Universidade Federal do Pará



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MATERIAIS E MÉTODOS

Participantes

Duas crianças diagnosticadas com autismo, 4 e 3 anos de idade, do sexo masculino, apresentando baixa atenção para presença de adultos e pouco contato visual nos procedimentos de pré-teste, selecionadas entre sete crianças. Não apresentam comorbidades ou comportamentos autolesivos.

Ambiente


O estudo foi realizado em salas de atendimento e de experimentação do projeto APRENDE, climatizadas e com iluminação branca artificial, no prédio do Núcleo de Teoria e Pesquisa do Comportamento, na Universidade Federal do Pará.

Instrumentos

Foi utilizado um computador HP All in One Touchsmart® 610-110 br, com o sistema operacional Windows XP® com tela sensível ao toque para desempenhar o software PCR (Programa de Contingências de Reforço). Utilizou-se também 28 figuras impressas coloridas em papel sulfite e plastificadas individualmente, medindo 10 cm X 10 cm cada. A figuras eram correspondentes a 2 exemplares de 6 diferentes fotos de faces humanas, 6 diferentes fotos de paisagens, 1 foto de personagem infantil e 1 foto de item neutro.

Nas fases de Linha de Base e pós-teste foram utilizadas 6 figuras com fotos de faces humanas e 6 figuras com fotos de paisagens. Cada figura foi impressa colorida em papel fotográfico e medindo 10 cm X 15 cm. Foram utilizados, quando necessário, cartões com figuras de personagens e de itens neutros.

Utilizou-se ainda uma câmera filmadora para gravar as sessões, estímulos reforçadores diversos previamente selecionados com base no relato dos pais e nos testes de preferência, um notebook e folhas de registro específicas.

Método


Promover a formação de classes de equivalência através do procedimento de emparelhamento ao modelo com atraso.

Foram realizadas sessões de Linha de Base com três medidas: Avaliação de Observação a Faces, Avaliação de Preferencia por Figuras de Faces e Testes Sociais. Cada uma dessas medidas foi repetida após a finalização dos treinos para avaliar o possível efeito da inclusão de faces nas classes de equivalência.

1. Avaliação da observação de faces: Foi verificada a duração e a frequência das respostas de observação da face do experimentador em até duas configurações. Foram realizadas 10 tentativas e cada tentativa se iniciava com a aproximação da face do experimentador a aproximadamente 50 cm da face da criança durante uma atividade não social. Aguardava-se por 5 segundos a resposta de olhar para o rosto do experimentador. Se o participante olhasse, se iniciava o Intervalo entre Tentativas (IET) de aproximadamente 20 segundos e o resultado da tentativa era registrado como positivo na configuração de Aproximação. Se a resposta não ocorresse, eram apresentadas expressões faciais sem emissão de som vocal imediatamente após 5 segundos iniciais e aguardava-se por mais 5 segundos. Se a resposta de olhar para a face do experimentador ocorresse, a tentativa era considerada positiva, registrando-se um + na folha de registro para a configuração de Expressão. Se a resposta não ocorresse, registrava-se com um sinal de negativo (-). Logo após, a tentativa era dada por encerrada e iniciado o IET. Nesta fase, não havia consequências programadas para observar a face do experimentador.

2. Avaliação de preferência por figuras de faces: Foi verificada a frequência e a duração da resposta de escolha e observação de 6 figuras de Faces frontais, com expressões neutras e de 6 figuras de paisagem sem presença humana em 10 tentativas. Cada tentativa se iniciava com a apresentação simultânea de duas figuras, uma de face e uma de paisagem. A criança foi estimulada a escolher uma das figuras não havendo consequências programadas para as respostas de observação e escolha. Quando necessário, foram utilizadas figuras de personagens infantis e de itens neutros dentre as figuras de paisagem e faces, para auxiliar na emissão da resposta-alvo de observar e escolher as figuras. Uma resposta de escolha de qualquer das duas figuras encerrava a tentativa. Foram realizadas 10 tentativas no teste.

3. Testes sociais: o objetivo foi avaliar a atenção do participante para a presença de adultos em seu ambiente e na sua interação com ou sem o uso de vozes. Foram realizados em duas configurações: (a) 5 tentativas em que o experimentador brincava com a criança numa sala com poucos estímulos disponíveis no ambiente, enquanto um segundo experimentador entrava na sala e cumprimentava a criança enquanto se aproximava; e (b) 5 tentativas semelhantes à descrita no item “a” exceto que, ao entrar, o segundo experimentador se aproxima da criança sem a cumprimentar. Foi analisada a frequência e duração da resposta de olhar para o rosto do segundo experimentador.



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