Trabalhos Apresentados IV senabraille


RELATÓRIO DO IV SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS BRAILLE



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RELATÓRIO DO IV SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS BRAILLE

SÃO PAULO, SP, BRASIL

30 DE NOVEMBRO A 3 DE DEZEMBRO, 2005

Reunindo um número expressivo de representantes de entidades da sociedade civil, de bibliotecas públicas e universitárias e profissionais de várias áreas dedicados a discutir a INCLUSÃO SOCIAL DO DEFICIENTE VISUAL: EDUCAÇÃO, DIGITAL E EMPREGO, realizou-se em São Paulo no Centro de Convenções do Centro Universitário SENAC – Campus Santo Amaro, o IV SENABRAILLE, uma realização do SENAC São Paulo, da Fundação FORCE – e do CRB8a – Conselho Regional de Biblioteconomia Oitava região, e que contou com o apoio da Sub-Comissão de Bibliotecas Braille da Federação Brasileira de Associações de Bibliotecas e Instituições (FEBAB), Fundação Dorina Nowill para Cegos, UNICAMP – Universidade Estadual de Campinas, IFLA – Federação Internacional de Bibliotecas, Laramara Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual, UFPB - Universidade Federal da Paraíba, MINC - Ministério da Cultura e do Consulado Americano.

O caráter nacional do evento e sua amplitude foram evidenciados pela presença de profissionais de todas as regiões brasileiras e de uma expressiva representação de tomadores de decisão para debater o tema proposto.


A abertura oficial do evento, que aconteceu na noite de 30 de novembro, contou com a presença de representantes do Centro Universitário SENAC, da Fundação Dorina Nowill, da Fundação Force da Holanda, da IFLA e da FEBAB a quem foram dadas às palavras. Delas advieram, entre outras, as seguintes informações: a editora SENAC disponibilizará gradativamente livros em Braille tendo sido posteriormente distribuído aos presentes o livro em Braille de Nuno Cobra A semente da vitória; a possibilidade de projetos a serem apresentados à Melinda e Gates Foundation e que a Microsoft que patrocinou um software desenvolvido para cegos; a tradução da obra Library services for visually impaired people: a manual of best practices já foi feita, tendo sido patrocinada pelo SENAC com a possibilidade de ser impressa em tinta e em Braille pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.
As palestras e mesas redondas, estiveram em sua maioria, centradas nos três sub-temas, visaram a atender o objetivo último proposto, ou seja, a inclusão social do deficiente visual.
Algumas palestras que complementavam o tema foram incluídas: propriedade intelectual, por representante da WIPO (World Intellectual Property Organisation), competência informacional, a IFLA e a bibliotecas na sociedade da informação, a experiência da biblioteca pública da Bahia , o diagnóstico de bibliotecas Braille no Brasil e a experiência do SENAC e seu espaço Braille.

A representante da IFLA discorreu sobre a Cúpula Mundial da Informação (WSIS) que, por interferência da IFLA, incluiu temas como a aprendizagem vitalícia e o apoio a incapazes e deficientes, sobre o movimento dos telecentros, algumas atividades importantes de bibliotecas públicas e sobre as seções e publicações da organização voltadas aos cegos. Estimulou a apresentação de projetos à IFLA, oportunidade raramente aproveitada pelo Brasil.


A representante do SENAC discorreu sobre a instituição completando 60 anos e alguns de seus programas atuais e sobre a função do espaço Braille da Biblioteca Central e seus equipamentos.
A representante da WIPO discorreu sobre a legislação internacional que rege o direito do autor sendo que sua palestra ocasionou muitas perguntas e observações quanto o escaneamento de livros, a disponibilidade de acervos digitalizados, e a prática de algumas bibliotecas. Em relação ao direito autoral abordou as convenções e tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário, a legislação brasileira e de outros países.
O equilíbrio entre o direito do autor e as exceções aos deficientes deve ser mantido e a liberação de uma obra depende da relação comum entre os produtores e os usuários, sempre na dependência das partes envolvidas.
A inclusão digital como elemento facilitador do acesso à informação foi objeto de palestras, entre outros, de representantes da Defnet, Acessibilidade Brasil e da Prodam - Companhia de Processamento de Dados do Município. Entre os assuntos tratados incluem-se os referentes à legislação, ao trabalho de um deficiente visual em empresa de informática, o fator econômico como obstáculo à inclusão e a

necessidade de mudanças sócio-econômicas que influenciarão o acesso a novas técnicas de comunicação. A questão de livros digitais e e.books provocou uma polêmica entre os presentes bem como a questão de Telecentros não adaptados ao deficiente visual tendo sido proposta, neste caso, seu fechamento.


Em relação ao sub-tema educação visando à integração social foram apresentados: o trabalho desenvolvido pelo CAP/Belo Horizonte em relação à formação de professores da rede pública de educação, a escola de informática e cidadania em parceria com o Comitê de Democratização da Informática e sobre o letramento. Os princípios de educação do deficiente visual, técnicas e programas da Fundação Dorina Nowill também foram apresentados e contamos na mesma mesa redonda com apresentação dos entraves para a educação, inclusive o do preconceito a ser vencido pela comunidade, a baixa escolaridade e a falta de educação profissional.
O representante da CORDE, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República discorreu sobre a legislação e os problemas de sua aplicação como a de professores não preparados, escolas que não querem matricular deficientes, sem esquecer da problemática para acessibilidade dos prédios que também foi lembrada pelo palestrante. Mencionou o Programa nacional do Livro Didático em Braille do MEC. Foi levantada pela plenária a existência de uma Comissão sobre o Livro Acessível, da Casa Civil da Presidência da República, cujos membros ainda não foram nomeados.
O sub-tema empregabilidade foi desenvolvido por representantes da Laramara, do IRIS - Instituto de Responsabilidade e Inclusão Social, da Fundação Dorina Nowill e por uma representante em recursos humanos da CPFL – Companhia Paulista de Força e Luz.

Os representantes da LARAMARA discorreram sobre a fundação, seus objetivos entre eles, a autonomia e independência do cego. Foram apresentados alguns dos seus programas e as possibilidades de empregabilidade com exemplos de cegos empregados na própria LARAMARA e em várias atividades em empresas. A frase “as melhores coisas da vida foram feitas para serem vistas com o coração” foi aplaudida em plenário.


Foram apresentadas as parcerias feitas pela organização e algumas diretrizes, como a necessidade de se positivar a imagem do deficiente visual e sobre o encontro da oportunidade com a pessoa qualificada, o que garante a empregabilidade.
A representante da IRIS, acompanhada de seu cão guia discorreu sobre sua carreira no Ministério Público/SP e sobre a Promotoria de Proteção à Pessoa com deficiência do mesmo. A instituição deverá lançar brevemente a Biblioteca Virtual Jurídica.
A deficiente visual da CPFL discorreu sobre a abertura de 50 vagas para a companhia e de sua divulgação e sobre o andamento do programa que demonstrou que a maioria dos deficientes provinha de famílias de baixa renda. Na empresa são feitas palestras sobre como conviver com os deficientes (todos os tipos) e destacou a necessidade de conhecimento pela comunidade do que é ser um deficiente.
Algumas perguntas foram feitas em relação à definição de revistas e títulos gravados pela Fundação Dorina Nowill, sendo que seu presidente esclareceu que a revista escolhida é a de maior circulação no país e que os livros considerados bestsellers estão disponíveis em duas semanas e discorreu sobre os livros recém digitalizados.
Na mesma ocasião, a Fundação Laramara informou que está envolvida com o Projeto Daisy no Brasil.

No desenvolvimento dos sub-temas foi lembrada a frase do compositor/cantor Cazuza:


“Quero olhar o mundo com a coragem do cego”, apresentados alguns dados estatísticos e a necessidade de um projeto do MINC – Ministério da Cultura de uma reunião por ele patrocinada das bibliotecas/setores Braille das bibliotecas públicas brasileiras.
Na sessão de Apresentação de Trabalhos tornaram-se conhecidas algumas experiências desenvolvidas por bibliotecas informatizadas e/ou serviços voltados ao deficiente visual, uma fonte importante para aperfeiçoamento de serviços semelhantes. Destacam-se os trabalhos desenvolvidos pela Universidade de São Paulo, com seus programas USP Legal, Rede Saci, Projeto Lumiére do Instituto de Psicologia, o curso on line de uso de periféricos, os softwares livres (lupa digital e para o aprendizado do Braille), brinquedos digitais e o Manual para orientação dos docentes sobre alunos com deficiência.
A Biblioteca Pública do Amazonas apresentou seu trabalho em relação aos deficientes visuais e seu preparo para o ingresso na Universidade Estadual do Amazonas.
Foi apresentada pelo CAP de Belo Horizonte a metodologia para o aprendizado do alfabeto e assinatura do nome despertando grande interesse dos presentes.
Entre outras apresentações tivemos também a Braimateca que Facilita a aprendizagem da matemática pelo deficiente visual com materiais confeccionados com imãs, alfinetes de costura, resina e borracha, de autoria da Antonieta Aparecida Gonçalves Pereira Kanso e outra com o tema Tecnologias para acesso dos

deficientes visuais aos Handhelds do tipo Pocket PC, da Pontifícia Universidade Católica de Campinas.


O plenário, reduzido, pela simultaneidade de programas, lamentou a pequena audiência, bem como a ausência de alguns representantes de trabalhos apresentados. Aventou-se a possibilidade de não publicação de trabalhos não apresentados.



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