Um pouco de história: o despertar para a questão



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Mirella: O que o computador representa para vocês?

(...)

Norma: Ah, eu acho que tudo.

Jaqueline: Ah, ele é minha salvação (risos).

Mirella: Por que ele é a sua salvação?

Jaqueline: Porque com ele eu converso com a Norma, com a Carla (risos).

(...)

Jaqueline: Para fazer trabalhos, conversar com alguém que está longe, mandar e-mail.

(...)

Mirella: Então essa relação que vocês estabelecem com o computador, também é muito voltada para a questão da comunicação?

Jaqueline: É, com certeza.

Carla: Eu acho que totalmente comunicação e também para você estar incluído na sociedade, porque hoje em todos os lugares, todo mundo sabe mexer em computador. As vezes você fica até perdido.

Norma: E outra, estar por dentro também das notícias.

Carla: Em tempo real.

Norma: Igual eu... Eu quase não fico em casa e quando eu fico, eu não vou sentar na frente da televisão para ver jornal, muito difícil.

Carla: E o Jornal Nacional está muito ruim atualmente.

Norma: E eu entrando na internet eu vou abrindo, e abro a janela de notícia e vou lendo. Eu não preciso ficar sentada, só vendo, vamos supor, televisão. Ali eu estou fazendo um montão de coisa.

(...)

Jaqueline: E também você procura o que você quer, na televisão...

(Fragmento das discussões do Grupo Focal Reflexivo realizada no dia 06 de julho de 2007 – Grupo 02).

Demonstram assim, não estarem satisfeitos com a lógica de transmissão efetivada pela televisão, preferindo construir seus próprios caminhos para o acesso às notícias de seu interesse. No interior das salas de aula do curso de Pedagogia, contudo, não parece ser isso que acontece. Neste sentido, como destaca Coêlho (2006, p. 45), a Universidade:


se nega como instituição acadêmica e se transforma-se em “organização que transmite saberes instituídos, em supermercado do conhecimento, que oferece aos alunos saberes reduzidos a informações e banalizados, estereótipos, preconceitos, repetição do já dito e do já feito, produtos, disciplinas, conteúdos curriculares como se fossem certezas de uma nova religião, verdades prontas e acabadas, resultados alcançados, pontos de chegada, enfim, imposição de esquemas de poder, de formas de ação e de reação.
Não percebo uma construção do conhecimento compartilhada entre alunos e professores do curso de Pedagogia. A voz central e marcante na sala de aula ainda parece ser a do docente. A dos alunos geralmente só se fazem ouvidas quando lhes é destinada alguma pergunta, mesmo assim, esta deve ser respondida com base no que foi “ensinado” pelo professor.

Os computadores adentram a UFJF, mas as práticas pedagógicas não parecem ter sido repensadas ou reformuladas. O foco continua recaindo sobre a transmissão, como acontece com a TV, que não mais agrada aos alunos. Poucos são aqueles professores que pensam em uma nova organização física para a sala de aula, optando pelo círculo para que todos possam se enxergar e ouvir. Contudo, o círculo nem sempre garante a voz, a participação e a intervenção.

Diante disso, utilizar as TIC deve gerar uma ruptura com o modelo de ensino-aprendizagem tradicional até então vigente. Um dos alunos do curso de Pedagogia, participantes da pesquisa, consegue pensar em formas para que os professores incentivem a utilização do computador/internet no infocentro:
Gilberto: Para usar o infocentro, por exemplo, eu acho que ele pode servir até para agregar o pessoal da turma. Quando eu vi o exemplo das WebQuests, eu gostei, porque são trabalhos de grupo. Se o professor selecionar, por exemplo, sites que a gente só tem acesso aqui, de alguma forma ele está nos conduzindo a utilizar aqui e em grupo. É uma maneira de estimular, por exemplo.


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