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Figura 6. Resultado das Sondas no Teste AB e no Teste BA do Participante B.
Os resultados do teste AB demonstram que o Participante B acertou duas tentativas apenas em A2B2. Os resultados do teste BA indicam que o Participante acertou todas as tentativas de sonda de B1A1, porém acertou somente uma tentativa de B2A2. Para o Participante B, os resultados sugerem também que não houve a formação de classes de equivalência, assim como o Participante A. Os resultados porém apontam que, nas tentativas de sonda BA, 5 das 6 respostas emitidas pelos Participantes A e B foram para escolha de figuras de Faces, considerando que as tentativas em que houve erro eram do Conjunto B2A2, em que a resposta correta seria escolher figuras de paisagens. Dessa forma, após a finalização da fase treino de equivalência de estímulos foram realizadas as sessões de pós-teste no intuito de investigar se essas figuras passaram a se tornar preferenciais no teste de preferencia por figuras de faces, e quais os efeitos dos treinos nas configurações de teste de observação a faces e de testes sociais.

Os resultados obtidos dos Participantes A e B, referentes à linha de base e sonda pós-teste, conforme os itens 1, 2 e 3 do método podem ser conferidos abaixo. A Figura 7 apresenta a frequência e a duração das respostas de olhar para o rosto de um adulto na Avaliação de Observação a Faces.





Figura 7. Frequência e Duração das respostas de Observação de Faces.

Os dados demonstram que no pré-teste, para o Participante A, 10% das respostas ocorreram na Configuração de Aproximação e 20% na Configuração de Expressão. Não houve emissão da resposta-alvo em 70% das tentativas. No pós-teste, houve aumento da frequência de olhar para o rosto de um adulto em ambas as configurações, com 40% de frequência em cada, diminuindo para 20% a não emissão de respostas alvo. Percebe-se ainda, que em relação à duração em segundos na etapa de Linha de base do Participante A, o tempo cumulativo para as respostas de observação na Aproximação foi de aproximadamente 0,57 segundos, e na Expressão, aproximadamente 2,69 segundos. Os dados de duração do pós-teste mostram que houve aumento na configuração de Aproximação para 2,93 segundos, porém com duração menor na configuração de Expressão com aproximadamente 2,55 segundos.

Para o Participante B, a Figura 7 demonstra que as respostas de observação ocorreram em somente 10% das tentativas em cada configuração na linha de base. No pós-teste houve um pequeno aumento, com 20% das respostas na configuração de Aproximação e permanecendo em 10% na Expressão. A duração das respostas alvo aumentou de aproximadamente 0,81 segundos na Aproximação e 0,26 segundos na Expressão, para aproximadamente 1,62 segundos e 0,39 segundos nas configurações de Aproximação e Expressão, respectivamente. A baixa frequência e duração nessa configuração para o Participante B pode estar associada à dificuldade encontrada em alguns indivíduos diagnosticados com autismo em fazer contato visual com um olhar direto de outras pessoas (Orsati, Mecca, Schwartzman, & Macedo, 2009). Como as configurações dos testes apresentaram aproximação da face de um adulto olhando diretamente para o participante, olhar direto nos olhos pode ser um comportamento difícil para o participante e exija o treino de diferentes habilidades que não se pretendeu abarcar nesse estudo.

A Figura 8 aponta os dados referentes à frequência e à duração da Avaliação de Preferência por Figuras de Faces do Participante A e do Participante B.





Figura 8. Frequência e Duração das respostas de Preferência por Figuras de Faces e Paisagens.

O Participante A demonstrou na Linha de Base que 100% de sua resposta de escolha foi para Figuras de Paisagens e a resposta se manteve no pós-teste. Enquanto a imagem era apresentada para o participante, contabilizou-se por meio da gravação em vídeo a duração da observação de cada figura. Demonstrada de forma cumulativa, a duração para figuras de faces foi de aproximadamente 5,37 segundos e para figuras de paisagens a duração foi de aproximadamente 22,92 segundos na Linha de Base. No pós-teste, a duração para observação das figuras de faces aumentou para 13,16 segundos, mas a duração para figuras de paisagens manteve-se maior, com aproximadamente 38,35 segundos. O procedimento realizado ainda não foi suficiente para a formação de classes de equivalência. Para o Participante A, a resposta negativa para preferencia por figuras de faces no pós-teste pode ser sustentada pela hipótese de que embora tenha passado por sessões de treino, o participante não aprendeu as relações AB e BA, demonstrando que não houve a formação de classes de equivalência, cujas relações são pré-requisitos para a formação de classe de equivalência de estímulos (De Carvalho & De Rose, 2014). Ainda assim, a apresentação sucessiva de figuras de faces associadas a itens preferenciais por parte do Participante A pode ter interferido na frequencia e duração de atentar para a presença e rostos de adultos nos testes de observação a faces (Teste 1) e nos testes Sociais (Teste 2), como sugerem os resultados do pós-teste.

Para o Participante B a frequência de escolha de figuras de faces na Linha de Base foi de 10%, enquanto para figuras de paisagens foi de 90%. Após os testes o participante escolheu 80% das tentativas para figuras de faces e 20% para figuras de paisagem. A duração para ambos tipos de figuras na Linha de Base aumentou de 0,65 segundos para faces e de 18,91 segundos para paisagem, para aproximadamente 19,01 segundos em figuras de faces e 10,83 segundos em figuras de paisagem no pós-teste. Pode-se inferir que para o Participante A a preferência permaneceu por figuras de paisagens, enquanto para o Participante B a preferência foi modificicada para Figuras de Faces após os treinos. É possível observar ainda que após os treinos houve aumento na duração de observação das duas figuras para ambos os participantes.

Os dados referentes à frequência e duração das respostas de observação em Testes Sociais estão demonstrados na Figura 9.





Figura 9. Frequência e Duração das respostas de observação referentes aos Testes Sociais.

Para o Participante A, embora a resposta-alvo tenha ocorrido em 60% das tentativas na Configuração 1 e 20% na Configuração 2, a duração total em segundos de observação foi consideravelmente baixa, com valor acumulativo de aproximadamente 1,13 segundos para a Configuração 1 e 0,92 segundos para a Configuração 2 na sessão. Após o treino, a frequência em ambas as configurações aumentou, passando para 100% na Configuração 1 e 80% na Configuração 2. Também houve aumento na duração, passando para 3,91 segundos na Configuração 1 e 3,08 segundos aproximadamente na Configuração 2. Para o Participante B, a frequência nos testes sociais foram de 60% na Configuração 1 e 80% na Configuração 2, com duração de observação em segundos de 1,71 e 2,44 nas configurações 1 e 2, respectivamente. No pós-teste houve aumento tanto na frequência quanto na duração, com resultados de 100% na Configuração 1, com duração de 5,29 segundos cumulativos na sessão, e de 80% na Configuração 2, com duração de 4,22 segundos. Percebe-se que apesar da frequência ter permanecido a mesma na Configuração 2 no pré e pós-teste, a duração para o pós-teste foi maior.

Os dados do presente estudo mostram que, mesmo quando não se pode documentar a formação de classes de equivalência entre estímulos socialmente carregados (como fazes no caso de crianças diagnosticadas com autismo) e estímulos preferidos, o envolvimento desses estímulos em treino discriminativo altera sua função em testes de preferência e testes sociais. Esses dados indicam que essa linha de pesquisas é promissora para gerar tecnologia comportamental subsidiária para procedimentos de intervenção. É possível que os procedimentos de teste tenham que ser melhor trabalhados de forma a capturar os efeitos que os procedimentos de avaliação social e de preferência puderam captar.



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