Título Resumido: Qualidade de vida em beneficiários do Programa Bolsa Família Autores



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Metodologia

Aspectos éticos

O projeto desta pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Odontologia de Piracicaba-Universidade Estadual de Campinas (FOP-Unicamp) sob o número de Protocolo 088/2012.


Caracterização do estudo, local de desenvolvimento e amostra

Estudo analítico, transversal, de caráter exploratório e metodologia quantitativa, realizado em 2012, na cidade de São Carlos, São Paulo, Brasil. Por se tratar de um benefício governamental, os nomes e o número dos beneficiários do PBF eram de domínio público. Os seus endereços, porém, foram solicitados à Secretaria Nacional de Renda e Cidadania (SENARC) que pertencia ao atualmente extinto Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).

Os beneficiários representavam aproximadamente 2,3% da população total do município. Dentre as 5170 famílias beneficiárias cadastradas no PBF no momento da pesquisa, utilizou-se 5076 (cinco mil e setenta e seis) para o cálculo da amostra, devido a alguns endereços incompletos, que impossibilitaram incluir todas as famílias em nossa população. As famílias estavam distribuídas da seguinte forma: Bairro Aracy, 2001 famílias; Bairro Sede, 626 famílias; Bairro Santa Eudóxia, 110 famílias; Bairro Santa Felícia, 777 famílias; Bairro Pacaembu, 831 famílias; Bairro São Carlos VIII, 731 famílias.

O tipo de amostragem utilizada foi a probabilística por conglomerado em 2 estágios, bairros e beneficiários. Foi calculado um número amostral de 385 famílias com resposta para a população levantada, considerando um nível de confiança de 95%, erro amostral de 5%, tomando como critério de cálculo a proporção de 0,50 (50% de mesma chance de participação entre beneficiários de cada bairro).

Os critérios de inclusão foram sujeitos pertencentes à família de beneficiários, compondo o mesmo domicílio, com ou sem grau de parentesco entre si, recebendo o benefício há, no mínimo, seis meses, sendo maiores de 18 anos. Os beneficiários ou pessoas que estavam residindo com família de beneficiários num período menor que seis meses e os beneficiários com dificuldades de dicção ou cognitiva para expressar suas respostas ou que eram menores de 18 anos foram excluídos.
Instrumentos utilizados e coleta dos dados

Dados sociodemográficos: em um questionário semiestruturado autoaplicado em domicílio, foram coletadas as seguintes informações sobre o respondente: sexo; idade; nível educacional; quantidade de pessoas na família (núcleo familiar); como está a sua saúde, classificando em 5 itens a saber: muito ruim (1) fraca (2) nem ruim nem boa (3) boa (4) muito boa (5); problemas de saúde atual onde o respondente podia escolher entre 18 opções de condições pré-determinadas e um item denominado “Outros”, em que podia especificar outros problemas e; por fim o regime de cuidado de saúde que elencou: Sem tratamento (1), Tratamento ambulatorial, que correspondia a tratamento em Unidade de Atenção Primária à Saúde (2) e, Internação (3).

Nível de qualidade de vida: para avaliação do nível de qualidade de vida foi utilizada a forma curta do instrumento World Health Organization Quality of life (WHOQOl-bref), o qual permite avaliar a qualidade de vida de populações adultas e que foi validado para o português por Fleck et al.13. O WHOQOl-bref consta de 26 questões com alternativas de respostas pela escala de Likert, sendo duas questões gerais e 24 representando as facetas que compõem o instrumento original, estando relacionadas a 4 domínios: físico, psicológico, relações sociais e meio-ambiente. Os resultados obtidos foram transformados em escalas lineares e os scores mais altos denotam uma melhor qualidade de vida.

Coesão e adaptabilidade: para avaliar o funcionamento familiar quanto a coesão e adaptabilidade foi aplicada a escala Family Adaptability and Cohesion Evaluation Scales (FACES III), criada por Olson et al.14 e validada no Brasil por Falceto et al.15. A escala avaliativa FACES III é um questionário autoaplicável que propõe avaliar o funcionamento e o risco familiar mediante avaliação da coesão e adaptabilidade familiar. São dez perguntas para cada dimensão, que possuem um valor atribuído de 1 a 5, 1 a “quase nunca” até o valor 5 “quase sempre”. A pontuação varia de 10 a 50 para cada domínio.


Variáveis analisadas e análise dos dados

No presente estudo, a classificação em grupos foi feita por meio da obtenção da média e desvio padrão da coesão e da adaptabilidade familiar da população estudada. Para a coesão valores abaixo e acima do desvio-padrão correspondem às famílias desligadas e aglutinadas (que foi denominada coesão baixa e alta), respectivamente. Valores entre o desvio-padrão e a média correspondem a famílias com coesão média (que foi denominada coesão moderada), sendo que as famílias separadas foram aquelas com coesão familiar abaixo da média, e famílias conectadas, acima da média, conforme estudo de Ferreira et al.11. Para adaptabilidade valores abaixo e acima do desvio-padrão correspondem às famílias Caóticas e Rígidas (que foi denominada adaptabilidade baixa e alta) respectivamente. Valores entre o desvio-padrão e a média correspondem a famílias com adaptabilidade média (que foi denominada adaptabilidade moderada), sendo que as famílias Flexíveis foram aquelas com coesão familiar abaixo da média e as famílias Estruturadas, acima da média.

Considerou-se como variável dependente a qualidade de vida, dicotomizada pela mediana do WHOQOl-bref em ≤ 13,69 (pior qualidade de vida) e > 13,69 (melhor qualidade de vida). As variáveis independentes foram categorizadas da seguinte forma: idade (dicotomizada pela mediana em ≤ 36 anos e > 36 anos); sexo (feminino e masculino); nível educacional (dicotomizada pela mediana em ≤ 8 anos de estudo e > 8 anos de estudo); “como está a sua saúde?” (dicotomizada pela mediana em “não boa” que aglutinou as respostas muito ruim, fraca e nem ruim nem boa e em “boa/muito boa” que reuniu as respostas boa e muito boa); problema de saúde atual (tem e não tem problema); regime de cuidados de saúde (como nenhum participante marcou a opção “internação”, essa variável foi dicotomizada em sem tratamento e com tratamento ambulatorial), núcleo familiar (dicotomizada pela mediana em ≤ 4 pessoas na família e > 4 pessoas), coesão familiar (baixa, moderada e alta) e adaptabilidade (baixa, moderada e alta).

O teste de Qui-quadrado foi utilizado para testar a associação entre as variáveis independentes com a qualidade de vida. As variáveis que apresentaram p<0,20 na análise bivariada foram testadas nos modelos de regressão logística múltipla. Os Odds Ratio (OR) e os respectivos intervalos de 95% de confiança (IC) foram estimados para as variáveis que permaneceram no modelo final no nível de significância de 5%. Todos os testes estatísticos foram realizados pelo programa SAS16.



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