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Está em elaboração um artigo para comunicação deste pesquisa no periódico “Perspectivas em Análise do Comportamento”.



ATIVIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS NOS PRÓXIMOS MESES

Este é um relatório final.

CONCLUSÃO

Após os treinos descritos no plano de trabalho proposto, pôde-se averiguar mudança no desempenho dos comportamentos avaliados na linha de base. Exceto pelos testes de preferência por figuras de faces do Participante A, os resultados pós-teste demonstraram efeitos positivos se comparados aos resultados do pré-teste para os dois participantes. Ainda assim, a hipótese de não haver mudança nos resultados de preferência por figuras de faces do Participante A podem ser explicados pelo encerramento da coleta com o participante por dificuldades encontradas durante a pesquisa, como comportamento persistente de fuga e esquiva por parte do participante.

Os resultados dos treinos apontam que não houve emergência de relações para nenhum dos dois participantes e as relações tiveram de ser treinadas. Têm-se a hipótese de que as características do treino podem ter interferido nos resultados, considerando que são somente dois estímulos de comparação, os participantes podem ter inferido que se um estímulo modelo está fortemente associado a um dos dois estímulos de comparação, então o outro deve estar associado com o outro estímulo modelo. Assim, não podemos dizer se o que está controlando a resposta de escolha dos estímulos de comparação é a seleção ou rejeição de um estímulo (De Carvalho & De Rose, 2014; Sidman, 2000). Dessa forma as relações de estímulo-reforçador podem não ter sido suficientes para a correspondência arbitrária.

Gomes, Varella e Souza (2010) realizaram uma revisão de publicações de estudos empíricos com autistas, fundamentados no paradigma de equivalência. Os resultados encontrados mostraram estudos com resultados positivos e negativos. Os resultados com mais respostas negativas sugerem dificuldade em aprender relações arbitrárias. Um procedimento de formação de classes de equivalência semelhante realizado no presente estudo foi conduzido por Dube e McIlvane (1995) a fim de avaliar se estímulos reforçadores poderiam fazer parte de classes de equivalência, em que após ensinadas as relações de identidade entre os estímulos A1, A2, B1 e B2 com uso de reforçadores específicos (reforçadores 1 e 2), os participantes realizaram procedimentos de sonda das relações arbitrárias AB (A1B1 e A2B2) e BA (B1A1 e B2A2) que não foram ensinadas diretamente. Participaram duas crianças autistas dentre os participantes e no estudo nenhum dos dois participantes com autismo evidenciou a emergência das relações AB e BA. Alternativas para possível dissolução das dificuldades em aprender relações no paradigma de equivalência em crianças autistas, como o uso de estímulos menos abstratos, a fim de aumentar o engajamento na tarefa, bem como utilizar o ensino de discriminações mais simples e emparelhamento por identidade com consequenciação específica para as classes foram utilizados nesse estudo (Barros e cols., 2006; Gomes, Varella & Souza, 2010; Dube e McIlvane, 1995), porém ainda assim os resultados foram semelhantes.

Levanta-se a hipótese de que os resultados podem ter sido influenciados pelo baixo número de tentativas nas sessões iniciais (12 tentativas por sessão), correspondente as sessões de emparelhamento de identidade (AA e BB), em que podem não ter sido suficientes para que o reforçador específico pudesse ser inserido na classe de equivalência, considerando que os participantes atingiram critério em poucas sessões. Ainda assim é necessário a realização de novos estudos para análise dessas variáveis. No entanto, Sidman (2000) relatou que um treino que envolve contingência de reforço pode produzir pelo menos dois tipos de resultados: Unidades de análise de n termos e Relações de equivalência. Dessa forma, apesar de não poder confirmar se relações de equivalência emergiram, o treino pode ter formado relações entre os estímulos, respostas e reforçadores, o que pode ter resultado no aumento do desempenho dos comportamento avaliados nos testes sociais, testes de preferências por figuras de faces e testes de observação a faces.




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