Universidade Federal Fluminense


Refletindo possíveis ações



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Refletindo possíveis ações

Pensamos que um curso com pretensões para a Formação Profissional deve garantir uma formação adequada e suficientemente de qualidade, e desenvolver um conjunto de competências, nas professorandas para iniciarem com um mínimo de condições pessoais de qualificação necessárias para educar, acompanhadas pela capacidade de compreender os procedimentos de avaliação, de interagir com as crianças e por fim, de inserir-se na cultura geral a fim de possibilitar as crianças experiências significativas de movimento.

Neste momento de transformação e de mudanças do paradigma da educação atual, a informação e a comunicação ocupam papel fundamental neste processo. É importante que estas futuras educadoras dominem as capacidades de decodificar e interpretar as informações, que serão de suma importância na sua docência.

Conhecer a realidade que nos cerca não é apenas função do sociólogo, mas de todo o profissional que possui um compromisso com a educação de sujeitos que venham a desenvolver competências de ação capazes de intervir na realidade que o cerca, de forma a transformá-la.

Comprometidos com esta orientação para o processo de Formação Profissional, esta instituição atualmente, tem desenvolvido um trabalho de conscientização e comprometimento das professorandas que atuarão junto às crianças das séries iniciais, de forma a possibilitar uma maior integração entre o trabalho realizado pelas diferentes disciplinas/áreas. Isto concretiza-se mediante encontros pedagógicos organizados pela Coordenação Pedagógica da instituição, onde a participação da Educação Física tem sido primordial. Estabelecemos nas aulas, um processo de reflexão junto as professorandas, principalmente nos temas mais abrangentes do cotidiano das crianças. Desenvolvemos experiências de movimento junto às professorandas que lhes possibilitem construir sentidos/significados próprios para as diferentes situações de movimento vividas por elas. Refletimos a legislação vigente junto às mesmas do curso de magistério, de forma a desenvolver um maior comprometimento destas com o processo de construção da história dos Cursos de Formação de Professores e do seu papel neste processo e no processo maior de construção social.

A efetivação e regulamentação da disciplina Educação física na grade curricular do Curso Normal mesmo que algumas condições não admitam a mesma, não retira do professor que atua neste curso a responsabilidade de se preocupar com a forma como esta disciplina deve ser desenvolvida, no que se refere a seus conteúdos, seus objetivos e a proposta que estará embasando seu trabalho, bem como os pressupostos que tem orientado suas ações.

Neste sentido, apoiamos e estamos tentando desenvolver um trabalho de consciência política e crítica junto às alunas do magistério desta instituição, por entendermos que a prática pedagógica de qualquer profissional, em qualquer área aproxima-se do ideal no momento em que este associa o conhecimento necessário ao conhecimento da realidade das crianças; não negando a sua cultura de movimento em prol de atividades já construídas em um dado momento e situação que por muitas vezes, não possuem sentido/significados próprios para as crianças que as vivenciam.

A tarefa do profissional que atua com a Educação Física nas séries iniciais, dentro do nosso entendimento, deve possibilitar experiências de movimento que permitam a mesma desenvolver sentidos próprios de acordo com os interesses que permeiam a sua ação em determinadas situações vivenciadas.

Assim, uma das propostas, adotadas como referencial é a conhecida como Crítico-superadora, cujos procedimentos didático-metodológicos têm seu ponto de partida na cultura corporal de movimento. Esta proposta de pretensões transformadora, preconiza por parte do aluno(a), uma leitura dos dados da realidade, interpretando-os e emitindo juízo de valor. Nela o espaço da aula é entendido “como um espaço intencionalmente organizado para possibilitar a direção da apreensão, pelo aluno, do conhecimento específico da Educação Física e nos diversos aspectos das suas práticas na realidade social” (COLETIVOS DE AUTORES, 1992, p.20).

No entanto, por mais que a organização do trabalho pedagógico e o trato com o conhecimento na escola e na universidade tenda a reproduzir a organização social e a apropriação do conhecimento desenvolvidas na produção da vida material, considerando que a organização do trabalho pedagógico e o trato com o conhecimento são dimensões que materializam o currículo, torna-se importante constatarmos como tais dimensões vêm se concretizando no interior da dinâmica curricular dos cursos de formação de professores, especialmente diante das determinações colocadas pela atual política educacional. (FERREIRA/NETO, 1998). Este é um compromisso que a escola assume junto ao processo de formação profissional que lhe cabe.

O autor, professor Eduardo Alexandre Dantas Veiga é do Colégio Estadual Barão de Mauá/ Rede Publica Estadual R.J



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