então cada professor na sua matéria, na sua maneira na sua didática de dar aula adaptava uma maneira especial de trabalhar com ele, e é assim que nós temos feito, ninguém na verdade não tem nem um curso, não temos nem um curso para trabalhar com crianças com problema, na verdade não houve nem um tempo para isso.

O professor tem a formação dele e hoje o professor trabalha tanto, poucos são os professores que tem tempo para se especializar para fazer alguma coisa a mais, as vezes vai se especializando naquela correria do dia-a-dia

É muito pelo coração mesmo, ás vezes com boa vontade a gente consegue mais do que fazendo cursos é assim a nossa maneira.
12) R: Nós como escola?sinceramente não teve não, nesse caso ele já nasceu com o problema, a família já tinha feito tudo o que puderam por ele, então era uma situação estabilizada era irreversível, então não tinha um acompanhamento, o contato até com a família era difícil, sabe quando a família já largou um pouco?

Na verdade esse menino se formou porque nós fomos muito persistente, eles nem vinham buscar o menino a tarde, demoravam para vir buscar, já estavam muito cansados do problema, mas nós lutamos por ele.




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