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UMA BREVE REFLEXÃO SOBRE EDUCAÇÃO FÍSICA ADAPTADA



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UMA BREVE REFLEXÃO SOBRE EDUCAÇÃO FÍSICA ADAPTADA

E EDUCAÇÃO FÍSCIA INCLUSIVA

Flavia Fernandes de Oliveira



Resumo: O presente estudo tem como objetivo discutir a representação de educação física adaptada e educação física inclusiva, e a partir desse contexto investigar junto aos alunos portadores de necessidades educativas especiais se eles realizam aulas de educação física adaptadas ou inclusivas. Para tal foi realizada uma pesquisa de abordagem qualitativa, onde 24 alunos portadores de deficiência foram entrevistados, todos matriculados na rede pública de ensino. Analisando-se a entrevista observou-se que as aulas de educação física para os esses alunos deveriam ser inclusivas, ou seja, incluindo eles em turmas regulares, e de acordo com a necessidade realizar adaptações para que os mesmos possam participar.

I - Introdução

Toda mudança na educação brasileira nos faz pensar na reforma da escola, podemos nos basear em FREIRE (2001), quando diz que, a responsabilidade do profissional de educação perante a sociedade, é desenvolver suas atividades e compromisso no processo de transformação. Desta forma cabe também, a nós professores de educação física contribuir com a educação especial, e com o processo de inclusão, que ultimamente tornou-se um desafio. Foi partindo da pesquisa “Dialogando sobre Educação, Educação Física e Inclusão Escolar”, que realizei com professores de educação física, que já praticaram a educação inclusiva em suas aulas, que observei em seus discursos, que a educação física para os alunos Portadores de Necessidades Educativas Especiais (PNEE) deveria continuar sendo educação física adaptada. Então a pergunta que fica é: Será que os professores de educação física compreendem a diferença entre educação física adaptada e a educação física inclusiva? E o aluno PNEE, será que eles preferem realizar aulas adaptadas somente entre si ou gostariam de serem incluídos nas aulas junto com todos?

Com a conferência mundial sobre Educação para Todos (1990) e logo depois com a Declaração de Salamanca (1994), se efetivou a educação inclusiva ou integradora mundialmente, cujos princípios norteadores são: o reconhecimento das diferenças, o atendimento às necessidades de cada um, a promoção da aprendizagem, o reconhecimento da importância da escola para todos e a formação de professores com perspectiva de um mundo inclusivo, onde todos têm direitos a participação na sociedade, em busca da realização do mais alto nível de democracia.

Anteriormente só se concentrava na proposta da educação especial que tinha como objetivo desenvolver as potencialidades da pessoa portadora de deficiência, de condutas típicas e de altas habilidades, com enfoque sistemático, porém com a finalidade de formar cidadão. MAZZOTA (1996) coloca que “a educação especial formal há de ser bem definida, para o seu bom desempenho como modalidade de ensino, pois toda a sua ação será voltada para universalização do ensino fundamental” (p.200). E por isso que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9394/96 em seu Art.58, veio reforçar que a educação especial deve ser oferecida na rede regular de ensino, assim sendo esta modalidade de ensino deve ser para todos seja o aluno PNEE (deficientes múltipla, sensoriais, físicos, mentais, portadores de condutas típicas, portadores de altas habilidades e com dificuldades de aprendizagem) ou não.





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