Universidade Federal Fluminense


Observações, considerações, avaliações e sugestões



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Observações, considerações, avaliações e sugestões

Foram convidados os professores de 24 escolas da rede municipal que atuavam de 1a à 4a série. A participação não foi obrigatória e a previsão inicial era de atender os 426 (100%) professores docentes II, conforme dados da Secretaria de Educação. No entanto, das 25 escolas da rede municipal, duas escolas não enviaram nenhum professor e apenas 69 (16,2%) professores concluíram o curso (Japeri, 2002).

Apesar do pequeno número de participantes e considerando a não obrigatoriedade da participação, esses dados revelam duas interpretações pertinentes e que merecem um aprofundamento (em outros estudos) para entender-se o porque da pouca participação. De um lado, aparentemente, podem demonstrar um descaso e/ ou descomprometimento dessa maioria de professores com a própria formação. Mesmo considerando o fato do curso ter sido realizado aos sábados, isso não é significativo para nós, porque ele comprometia apenas 5 (cinco) desses dias no ano. Por outro lado, pôde também revelar um grupo (apesar de pequeno) considerável de professores comprometidos com a sua própria formação. Mesmo sendo aos sábados, este grupo de professores manteve uma freqüência alta, procurando soluções para superar alguns obstáculos e não perderem as etapas – algumas professoras chegaram a levar seus filhos quando não tinham com quem deixar.

Embora em número pequeno, esse grupo de professores participantes demonstrou que a rede municipal possui profissionais capazes de contribuir para melhor qualificar a educação do município. Ressalta-se, nesses professores a dedicação, a boa vontade e o interesse por adquirir conhecimentos que melhorem e suas atividades docente e sua formação pessoal, mesmo lutando contra as dificuldades comuns à maioria das escolas públicas brasileiras. Isso demonstra que ainda é possível manter a esperança em uma educação transformadora e que esses professores podem ser os agentes da transformação se forem formados nesse sentido.

A supervisão, apesar de não ter sido possível com todos os professores, foi bem aceita por aqueles que foram acompanhados. Esse acompanhamento, mesmo restrito, mostra que a formação de professores não deve se restringir apenas à fornecer informação; ela precisa ser vivida, experimentada, avaliada e reelaborada a partir da prática do professor na escola e com acompanhamento de um profissional mais experiente (Leal, 2003).

Não foi possível ainda uma avaliação mais precisa e direta dos resultados desse projeto. Mas, visitando algumas escolas e ouvindo o relato de algumas orientadoras, professoras e diretoras, encontramos depoimentos de que atividades dirigidas com os alunos estão sendo realizadas nos horários disponibilizados para a recreação. Isso demonstra que o nosso objetivo de interferir na problemática corpo e movimento pôde ser, ao menos, parcialmente alcançado. Assim, vale ressaltar que a capacitação, a formação e a valorização dos professores é fundamental para iniciar-se processos de mudança.

Na avaliação dos participantes, estes destacaram a combinação entre atividades vivenciais e teóricas como o ponto mais positivo do curso e sugeriram a realização de mais encontros desse tipo. Realmente, durante as aulas, eram nas atividades vivenciais (pular corda, jogar peteca, futebol, etc.) que se estabeleciam as melhores oportunidades para a reflexão da teoria e que o grupo ficava mais integrado e participativo. Mas, também vale destacar que algumas professoras relataram jamais ter pulado corda ou jogado queimado e que tinham bastante dificuldade em orientar e organizar atividades onde as crianças não estavam sentadas. Vemos, com isso, que é importante incluir esse tipo de vivências recreativas na formação dos professores, uma vez que, nas primeiras séries escolares, a brincadeira e o jogo exercem um papel fundamental no desenvolvimento da criança (Freire, 1997).

De uma forma geral, a realização do curso não ocorreu integralmente e fielmente como foi concebida. Mas, apesar de não conseguirmos atingir os 40% de professores inicialmente previstos, conseguimos com os participantes chegar o mais próximo de nossos objetivos. As considerações anteriormente apresentadas apontam indicativos bastante positivos de que a nossa opção pelo tema (REPENSANDO A TEORIA! REFAZENDO A PRÁTICA!) foi acertada, visto que esta associação da teoria com a prática foi bastante destacada pelos participantes e, também, por ser esta, atualmente, a principal tendência para a formação de professores (Leal, 2003).

O autor, professor Marcos Miranda Correia é da Universidade Iguaçu



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