Um pouco de história: o despertar para a questão



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Vanessa: Em que sentido assim, deles trabalharem juntos na sala?

Mirella: Eles precisariam trabalhar juntos?

Vanessa: Eu entendo que não.

Nara: Eu acho que se o aluno tiver alguma dúvida em alguma coisa, ele vai poder ajudar. Às vezes o professor quer montar uma aula no slide, sei lá. As vezes ele não sabe fazer isso, vai precisar de ajuda.

Jaqueline: Como se fosse uma parceria.

Nara: Mas é claro que ele tem que ensinar, não é fazer para ele.

Elisa: O professor está estudando com os alunos algum tema e ele quer utilizar o laboratório ali como recurso para trabalhar aquele tema... o professor de informática não vai fazer isso, ele vai ter o conhecimento técnico, mas ele não vai desenvolver o tema que o professor está propondo. Então eu acho que é importante que o próprio professor seja preparado para isso. Eu acho que é importante ele ter onde recorrer em caso de dúvida, mas ele mesmo tem que conseguir dar conta disso, porque senão fica complicado. Não dá para desvincular uma coisa da outra, aí não vai conseguir utilizar o laboratório como deveria (...) Porque uma coisa é a aula instrumental, um curso de informática instrumental para os alunos, outra coisa seria o professor utilizar o computador na prática, para própria matéria dele, para o próprio conteúdo.

(Fragmento das discussões do Grupo Focal Reflexivo realizada no dia 31 de maio de 2007 – Grupo 02).
Mônica: Pelo menos a realidade da escola pública, enquanto os alunos vão para o laboratório para ficar jogando, o professor vai tomar café, vai relaxar um pouquinho. Então, eu pelo menos nunca vi, aquela coisa do professor estar interagindo com os alunos dentro de um laboratório. Então, quer dizer, escolas que têm um laboratório de informática é joguinho, é palavrinha cruzada e fica só nisso.

Mirella: E como deve acontecer essa interação do professor com o aluno dentro de um laboratório de informática? Qual seria o papel do professor ali dentro?

Mônica: Eu acho que a interação, a troca de conhecimento, porque você vê que às vezes um professor não sabe utilizar o computador tão bem quanto o aluno. Então a partir de um tema, como é que eu faço pesquisa na internet? Como é que eu vou salvar isso? É ler, explicar a matéria ali, mas ensinar a buscar bibliografias na internet. Acho que seria uma forma de interação: “Ah eu achei esse site! Faz isso, faz aquilo”, o aluno passa para o outro aluno e para o professor.

(Fragmento das discussões do Grupo Focal Reflexivo realizada no dia 31 de maio de 2007 – Grupo 02).

O computador/internet, desta maneira, não estaria presente em todas as disciplinas, mas em um momento específico e estanque: a aula de informática. A parceria citada é para ajuda em elaboração de slides ou para utilização de qualquer outro programa para além do power point. Apenas Elisa vislumbra uma relação diferenciada, em que o professor regente seria o responsável pela aula no laboratório, envolvendo os conteúdos ministrados em sua disciplina. O professor de informática, neste sentido, auxiliaria nas questões técnicas, desconhecidas pelo professor. Ele seria importante, portanto, enquanto o professor não conseguisse, sozinho, lidar com este instrumento. Se fosse este o objetivo maior das aulas de informática, tal momento deixaria de ser um horário de intervalo do professor e de recreio do aluno.

O que acontece é que o laboratório de informática ainda não é tido como ambiente de estudos e de realização de atividades didático-pedagógicas. Neste sentido, ele é um local com fins diferentes da sala de aula ou da biblioteca. Ele é encarado, muitas vezes, como um local de lazer, justamente por sua distância (de objetivos) dos demais ambientes citados.

Por esta razão, como salienta Salvat (2000), a utilização do computador/internet não deve ser um momento especial ou diferente, mas estar incorporado às atividades e dinâmicas da classe. Com ele é possível romper “la estructura rígida de grupos y clases con facilidad. En este sentido, es posible realizar tareas comunes entre varios grupos de alumnos de diferentes niveles e través de centros de interés o talleres”. Assim, cria-se espaços comuns entre os alunos, que se identificam pelos interesses que compartilham.

Por outro lado, no primeiro caso citado (aula específica de informática, com um professor também específico), quando sem a presença do técnico, o laboratório torna-se uma sala isolada, trancada, que não pode ser utilizada. Em casos mais extremos, os computadores nem sequer chegam a ser retirados das caixas:


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