Universidade federal de são carlos



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VIII – ANEXOS





  1. DIÁRIO DE AULA – 10/05/07

  2. DIÁRIO DE AULA – 14/05/07

  3. DIÁRIO DE AULA – 28/05/07

  4. DIÁRIO DE AULA – 04/06/07

  5. DIÁRIO DE AULA – 11/06/07

  6. DIÁRIO DE AULA – 18/06/07

IX - APOSTILA USADA NO 1O C, DURANTE ALGUMAS AULAS

X – FOLHAS DE PRESENÇA

XI – BIBLIOGRAFIA

I - MEMORIAL SOBRE CONHECIMENTO MATEMÁTICO
Eu fui um aluno mediano de matemática até o segundo semestre da sétima série, onde peguei recuperação no meio do ano, e depois disso passei a me dedicar mais, e tudo fluir naturalmente.

Na 5a e 6a séries eu tive certa dificuldade em matemática, passando com notas entre 6 e 7.

Eu sempre tive o ensino tradicional-expositivo na lousa, e pelo que eu me lembre, eu decorava as regras, e aprendia por repetição de exercícios, pois assim era obrigado. Além disso, o professor era muito exigente e não admitia conversas em sala de aula.

Lembro-me que na 8a serie perguntei para que servisse aprender equações do segundo grau, e ele me respondeu, sem jeito, que era para exercitar a memória. Este professor não estimulava perguntas e repreendia qualquer conversa em sala. Esta experiência me desestimulou a fazer perguntas para professores, por receio de repreensão.

Até esta fase, eu era muito tímido em sala, com raríssimas interações com a turma ou com o professor, e as vezes que eu tentava era repreendido.

No então segundo grau da época, eu fui fazer curso técnico em processamento de dados numa escola municipal em Uberaba/MG à noite. Na ocasião, eu morava em Veríssimo/MG, uma cidade de 3.000 habitantes, e que fica a 40 km de Uberaba.

No primeiro ano foi tipo colegial, mas com nível fraco em quase todas as disciplinas, e matemática com nível mediano.

Já no segundo ano, eu fui fazer o curso técnico de processamento de dados, com disciplinas de algoritmo, estatística e programação. Em matemática, só vi matrizes, determinantes e sistemas lineares. Apesar de o conteúdo ser pouco, tive bom aprendizado, e a partir daí comecei a me destacar no curso, ficando entre os 5 melhores alunos do curso em geral, e já começando a me destacar em matemática.

Nesta ocasião, permanecia a estratégia de ensino tradicional do professor, mas com a diferença de que ele era bem mais amigo dos alunos que outros professores que tive, inclusive de mim, o que acabou contribuindo para a melhor desenvoltura social, inclusive.

Foi neste ano, que pela vez eu tive que estudar para provas, o que era muito pouco, pois eu tinha muita facilidade, e até então, nunca havia estudado com antecedência, e sempre tirava notas altas.

No 3o e 4o anos do curso técnico o ensino de matemática foi cada vez mais deficitário quanto ao conteúdo, pois a exigência era aprender regras básicas para a programação, que era voltada para contabilidade privada. Nestes últimos dois anos passei a ser o melhor aluno de matemática do curso, com notas sempre acima de 9, sem praticamente estudar. A única matéria que realmente exigia era a de programação.

Ao final do curso, houve um concurso público para estagiário de programação, e passei em primeiro lugar da cidade de Uberaba. Este estágio durou 4 meses, e fui desligado por corte de despesas. Nesta ocasião, eu resolvi fazer cursinho para prestar vestibular.

No cursinho passei a estudar muito mais que eu estudava até então, e sempre aceitava o método de ensino dos professores, por falta de informação mesmo, e também por ser considerado ótimo aluno, eu ficava quieto.

No cursinho, eu tive que aprender a matemática do ensino médio todo em 6 meses, e sem nunca ter visto nada antes. Para mim aquilo era para aprender, e não para revisão, conforme estava sendo feito ali para outros alunos. Senti falta de apoio do professor e passei a estudar sozinho, revirando livros atrás de teoria e exercícios, o que deu resultado, pois sempre fui destaque em notas neste período.

Minha idéia inicial era fazer o curso de análise de sistemas, mas descobri que tinha este só curso em universidades particulares, e foi ai que resolvi fazer matemática, pois minha idéia era que uma vez no curso, eu poderia estudar computação e depois seguir pós em análise de sistemas.

Ao passar no vestibular e iniciar o curso na UFSCar, tive no primeiro semestre a disciplina GEOMETRIA EUCLIDIANA, e foi paixão a primeira vista. Achei fantástico aquele novo horizonte que se abria à minha frente. A fascinação foi tamanha que resolvi seguir matemática mesmo, e ainda em bacharelado em matemática pura. Nesta ocasião comecei a ter problemas em provas, como de fundamentos de matemática elementar 1 e geometria euclidiana, onde resolvia todos os exercícios e não ia tão bem assim a provas. Apesar disso, não desanimei e segui o curso, sem saber do que se tratavam estes problemas em provas, o que fui descobrir bem depois, da pior forma.

Aqui ficou evidente o despreparo dos professores do departamento de matemática em lidar com problemas de ensino-aprendizagem. O método sempre foi o tradicional, e parece que eles não tinham preparo didático para reconhecer problemas extracurriculares que podem estar influenciando em provas. Descobri que eu tinha ansiedade muito alta no momento das provas, o que dava o famoso “branco”.

Foram momentos traumatizantes com a matemática, pois ao estudar toda a matéria, seguir as recomendações dos professores para estudos, fazer todos os exercícios, e não sair bem ficava decepcionado, mas apesar disso sempre procurei o professor para conversar, para tentar identificar uma possível falha nos estudos, e melhorar para próxima prova. Praticamente todas às vezes, estes professores estranhavam o fato dum aluno perguntar sobre isso, e a resposta era sempre, que se eu tinha nota baixa, era porque não tinha estudado ou não tinha capacidade de fazer bacharelado.

Nesta época ficou clara a cultura de notas altas, onde quem tira notas altas, era valorizado no curso, mesmo que estas notas sempre venham por meio de colas ou algum meio de trapaça dos alunos, ou até favorecimento por parte de professores para com alunos, o que parece ser rotina no DM.

Hoje vejo a total falta de ética de alguns profissionais e o despreparo para ensinar, principalmente no DM/UFSCar.

Fica claro um discurso e outra prática, onde fui à maioria das vezes considerado burro para aprende matemática.

Após eu descobrir sozinho a causa, e que estes professores estavam totalmente errados, tive grande revolta, pois para mim, sempre achava que era uma obrigação para eles saber lidar com problemas de aprendizagem ou no mínimo saber a quem indicar. Outros alunos com o mesmo problema que eu, abandonaram o curso, causando provavelmente grande prejuízos para eles, por despreparo destes professores. Já eu, enfrentei, apesar de tudo.

Agora, após prestar novamente vestibular, e passar, estou recomeçando o curso, já com boa bagagem e experiência.

Pretendo aprender bastante sobre ensino para poder saber lidar com alunos fora da média numa possível atividade profissional como professor, para que eu não cometa as mesmas falhas destes chamados docentes, que muitas vezes dão aula há contragosto, pois querem é só pesquisar.

Agora minha postura como aluno é acima de tudo ser investigativo, curioso, questionando tudo o que se passa na teoria e prática, em sala de aula, para que assim eu tenha a melhor formação possível que eu consiga, mesmo que eu não venha usar nada disso ou não exercer a profissão, pois acima de tudo está em jogo a minha formação não só profissional, mas ética também. Isto pode refletir numa possível atuação profissional melhor, levando-me a não repetir os erros profissionais e éticos da maioria dos docentes que eu tive até hoje, principalmente os do DM/UFSCAR.

Vejo agora que minha obrigação é conseguir uma boa formação profissional.

Apesar dos traumas e problemas, continuo achando lindo aprender matemática, uma verdadeira paixão.

Não importa o que passou se docentes erraram ou se eu tive erros, mas o importante é recomeçar e que isto me sirva de lição de vida, para ser um ser humano melhor, e me espelhar, para não repetir possíveis erros profissionais que eles cometeram, e saber lidar com quaisquer tipos alunos e seus problemas de ensino-aprendizagem.





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