Um pouco de história: o despertar para a questão


“A gente fica viciado em máquina



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6.1. “A gente fica viciado em máquina”: as incertezas diante do computador/internet na escola
Se perguntarmos sobre a configuração de uma sala de aula, é muito provável que cheguemos a uma imagem sem grandes variações. Um espaço delimitado por quatro paredes, com uma porta, janelas, quadro-de-giz, certo número de cadeiras para os alunos e uma mesa com cadeira para o professor. Um espaço que tende a apresentar poucas variações no seu arranjo, com carteiras enfileiradas, umas atrás das outras, de modo a que os alunos fiquem de costas para alguns colegas e ao lado de outros, na maioria das vezes com um intervalo entre as fileiras, todos podendo ver e ser vistos pelo professor, posicionado de frente, junto ao quadro-de-giz, como o centro das atenções.

Raquel Barreto

Ao adentrar o ambiente descrito por Barreto (2002), o computador/internet não parece trazer muitas mudanças. Nos laboratórios de informática, geralmente o que vemos são carteiras enfileiradas, com o espaço central para o professor na frente. Em escolas públicas, a crença de um modo geral é a de que os alunos não têm acesso a este instrumento e pouco é feito para reverter o quadro que acreditam ser real.

No início dessa pesquisa, as discussões sobre a utilização que crianças e jovens faziam sobre o computador/internet eram permeadas por incertezas pelos alunos participantes das sessões de Grupo Focal Reflexivo. Pareciam acreditar que em comunidades de classe econômica mais baixa, o acesso ao computador só se tornaria possível se disponibilizado pela escola:


Mirella: Como lidar, então, com essa inserção do computador/internet dentro da sala de aula?

Gilberto: É uma boa pergunta.

Mirella: Que atitude o professor pode tomar?

Carla: É difícil, porque também você tem que levar em consideração que 70 % dos seus alunos na escola não têm computador.

(Fragmento das discussões do Grupo Focal Reflexivo realizada no dia 01 de junho de 2007 – Grupo 01).

Este pensamento acompanha uma visão de que o ensino da técnica é imprescindível. Percebo, portanto, que da mesma maneira que acontece em relação à inserção do computador/internet no curso de Pedagogia da UFJF, a preocupação dos alunos quando se referem à escola ainda está muito centrada no domínio da máquina, fazendo com que a inclusão digital perpasse principalmente este aspecto:


Mirella: O que vocês pensam sobre a inclusão digital?

Roberta: Eu acho que tinha que incluir no ensino básico a matéria que você iria dar para os alunos. Porque aqueles que não têm condição, têm que ter mesmo o curso básico do computador, de informática.

Mirella: Ensinar a mexer no Word e no Excel?

Roberta: Isso, essas coisas assim. Acho que tem que ter isso na escola (...) Ensinar todo mundo a mexer.

Mirella: Então a partir do momento que o aluno soubesse mexer no computador ele estaria incluído digitalmente?

Roberta: Não, não incluído completamente, mas já é uma ajuda.

Mirella: E o que seria estar incluído completamente?

Gilberto: Além de ter a possibilidade de fazer o uso em diversas horas, dominar, ser independente...

Roberta: Essas aulas ajudariam o aluno a dominar. E o aluno deve ter acesso a isso [aos computadores].

(Fragmento das discussões do Grupo Focal Reflexivo realizada no dia 21 de junho de 2007 – Grupo 02).

Assim, essas falas são indicativas de que deveria existir, tanto no curso de Pedagogia quanto na escola, uma disciplina específica que ensine a lidar com programas como Word e Excel. Por esta idéia, fazem a separação entre o professor de informática e o professor regente:


Mirella: E tendo esse professor de informática como deveria ser a relação entre esses dois professores: o professor regente, da sala de aula e o professor de informática que está ali, que tem mais esse conhecimento técnico do computador?


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