Um pouco de história: o despertar para a questão



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(Fragmento das discussões do Grupo Focal Reflexivo realizada no dia 19 de junho de 2007 – Grupo 01).

De maneira fragmentada e estanque em uma disciplina isolada, o sentido do computador/internet se perde, passando a ser mais uma instrução, descontextualizada da vida do aluno. É possível afirmar, a partir disso, que o foco não deve recair sobre a presença ou não das tecnologias, considerando-as como neutras. Indispensável é pensar na utilização que delas se faz:


Norma: Eu acho que a internet tem os prós e contras, igual o livro também tem. Se na internet tem coisa ruim, que todo mundo fala, vai da pessoa, se ela vai usar a internet para um fim proveitoso ou não. Da mesma forma que tem o livro... tem livros bons, tem livros ruins.

(Fragmento das discussões do Grupo Focal Reflexivo realizada no dia 05 de junho de 2007 – Grupo 02).

Logo, utilizar a tecnologia não é o aspecto mais importante; mas sim a relação que estabelecemos com elas e a maneira que vislumbramos a educação por meio delas. Pensar o computador/internet por si só significa desvalorizar o papel do homem e das relações subjacentes; significa ocultar os interesses envolvidos em sua utilização. Como afirma Libâneo (2006), não é a tecnologia sozinha que irá resolver os problemas da educação. Portanto, antes de pensar em sua inserção dentro da escola, deve-se pensar nas mudanças pretendidas para este ambiente e para os processos de ensino-aprendizagem a partir de sua utilização e das novas demandas educacionais.

É possível perceber, então, a importância do docente. Neste contexto, a eles novos papéis são atribuídos, passando a lidar com uma nova geração de alunos, imersos no mundo digital. Com isso lidam também, com novas questões e novas exigências:
Gilberto: Deve ser trabalhado também, obrigatoriamente quando se mexe com a internet, a questão do senso crítico, mais até do que em livros, por exemplo.

Roberta: Você não sabe da onde vem aquilo lá, né?

(...)

Carla: Por mais que você leia, leia, leia, leia... você fica prestando atenção... você precisa de alguém. Acho que por isso que tem professor. A gente estuda didática quatro anos para quê?

Gilberto: Eu penso nesses dois pontos. Primeiro que eu acho que de alguma forma todos nós somos autodidatas, mesmo sem o professor. (...) Mas eu volto à questão da relação... se a gente entender que professor é o cara que transmite informação, se é a opinião exata lá, aí realmente, qualquer máquina pode fazer, concordo. Mas o entendimento que eu busco às vezes, de educação, é muito mais que isso.

(...)

Mirella: Mas o papel do professor...

Carla: Mas aí é o livro também... O livro não substitui o professor (...) Porque o computador tem que substituir?

Mirella: Mas o papel do professor seria o mesmo de antigamente, de anos atrás?

(...)

Gilberto: O mesmo papel não é porque a sociedade é diferente, né!? A sociedade muda, ela requisita o repensar das posições e tudo mais. Mas algumas questões fundamentais não se modificam: estabelecer relação, conduzir o conhecimento, essas questões permanecem. Agora, claro que os papéis modificam. Alguns até absurdos. Professor hoje é pai, psicólogo...

(Fragmento das discussões do Grupo Focal Reflexivo realizada no dia 01 de junho de 2007 – Grupo 01).
Mirella: Mas o papel do professor continua sendo o mesmo?

Carla: Não!

Norma: Eu acho que a diferença é que antes o professor que depositava o conhecimento no aluno. Hoje em dia eu já acho que assim, vem o conhecimento e eles trocam, discutem, debatem aquilo. Ninguém deposita nada. Eles vão discutindo e assim absorvendo.

(Fragmento das discussões do Grupo Focal Reflexivo realizada no dia 21 de junho de 2007 – Grupo 02).

Diante disso, o senso crítico deve ser trabalhado, incentivando que o aluno questione as informações que encontrar: de onde ela vem? Onde a encontrou? O professor, neste momento, deixa de ser o transmissor de informações e passa a ser o mediador, aquele que incentiva o diálogo e a discussão. Deve, ainda, estimular a utilização do computador/internet por parte de seus alunos:


Carla: (...) O professor, dentro da sala de aula, tem que começar a motivar, porque as vezes isso é a realidade da pessoa, a pessoa tem computador em casa e tal. Mas motivar de uma forma que vai fazer o aluno ficar curioso sabe: “Ai, nossa que legal!” (...) O professor tem que estar lá filtrando, motivando e ajudando.


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