Tornando poético e encantado esse cotidiano



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CANTANDO, BRINCANDO, CORPORALIZANDO:

PARA REENCANTAR O SENTIDO DA VIDA
Artemisa de Andrade – BACOR/UFRN


INTRODUÇÃO
Musicalmente, a voz humana é o instrumento mais prodigioso e sutil que existe. Nenhum outro pode ser comparado em capacidade expressiva na gama de sonoridades que pode produzir. Ainda hoje, onde as sofisticadas tecnologias estão a serviço da construção de novos instrumentos, a voz humana mantém o privilégio de ser insubstituível.

Para a emissão do som, o corpo humano possui uma completa maquinaria cuja função é a de converter uma coluna de ar, previamente aspirado, no som modulado e articulado por cada um dos elementos que compõem essa maquinaria, originando a linguagem falada ou cantada.

Toda voz habita um corpo e quando ela soa todo esse corpo vibra, movimenta-se sentindo as sensações desta vibração. O cantor deve se concentrar e conscientizar-se suficientemente para que possa controlar a voz e utilizá-la de forma expressiva, que emocione e que exprima o fluir. Uma das funções mais antigas da música é dirigir a atenção do ouvinte para padrões adequados a um determinado estado de ânimo, (CSIKSZENTMIHALYI, 1990). Essa emoção quando é verdadeira faz com que o corpo reaja através de gestos, expressões faciais e corporais, sem que antes se tenha ensaiado para isso. Lowen (1982, p. 275), diz o seguinte:
A consciência dos processos corporais é o nível mais amplo e profundo da consciência. Esses processos são a respiração rítmica, o estado vibratório da musculatura, ações involuntárias e espontâneas, nas sensações de fluxo e vibração, e na expansão-contração pulsátil do sistema cardiovascular sendo o nível mais amplo e profundo da consciência.

Esse conhecimento é um processo individual. Como adquirir esta consciência? A aplicação de práticas corporais de autoconhecimento aos cantores líricos despertará a sensibilidade e auto-aperfeiçoamento dos mesmos?

Os problemas que nortearam essa investigação foram: 1. A quase inexistência de práticas corporais de autoconhecimento no processo de educação musical em nossa sociedade. Mesmo sabendo que a proposta do ponto de vista educacional é viável, a incorporação de movimentos corporais no aprendizado de treinamento de músicos tem sido insuficiente. Nem sempre se consegue buscar a emoção necessária para que o corpo reaja de maneira adequada. O resultado disso é a redução do envolvimento necessário para se alcançar um equilíbrio entre os aspectos técnicos, expressivos e sensíveis da prática musical. Portanto, surge a necessidade da conscientização e liberação do corpo, para que haja entrega na interpretação. 2. A carência de repertório de movimentação direcionado ao trabalho com cantores líricos. Procurar focalizar a conexão entre corpo e o fazer musical. Práticas corporais que despertem e sensibilizem os indivíduos para suas reações corporais. Quanto mais sensíveis se tornam em relação ao seu próprio corpo, assim poderão ser tanto ao meio como a mensagem musical.

Esta pesquisa se propôs a abordar as diferentes possibilidades de movimentação, apresentando duas abordagens corporais sobre o despertar da sensibilidade do Ser e desenvolvimento do autoconhecimento do cantor lírico.




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