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Planejamento das aulas

O planejamento é, antes de tudo, uma tomada de posição político-pedagógica (LUCKESI, 1992) que não pode ser difundida como instrumento burocrático ou como mais uma “receita didática” que engessa a ação inventiva do professor e dos alunos. Pelo contrário, é um parâmetro que, fundamentado na teoria de educação denominada de histórico-crítica serve para balizar a construção do trabalho pedagógico, incentivado com referências claras a criatividade dos sujeitos do processo. Esse parâmetro pode ser destinado a qualquer série (ou ciclo) de escolarização, desde que os conteúdos e procedimentos sejam adequados às possibilidades de aprendizagem dos alunos, tenha relevância social, apresente-se como algo de nosso tempo definido a partir das determinações históricas.

Portanto, planejar o trabalho é uma forma de garantir a aplicação do eixo curricular apresentada pela abordagem histórico-crítica, qual seja: constatar-interpretar-compreender-explicar a realidade. Consideramos também que essa referência metodológica permite a transmissão de conhecimentos científicos, éticos e culturais, mantendo a EF vinculada ao núcleo central da escola e afirmando a função social dessa instituição identificada aos interesses dos trabalhadores.

As onze aulas foram planejadas e distribuídas da seguinte forma: uma aula para tratarmos (grupo e alunos) da identificação do projeto. Em outra aula foi dada a tarefa aos alunos: desenvolver uma breve redação dissertando sobre as seguintes perguntas: De onde nasce a violência e como ela se manifesta? Quando você perde a paciência? Isso porque a equipe estava suspeitando do fato de que a violência está sendo parte da cultura do ser humano, em específico dos alunos do projeto. Em uma análise conjunta, nós, professores, traçamos um perfil de alguns alunos da turma, chegando à conclusão de que a violência vem sendo carregada pelos meios de comunicação e muitas famílias estão sendo testemunhas desse fato, o que pôde ser constatado na coleta dos dados, pois, dos dezessete alunos da turma, sete se julgaram pacientes (desde que não pisem seus calos). Já os outros dez se julgaram impacientes (verdadeiros estopins). As outras oito foram divididas em quatro blocos, a seguir: a) duas aulas do esporte hóquei; b) duas aulas do esporte rúgbi; c) duas aulas de lutas; d) duas aulas do esporte futsal. Esses blocos constaram dos seguintes passos: apresentação expositiva sobre a origem e inserção cultural; apresentação e discussão sobre a forma de jogar; adaptações e possibilidades oferecidas pela escola; principais regras; experimentações; balanço das experiências, tendo como referência a questão-problema: violência. Já a ultima aula foi destinada à avaliação e encerramento do projeto.





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