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PENSANDO A CAPOEIRA COMO ÁREA DE CONHECIMENTO DA



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PENSANDO A CAPOEIRA COMO ÁREA DE CONHECIMENTO DA

EDUCAÇÃO FÍSICA A PARTIR DE RESGATES HISTÓRICOS

Vinícius Penha



Resumo: Trata dos caminhos percorridos pela Educação Física, seu surgimento, seus elementos legitimadores, áreas que serviram como suporte, assim como do processo histórico das escolas objetivando implantar a Capoeira como área de conhecimento da Educação Física no ambiente escolar de acordo com o processo histórico da Educação Física e da escola.

Resgate histórico da educação física

Iniciaremos o texto com um sucinto resgate histórico (tendo como referência Bracht, 2001 e 1999) da Educação Física: os elementos que a legitimaram, seu objeto de estudo, assim como sua inserção nos meios educacionais como componente curricular.

A Educação Física teve sua inserção no currículo escolar após um remodelamento, uma nova visão da área médica diante do corpo (século XVIII) que passava a discursar sobre a importância do movimento como promoção da saúde. Dessa maneira, a Educação Física se vê alicerçada pela área médica, tendo como prática pedagogizante a promoção da saúde. Portanto, essa disciplina é justificada no âmbito escolar pelo prisma biológico, que de certa forma se manteve por muitos anos, mesmo estando sob o discurso de outras instituições, como veremos a seguir. Além da área médica, a Educação Física também passou pelas “mãos” do militarismo que viu nela a possibilidade de educar e disciplinar o corpo, enfatizando o corpo belo e o amor à pátria. A idéia era preparar o corpo para a guerra e isso se deu principalmente por meio da ginástica que foi implantada nos meios escolares (o Brasil se utilizou de alguns métodos de ginástica, dentre eles, o sueco, o alemão, o francês) como área de conhecimento da Educação Física.

Um outro fator que tem sido usado para justificar a Educação Física é o trabalho, ou seja, para que as pessoas possam ser mais produtivas em seus afazeres (lógica do capitalismo), faz-se necessária a prática da Educação Física. Esse argumento, nos dias atuais, “cai um pouco por terra”, pois muitas atividades que se requeriam força física já não a exigem mais, devido ao aumento do número de máquinas, e, por essa razão, os exercícios físicos intensos não se justificariam, sendo substituídos por atividades leves. Em meio ao militarismo, surge um novo fator que justifica a Educação Física, o esporte, que posteriormente se enraíza na Educação Física, muitas vezes com ela se confundindo (CAPARROZ, 2001).



...] a pedagogia da Educação Física incorporou, sem necessidade de mudar seus princípios mais fundamentais, essa ‘nova’ técnica corporal , o esporte, agregando agora, em virtude das intersecções sociais (principalmente políticas) desse fenômeno, novos sentidos/significados, como, por exemplo, preparar as novas gerações para representar o país no campo esportivo (internacional)” (BRACHT, 1999, p.6).

Assim, a Educação Física, sempre se justificou a partir de uma visão biológica do corpo, ora sob o discurso da medicina, ora do militarismo, ora do esporte. De acordo com Bracht (1999), um dos maiores desafios da Educação Física é a legitimidade no campo pedagógico, sendo subsidiada por outras ciências (humanas e sociais). Para tal, será necessário colocar como ponto de discussão a Educação Física nos meios escolares, isto é, como ela vem sendo tratada nos dias atuais, bem como sua importânica.

Atualmente, o discurso que se faz acerca da Educação Física é a busca da legitimidade no campo pedagógico (citado no parágrafo acima) que preconiza uma educação crítica, enxergando o ser humano como um ser integral que está diretamente ligado ao processo histórico, preocupado com a sua formação/reflexão. Para isso, o objeto de estudo da Educação Física passa a ser a cultura corporal do movimento, realizada para alcançar os objetivos citados.



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