Universidade federal do rio grande do sul


SANTOS, Milton. Pobreza Urbana



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SANTOS, Milton. Pobreza Urbana. Hucitec/SP/Recife. UFPE/CNPU. Coleção Estudos Urbanos, 1978.

SILVA, H.R.S.; Milito, C. Vozes do Meio Fio. RJ: Ed. Relume Dumará. 1995.

SNOW, David e ANDERSON, Leon. Desafortunados.Um estudo sobre o povo da rua. Petrópolis: Vozes, 1998.

VELHO, Gilberto. Individualismo e Cultura. Notas para uma Antropologia da Sociedade Contemporânea. Jorge Zahar Editor Ltda., 1997.

WANDERLEY, Mariangela Belfiore. “Refletindo Sobre a Noção de Exclusão”. In: SAWAIA, Bader (org.) As Artimanhas da Exclusão. Petrópolis: Editora Vozes, 1999.


1 Mocó é uma expressão êmica usada para designar esconderijo e/ou moradias irregulares. “Mocoziar” significa esconder.

2 Inalante; substância psicoativa mais usada pelos jovens moradores de rua.

3 Expressão usada pelo educador do Projeto Axé, Marco Antônio de Carvalho.

4 Tanto a do serviço governamental realizado pela PMPA quanto o não-governamental realizado pela Associação de Apoio ao Fórum Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.

5 Escola Aberta inaugurada em 1995, cujo apelido é EPA.

6 Durante a maior parte do período que analisei estas trajetórias, ou seja, de 1994 a 2001.

7 Estatuto da Criança e do Adolescente.

8 O “alcagüete” é um delator, traidor.

9 Diário de campo, Largo Glênio Peres, 1997.

10O bufo ou bufão é uma figura de teatro muito antiga, tem-se registro anterior dela à Idade Média. Era considerado um tipo de “vagabundo” que vivia nas ruas em duplas ou bandos; em geral, com defeitos físicos, usava do deboche escrachado para ironizar o status quo vigente e a própria condição humana.

11 A noção “antecipação do risco” será desenvolvida no capítulo 4.

12 O Casarão da CEE é um prédio abandonado ao lado da EPA que é habitado por diversas famílias e agrupamentos de rua. Atualmente eles fizeram uma associação e têm um site www.amigosdocasarao.com.br

13 Inalante; é a substância psicoativa mais usada pelos meninos e meninos de rua em PoA.

14 Diário de campo, Praça da Alfândega, 2001.

15 Na minha graduação em Ciências Sociais e na prática curiosa em educação aprendi que há várias coisas em comum entre uma educadora-pesquisadora e uma etnógrafa : além da busca pela dialogicidade, a técnica de registro em um diário.

16 Enfoco, neste trabalho, a rede governamental municipal. Porém acompanhei os trabalhos da rede não governamental nas 4 regiões mais críticas da cidade.

17 Serviço de Educação Social de Rua da Fundação de Assistência Social da prefeitura de PoA.

18 Educação Social de Rua Comunitária da Associação de Apoio ao fórum Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.

19 Coloco retorno entre aspas, pois não perdi totalmente o contato com os sujeitos da pesquisa, nem com as políticas de ação.

20 Adolescente recém chegado na escola, quando entrevistado para matrícula.

21 Mini Dicionário Luft. Ática-Scipione.

22 Ver Castel (1998).

23 Fala de Boaventura de Souza Santos em palestra proferida na Faculdade de Direito UFRGS, em maio de 2000.

24 Seja por repressão, extermínio ou invisibilidade social.

25 O que nos confirma Marshal Shalins em seu estudo sobre as sociedades de afluência.


26 Em referência à literatura de Máximo Gorki.

27 Peça teatral da Idade Média citada em HILL,1987.

28 “... só na década de 60, a condição de assalariado tornou-se a matriz da base da ‘sociedade salarial moderna’” (CASTEL,1997:22).

29 Cláudia localizou nos arquivos públicos de Porto Alegre um farto material de processos de apreensão de menores no início do século em que entravam em disputas genitores e pais de criação , reivindicando direitos legais sobre as crianças que entravam em circulação nas classes populares.


30 Espaços estes que nunca foram pensados sobre a ótica das crianças e dos adolescentes, mas sempre a do adulto, homem e branco.

31 Poesia de aluno da EPA, publicada no livro Palavra de Trabalhador 8, SMED/POA 1999.

32 A Praça da Alfândega é um dos poucos locais do centro que tem mesas para jogos. Os engraxates que têm ponto ali há anos ajudam os guris a esconderem seus pertences quando saem “prá se virar”.

33 Sobre os meninos de rua que fazem “programa” com homens, mas não querem ser rotulados de “bicha”, ver trabalho de Snow e Anderson, 1992.

34 “Gigolôs e mãezonas” são homens e mulheres que agenciam a prostituição.

35 O Largo Glênio Peres é travessia desta praça e do Mercado Público da cidade.

36 A partir de 1998.

37 Porque há estátuas de leões nos portões de entrada

38 Comida que sobrava dos restaurantes, mas que era trazida ainda quente em vasilhas de alumínio.

39 Diário de campo, 2001.

40 Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Departamento Municipal de Limpeza Urbana.

41 Abrigo Municipal Ingá Britta (o único existente até 2001).

42 No final de 1998, eu e a educadora Márcia Gil fizemos um relatório anual das abordagens de rua contendo uma pequena cartografia dos mocós para destacar as especificidades dos “grupos de referência” na rua.

43 Também sobre moradores de rua das imediações da Rodoviária em meados dos anos 90, ver estudo sobre nomadismo urbano de Magni, 1995.

44 O PRD é um programa da Secretaria Municipal de Saúde de PoA que faz a troca de seringas usadas por limpas e orienta a população usuária de drogas injetáveis para a redução de danos causados pelas drogas, encaminhando aos serviços da cidade.

45 No final de 1998, o mocó foi “estourado” pela Brigada Militar, todos encaminhados para FEBEM ou respectivas comunidades. Em menos de um mês, o mocó estava reaberto por grande parte de seus habitantes.

46 Estar “pedido” é estar ameaçado de morte ou espancamento

47 Revendedor ou transportado de drogas.

48 Fórum Municipal dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes.

49 Sobre a visão da FEBEM enquanto lugar de educação e segurança para seus filhos, ver trabalho de Cláudia Fonseca (1990).

50 Diário de Campo, janeiro de 2001.

51 Em geral, são crianças e jovens oriundos da região metropolitana: Alvorada, Viamão, Canoas, Gravataí e Guaíba.

52 Entrevistas realizadas com educadores do Projeto Miguilim da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, do Abrigo Dom Bosco e da Associação Irmão Sol, em julho de 2001, Belo Horizonte.

53 Charlot utiliza o termo “mobilidade” (interacional) ao invés de “motivação” (externo) por entender que o primeiro é uma nova forma de interação e subjetivação.

54 “Fazer programa” significa manter relações sexuais por dinheiro, comida ou uma noite de sono. Para os meninos e meninas de rua que conheci, esta expressão não se traduz nem por prostituição nem por exploração sexual. Aproxima-se mais de uma “troca”.

55 Menino que freqüentava a EPA quando perguntado de onde partia quando vinha para a escola.

56 Comida.

57 Por vezes, tenho a impressão que os m/m de rua oscilam entre os tipos ideais - no sentido weberiano - do ‘malandro’ e do ‘bandido’ conforme os descrevem Alba Zaluar.

58 Em workshop realizado em PoA,1995, no hotel Umbu.

59 Apesar de ser retirado de um relato de abordagem, em 1996, é uma dos registros constantes de 1994 a 2001.

60 Não é possível, neste trabalho, estender a discussão sobre o conceito de ‘drogas’ Uso o termo ‘droga’ como é usado na rua: para conceituar substâncias psicoativas como a loló, a maconha, a cocaína, o crack, os psicotrópicos e outros inalantes. Cigarro e álcool também são considerados substâncias que ativam a psiquê, porém não são consideradas drogas pelas crianças e jovens de rua.Não conheço nenhum morador de rua , com exceção dos adultos, que faça uso sistemático de álcool, inclusive discriminam àqueles que usam.

61 Ver também relatos de campo de Snow e Anderson sobre o uso intenso de álcool entre os moradores de rua do Texas como fuga de si e do passado: “ele fazia o que muitos de nós fazemos quando a gente pensa em algo assim (a dor de ter perdido a filha com o divórcio) ou em onde a gente está agora. A gente pensa nisso e fica puto com isso e aí toma um porre e esquece...” p. 338.

62 Geertz utiliza a noção de atemporalidade e apessoalidade para a análise da sociedade balinesa, confrontando com a “nossa” visão:”Ligada à sua concepção despersonalizada da condição de pessoa, existe uma concepção atemporalizante (pelo menos do nosso ponto de vista) do tempo” (1989: 257).

63 Juizado da Infância e da Juventude

64 Unidade Operacional Centro, da Fundação de Assistência Social e Cidadania/PMPA que oferecia assistência e atividades sócio-educativas.

65 Há mais de 150 fazendas de reclusão para dependentes químicos no RS.

66 Registro na EPA, 1999.

67 Diário de campo, 2002.

68 Diário de Campo, 2001.

69 Prestação de Serviços à Comunidade, medida prevista no ECA.

70 Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua.

71 Sonho aqui não tem um caráter onírico, está mais ligado ao desejo.

72 Ver capítulo 3.

73 Ver capítulo 2.

74 Sobre os processos de necessidade uma ‘individuação’ e resgate do ‘eu’ entre adultos moradores de rua, ver Snow e Anderson, 1998.

75 Registro de abordagem, setembro de 1997.

76 Diário de campo, dezembro de 2001.

77 Na EPA

78 Pênis

79 Fala de Charlot no Fórum Mundial de Educação, PoA, 2001.

80 Digo radicalmente “etapa final”, não por acreditar em um fim do processo educativo, mas por saber da necessidade da ruptura com a ‘tutelagem’ institucional e com a necessidade de inserção em outros grupos de referência, inclusive educacionais...

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