Um pouco de história: o despertar para a questão


“Tinham dois computadores estragados e ontem eu fui lá e tinham três”: O infocentro e a manutenção do maquinário



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4.2.1.3. “Tinham dois computadores estragados e ontem eu fui lá e tinham três”: O infocentro e a manutenção do maquinário
Os problemas não param com o horário de funcionamento do infocentro. A manutenção dos computadores não é simples de ser efetivada. Há todo um procedimento que os coordenadores do infocentro construíram gradativamente, mas que nem sempre é colocado em prática pela quantidade de computadores a serem observados e pelas inúmeras etapas que são necessárias ultrapassar para, se for o caso, chegar até a Itautec, empresa que aluga o maquinário dos infocentros para a UFJF:
Mirella: E como funciona o controle dos computadores? Se eles estragarem... para arrumar?

Diogo: A gente já definiu assim, depois de pensar várias maneiras e depois do que a prática ensinou para a gente, definimos um certo procedimento para esses casos. Atualmente é feito assim: o bolsista detecta um problema no computador, ele realiza o procedimento simples – reiniciar a máquina, verificar se é cabo que está desligado... coisa muito simples. Caso o problema persista, ele fala comigo, a gente da coordenação faz uma triagem desse problema. Então o que o bolsista fez eu faço de maneira mais aprofundada. Se o problema é resolvido ele para aí, se ele for definido é passado para o pessoal do suporte terceirizado, que é o PROSEI, ou em alguns casos a ETROPOS, eles dividem setores da Universidade. O pessoal do suporte tenta resolver, se for do escopo deles, que é basicamente software eles resolvem; se for um problema de hardware ou um problema de rede, problema de material, vai para a logística; se for um problema da máquina vai para a Itautec. Aí a Itautec, dentro do contrato de locação, tem tantas horas para vir aqui e substituir a máquina caso seja necessário. Então tem essas fases que eu te falei, tem esse processo, mas já está muito bem definido. Não foi sempre assim não, mas com os problemas que a gente foi tendo a gente acabou conseguindo construir esse processo, aí fechamos ele.

Mirella: E qual é esse período assim, por exemplo: detecta que a máquina está com algum problema, quando que...

Diogo: Isso depende de muitos fatores, né!? Primeiro que a gente depende... vamos dizer... essa primeira análise do bolsista não, ela é imediata, mas eu nem sempre estou aqui, eu não estou dentro da Universidade nos três turnos, né!? Então se isso acontece num caso que eu não estou aqui, aí já está até o ponto onde eu ou alguém aqui vai poder estar lá, ou o Abel ou alguém que mais trabalha com a gente vai poder estar lá. Depois disso, aí tem um prazo de 24 horas para o pessoal do suporte aqui da Universidade estar lá e mais 48 para resolver. Pode ser que nessas primeiras 24 eles já descubram que é problema da Itautec, então a partir daí já começa a contar um prazo da Itautec ou ainda fique nessa tentativa deles resolverem, só depois disso eles vão chamar a Itautec. Então assim, deu para você perceber que tem uma elasticidade nisso. Isso pode variar de um dia a uma semana. Isso considerando que o contrato é cumprido, porque pode ser que haja outros problemas e não seja...

(Fragmento da entrevista individual realizada no dia 11 de abril de 2006).

Não pretendo questionar as fases estipuladas, porque até concordo com elas. Mas assim como as etapas são seguidas, o tempo para serem cumpridas também deveria ser respeitado, pois caso contrário os computadores ficam parados, fazendo com que filas se formem dentro dos infocentros:


Carla: De vez em quando tem uns estragados lá também.

Mirella: E aí demora para consertar?

Carla: É. A última vez que eu fui lá foi à noite, no dia do congresso, eu fiquei lá esperando um tempo. Tinha uma porção de computador... Tinha gente em pé esperando o pessoal sair (...) Tava cheio. E tinha computador estragado. Isso também eu acho errado, sabe? Estragou tem que mandar arrumar, entendeu?

(Fragmento das discussões do Grupo Focal Reflexivo realizada no dia 01 de junho de 2007 – Grupo 01).
[Carla, em um dia de visita ao infocentro, sentou ao lado da bolsista querendo conversar sobre o infocentro]

Carla: Aí eu perguntei para ela... tinham dois computadores estragados e ontem eu fui lá e tinham três (...) Ela falou comigo que tem dois meses que os computadores estão estragados.

(Fragmento das discussões do Grupo Focal Reflexivo realizada no dia 28 de junho de 2007 – Grupo 02).

É possível perceber que são muitas etapas a serem cumpridas e poucos funcionários para efetivá-las. Funcionários estes – como no caso de Abel Leocádio e Diogo Carneiro, que são responsáveis pela segunda triagem feita no equipamento – que não têm como funções apenas cuidar dos computadores. Assim, nem sempre estão na Universidade, pelas demais atribuições que precisam cumprir, o que torna mais “elástico” ou flexível o tempo estipulado para o conserto que, nas palavras de Telma, chega a demorar dois meses, sendo que o máximo previsto por Diogo Carneiro seria uma semana.

Porém, ao considerar o número de infocentros existentes (quatorze), com no mínimo dez computadores em cada um e, principalmente, ao pensar na quantidade de pessoas que por ali passam todos os dias, fica fácil imaginar que não é das tarefas a mais simples, manter todo o maquinário funcionando perfeitamente. Contudo, esta é uma condição primordial para que os alunos sintam-se motivados para utilizar o infocentro, já que sempre foi uma das críticas positivas que faziam a respeito deste ambiente, o número de computadores e a velocidade da internet.

Talvez a existência de funcionários específicos para este fim – manutenção dos computadores do infocentro – torne menor o tempo para seu conserto, melhorando significativamente o funcionamento do infocentro e evitando filas.




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