Universidade federal de são carlos


Motivação em sala de aula



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Motivação em sala de aula.

A motivação é a força que coloca a pessoa em ação e que acorda sua disponibilidade de se transformar. É aquilo que nos move que nos leva a agir e a realizar alguma coisa. Logo, podemos dizer que motivar significa predispor-se com um comportamento desejado para determinado fim.

Os motivos ativam o organismo na tentativa de satisfazer as necessidades e dirigem o comportamento para um objetivo que suprirá uma ou mais necessidades.

Através da motivação, o aluno escolhe, procura, dispara sua energia, capacidade, competência, inteligência, instiga, planeja metas, concretiza objetivos. É, portanto, essencial à aprendizagem e ao crescimento.

Esta questão muito nos tem incomodado, pois temos observado que a total falta de motivação para o estudo por parte de muitos alunos é um dos principais fatores de muitos problemas em nossas escolas, e que eu também as encontro nas salas de EJA, principalmente do segundo ano, por parte de muitos alunos.

Aqui os velhos “truques”, muito usados anteriormente, de ameaçar com notas baixas e reprovação não funcionam na EJA. Jovens e adultos não se intimidam facilmente. Eles só irão empenhar-se em aprender os assuntos sobre os quais tenham interesse.

O que mais se ouve nas escolas são professores reclamando de alunos "que não querem nada", "que só querem mesmo é saber de conversar e de passar de ano, não interessa como." Os alunos parecem que se negam totalmente a aprender. Por que isso acontece?

A preocupação maior do professor está em cumprir o conteúdo programático e não com a aprendizagem do aluno. Isso acontece porque grande parte dos educadores ainda não tem consciência de que seu agir pedagógico deve estar subordinado ao aluno, ou seja, que as situações propostas em sala de aula devem depender do nível de desenvolvimento cognitivo do aluno partindo das necessidades do próprio aluno.

Devido a nada estimulantes da escola tradicional, à medida que a criança vai crescendo e avança em escolaridade, observa-se que a diminuição do interesse, da curiosidade e da motivação e, claro, as dificuldades de aprendizagem aumentam.

Outro problema é que a escola tradicional sempre tratou a criança como um pequeno adulto, um ser que raciocina e pensa como nós, mas desprovidos simplesmente de conhecimentos e de experiência, ou seja, uma tábua rasa, cabendo ao professor equipá-lo através de exercícios mecânicos, repetições, cópias e conteúdos sem nenhum sentido.

Segundo a teoria construtivista, a criança forma seu intelecto aos poucos, em interação com o mundo. Por isso, ela precisa, sim, de atividades diversificadas para que tenha condições de entendimento e, assim, possa construir a partir daí seus próprios conhecimentos. Isso é mais forte ainda em salas de EJA, que os alunos já têm alguma experiência de vida, mesmo os jovens.

Tendo oportunidade, o professor deve tentar devolver aos alunos a pergunta feita, ao invés de dar a eles, imediatamente a resposta que você acredita ser a certa.

Perguntas são excelentes maneiras de desafiar as pessoas a pensarem.

Assim, não se deve economizar perguntas, especialmente aquelas que instigam as pessoas a buscar mais idéias sobre o que estão estudando: por que, como, quando, onde? etc.

Também, é preciso que o professor considere o nível de estruturação cognitiva do aluno, porque é em função desse nível que ele terá condições de realizar as tarefas propostas e, a partir daí construir conhecimentos.

Segundo Piaget, o conhecimento é uma construção e, essa construção, se dá em estágios. Em cada estágio, o sujeito constrói um repertório de esquemas que lhe permite apreender a realidade e agir sobre ela. Podemos até dizer que em cada estágio, existe uma inteligência atuando que possibilita um determinado nível de aprendizagem.

Um estímulo só desencadeia uma reação no aluno se integrado a uma ação passível de ser provocada por ele. Os reconhecimentos indicam significados atribuídos pelo aluno e as significações nunca são dadas gratuitamente por nenhum estímulo. Conhecimento não é ato de benevolência, mas de construção própria, por causa disso as significações emanam das atividades realizadas pelo aluno.

Por isso, em vez de impor conteúdos, o professor deve propor atividades que estimulem o desenvolvimento intelectual do aluno, tentando fugir de tradicional.

Ao longo da escolarização, a dificuldade permanente, por sua vez, gera complexos afetivos, como: falta de autoconfiança, descrença na própria capacidade de criar e aprender coisas novas, enfim, perde totalmente à motivação para o estudo.

A sociedade do conhecimento exige pessoas que tenham capacidade autônoma de aprender a aprender, saber pensar e, ao mesmo tempo, ter capacidade de dominar e renovar informação e de decidir o que fazer com ela.

Em sala de aula, os efeitos imediatos da motivação do aluno consistem em ele envolver-se ativamente nas tarefas pertinentes ao processo de aprendizagem, pois tal envolvimento consiste na aplicação de esforço no processo de aprender e com a persistência exigida para cada tarefa.

Assim, o professor terá que descobrir quais assuntos e começar por eles. Sobre estes assuntos, eles irão envolver-se para encontrar e construir relações entre os dados e informações de que dispõem ou que trouxer.

O aluno, vendo uma significação naquilo que está aprendendo e, principalmente, sentindo-se autor de sua aprendizagem, sente-se valorizado e motivado, por isso envolve-se e investe todo seu esforço nesse processo e vai à busca de seus conhecimentos.

Porém, para que o aluno chegue a ser o autor de seus próprios conhecimentos, é necessário que o professor promova a autonomia na sala de aula, só assim o aluno terá condições de questionar, escolher e de realizar suas vontades, ou seja, terá condições de construir seus conhecimentos, sob a orientação, ou não, do professor.

O professor atuaria também, nesta perspectiva de aprendizagem, como facilitador dos processos desenvolvidos pelo aluno. Neste sentido, o professor estimularia a aprendizagem auxiliando o aluno a articular seus interesses, problemas e estilos de aprender com as formas de trabalho que foram eleitas.

Assim, há possibilidade de aluno e professor manterem uma postura investigativa diante do que estão aprendendo, onde a indagação e a busca cooperativa são elementos facilitadores de apropriação e transformação ativa de conhecimentos.







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