Um pouco de história: o despertar para a questão


“Discretamente eu fui sendo conduzido pelas circunstâncias



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5.1. “Discretamente eu fui sendo conduzido pelas circunstâncias”: A escolha pelo curso de Pedagogia
Para compreender a visão que os alunos do curso de Pedagogia têm sobre o infocentro e até mesmo a utilização que fazem deste ambiente, é necessário antes, compreender como chegaram ao curso de Pedagogia, os sentidos que constroem para este curso e as exigências que lhes são feitas ao entrarem na Faculdade de Educação.

Em sua maioria, os alunos chegam ao curso de Pedagogia após alguma experiência na área de educação, que despertou o interesse pela Pedagogia, pela sala de aula e pelo trabalho com crianças:


Mirella: Como vocês chegaram ao curso de Pedagogia? Por que o curso de Pedagogia?

Daniele: Eu sou da Igreja Presbiteriana e eu sempre trabalhei com crianças (...) E foi o que me ajudou mais a escolher o curso de Pedagogia.

(...)

Isadora: Então foi isso [desenvolvimento de um projeto sobre “bulling”, enquanto aluna do João XXII] que me abriu os olhos para a Pedagogia mesmo, porque eu adoro lidar com criança e eu acho o ambiente de classe muito interessante.

(...)

Raquel: Eu, na verdade, já me formei há cinco anos. Formei em arquitetura, aqui na federal mesmo. E na época que eu fazia o curso eu comecei a dar aula na escola de uma amiga minha aqui em São Pedro. Eu dava aula de artes e ajudava também no maternal. Aí comecei a ter um contato com educação e comecei a ver que talvez fosse aquele mais o meu lado do que a arquitetura. Mas deixei, continuei, estava quase acabando o curso já, aí fui até o fim, formei e cheguei a trabalhar quatro anos em um escritório. Mas eu vi que realmente não era aquilo (...) E aí resolvi encarar, fazer vestibular.

(...)

Roberta: E o incentivo do adulto (...) Pedagogia sempre estava entre as minhas dúvidas. Aí, na minha escola, eu adorava muito a pedagoga. Ela era super gente boa, amiga de todo mundo...

(...)

Gilberto: (...) Fiz vestibular para física, entrei de fato lá na física. Então eu sempre gostei dessa área e fui trabalhar, fui estudar sobre esse assunto. Até hoje me interesso também. Ao entrar no curso, os assuntos de física e das áreas exatas me interessavam. Como também o conhecimento matemático do ensino superior, que é naturalmente mais avançado do que a gente conhece. Me interessa. Mas para trabalhar aquilo não estava me preenchendo, não me enchia os olhos.

Mirella: Você chegou a trabalhar, a formar?

Gilberto: Não cheguei a formar. Parei no meio do curso, fiz vestibular de pedagogia, transferi. A única experiência que eu tive de trabalho foi trabalho voltado para a educação. Dei aula em salas alugadas onde as pessoas que estavam se preparando para o vestibular ou para o PISM iam buscar recursos além da escola que já possuíam (...) Mas eu tive também por vínculos religiosos com grupos de jovens. (...) Se eu me interessei por educação foi porque eu tive um contato indireto com a educação (...) E eu tive que aprender muitas coisas para esse trabalho. Como organizar conteúdos, organizar metodologias, como lidar com eles... porque não é simplesmente jogar conteúdo (...) Isso aos poucos me levou a buscar a aprender o que era necessário de imediato de como fazer isso, né? Que aí tem muitas pessoas que sabem muito lidar com isso porque vive essa realidade, mas discretamente eu fui sendo conduzido, pelas circunstâncias, a buscar elementos teóricos. E eu fui descobrindo: autores, pessoas, revistas, como a Nova Escola, que me mostrou muita coisa. Depois que eu li Paulo Freire eu enlouqueci. Pedagogia da Autonomia. E eu fui descobrindo referencial teórico para coisas que a gente fazia. O que aconteceu foi que nesse processo também acabei me interessando por trabalhar não só com serviço voluntário, mas pela educação, que me levou a descobrir o gosto mesmo. Gosto e, segundo eu acredito, tendo aptidões para lidar com essa área. Então isso me trouxe ao curso de pedagogia que é o que eu entendo que melhor vem trabalhar ou mais diretamente vem trabalhar essas discussões. Não que eu não poderia fazer na física, mas aqui a discussão é especificamente do processo educativo. Aí eu resolvi.


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