Universidade Federal Fluminense



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1. Função da escola

De acordo com Enguita (1989), nas primeiras organizações sociais, os conhecimentos necessários para formação das crianças e adolescentes eram adquiridos no cotidiano do processo de trabalho, ou seja, na (re)produção da própria existência. O trabalho de caráter artesanal somado à própria dinâmica político-social-econômica do mundo não estabelecia exigências para a qualificação baseada no conhecimento científico e filosófico. Os saberes primordiais estabelecidos pela elite limitavam-se a dimensão prática circunscrita a andar a cavalo, manusear armas e tocar um instrumento musical, relegando a escola um papel marginal na sociedade.

Com o surgimento de novas formas de produção e diante das mudanças na dinâmica do mundo, exigindo um novo perfil de trabalhador, a escola passa a ser um instrumento importante, geradora de hábitos e costumes que fossem de interesse da indústria crescente (obediência à carga horária, não contestar ordens, submissão dentre outros) contribuindo para a supremacia da classe burguesa.

As mudanças provocadas pela revolução industrial que apontam para superação do trabalho-arte em nome do trabalho-ciência, e o alargamento progressivo da socialização política sob a ótica burguesa de mundo constituem-se nos novos determinantes para a configuração de escola enquanto espaço de formação do cidadão/trabalhador referenciado numa determinada perspectiva de ciência. Nesse contexto, Neves (1991), afirma que para a burguesia a escola se constitui como meio de organizar o consenso moral e político e a formação técnica para a produção de acordo com o seu projeto. Para a classe trabalhadora, a escola se constitui, no plano imediato, a forma de vender melhor sua força de trabalho e no plano mediato, como formadora das condições que elevem sua condição enquanto classe dirigente.

Saviani (1991), afirma que a escola deve criar possibilidades para a transmissão/assimilação do saber elaborado. Para o autor, o conhecimento espontâneo que produz palpites não justifica a existência da escola. O que a faz existir é a necessidade pela apropriação do conhecimento sistematizado por parte dos educandos, assim como instrumentos que os permitem acesso ao saber elaborado.

Considerando que a escola é uma instituição social responsável pela formação humana dos futuros cidadãos-trabalhadores livres, e esta formação só se justifica a partir da especificidade do conhecimento, acreditamos que a inserção pedagógica de qualquer outra área, em especial a EF, não pode se constituir por fora desta definição histórico-conceitual defendida pela pedagogia histórico-crítica.

Desta forma, acreditamos que a Abordagem Crítico-Superadora se constitui na principal e mais completa referência para o ensino da EF.



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