Saúde 166 Projeto Saúde e Vida: Um diálogo Interdisciplinar e Comunitário em Saúde



Baixar 41.04 Kb.
Encontro12.06.2018
Tamanho41.04 Kb.

Anais do 2º Congresso Brasileiro de Extensão Universitária

Belo Horizonte – 12 a 15 de setembro de 2004



Projeto Saúde e Vida: Diálogo Interdisciplinar e Comunitário em Saúde

Área Temática de Saúde


Resumo

O “Projeto Saúde e Vida” é um projeto de extensão interdisciplinar formado por acadêmicos da UFMG pertencentes aos seguintes cursos: Arquitetura, Farmácia, Fonoaudiologia, Medicina, Odontologia e Psicologia. Este projeto está voltado para a promoção da saúde familiar de uma comunidade carente da periferia de Belo Horizonte, conhecida como “Beira-Linha”, mais especificamente a Comunidade Nossa Senhora Aparecida. Nossos objetivos principais são manter a dialogicidade interdisciplinar e comunitária, buscando condições para garantir a saúde, capacitar e formar agentes sociais de mudança, sem exercer assistencialismo, estabelecendo parcerias com entidades, órgãos, outros projetos e universidades que atuem em comunidades visando a organização social. Dessa forma, esperamos como resultado a construção de um canal permanente entre acadêmicos de diferentes saberes, entre universidade e comunidade, a promoção de saúde da família, a formação de agentes sociais de mudança e a promoção da organização social.


Autores

Deise Félix Quintão - acadêmica Medicina

Érica Balbino Silva - acadêmica Medicina

Josiane Anderson - acadêmica Fonoaudiologia

Maria Aline Gomes Barboza - acadêmica Psicologia

Maria Clara Reis Sari - acadêmica Medicina


Instituição

Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG


Palavras-chave: diálogo interdisciplinar; saúde; comunidade
Introdução e objetivos

Propomos atuar de forma mais efetiva em uma parte da região do Beira-Linha próxima ao bairro São Gabriel II (Regional Nordeste de Belo Horizonte), tendo como população-alvo o núcleo familiar em suas diversas formas. Pensamos que assim poderemos abranger a comunidade como um todo. Utilizamos o conceito de saúde proposto pela OMS, ou seja, saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental, e social e não meramente a ausência de doença ou enfermidade.

Temos por objetivo a promoção humana do sujeito em sua integralidade, utilizando como via de efetivação dessa promoção a construção compartilhada de conhecimento em saúde. A equipe é multidisciplinar porque entendemos que este é um caminho para uma formação mais ampla do profissional e que podemos colher muitos frutos dessa situação desafiadora de produção compartilhada do conhecimento, pois cada área contribuirá com seu saber específico para o crescimento do todo. Buscamos, portanto, uma maior articulação entre os saberes da população, dos alunos e dos professores. Dessa forma, dar-se-ia a interdisciplinaridade do projeto e a possibilidade das pessoas da comunidade se entenderem não só como parte de uma determinada realidade social, mas como agentes de transformação dessa realidade. A nossa definição de trabalho em equipe multidisciplinar corrobora com as conclusões de Peduzzi (1998) em que “o trabalho em equipe multiprofissional consiste numa modalidade de trabalho coletivo que se configura na relação recíproca entre as múltiplas intervenções técnicas e a interação dos agentes de diferentes áreas profissionais. Por meio da comunicação, ou seja, da mediação simbólica da linguagem, dá-se a articulação das ações multiprofissionais e a cooperação”. Atualmente, o projeto conta com estudantes dos cursos de Arquitetura, Farmácia, Fonoaudiologia, Medicina, Odontologia e Psicologia.

Entendemos que esta promoção não se enquadraria apenas em prática de atividades preventivas em saúde, mas em atividades que englobariam outras áreas do desenvolvimento do sujeito como o social, político, etc., estimulando a autonomia, emancipação e cidadania deste sujeito. Dessa forma, abordando o sujeito em sua globalidade e o estimulando ao desenvolvimento pessoal, acreditamos influenciar em outras áreas de suas vivências, assim como de toda a comunidade, naquilo que se refere à violência, doméstica ou não, a qual tem sido causa de desestruturação desse sujeito integral e de suas relações interpessoais.

Enfim, privilegiando a dialogicidade, a coletivização das tomadas de decisões e conclusões e uma escuta permanente da população e de toda a equipe, a saúde enquanto bem-estar integral do sujeito dá-se por aquilo que podemos denominar de educação popular em saúde.Todos os atores sociais envolvidos seriam educandos e educadores e, assim, não seriam apenas receptores, mas também agentes.

Além disso, objetivamos a produção de conhecimento científico que pensamos ser de grande valor para a nossa formação acadêmica e assim contribuir para o dinamismo das práticas de ensino dentro da Universidade.

Temos por objetivos específicos:

1-) Desenvolvimento de práticas de promoção de saúde em parceria com o Serviço de Saúde e com a comunidade.

2-) Sensibilização e capacitação dos agentes comunitários para a prática de prevenção à saúde.

3-) Desenvolvimento físico, político, social, psicológico e ético dos membros das famílias da Comunidade Beira-Linha.

4-) Verificar a rede de vínculos da comunidade, buscando conhecer as gramáticas das relações sociais.

5-) Fomentar a mobilização social e participação popular e política

6-) Melhoria do acesso familiar aos serviços de saúde, a partir de criação de redes e sistemas de referências de práticas multidisciplinares e intersetoriais.

7-) Produção de conhecimentos sobre a vida e a saúde da família em suas múltiplas dimensões e nos aspectos quantitativos e qualitativos.

8-) Conhecer e propor parcerias com projetos que atuam ou já atuaram na Comunidade Beira-Linha.

9-) Abertura de canais de acesso direto da população a informações no que se refere ao exercício da cidadania e da defesa dos direitos humanos com objetivo de realização do direito e da justiça.

Temos consciência da realidade de degradação do ser humano que hoje atinge os diversos níveis da sociedade, principalmente as parcelas da população mais carentes que são desprovidas do acesso à saúde, educação, saneamento básico e que sofrem com os mais variados tipos de mazelas sociais. Acreditamos que essas pessoas podem ser protagonistas das mudanças dentro da realidade em que estão inseridas e que para isso a educação e a organização social é fundamental. É nesse sentido que pretendemos humanizar o conhecimento, possibilitando de alguma forma a essas pessoas o acesso à informação e aos meios de promoção da saúde.

Entendemos que também é responsabilidade da universidade pública o atendimento das necessidades gerais da população. Encontramos na prevenção uma prática de grande valia para a diminuição dos problemas de saúde que não necessitariam da procura de órgãos públicos (hospitais, postos de saúde, etc.) para serem resolvidos. Tal prática constituiria uma maneira de aplicarmos conhecimento adquirido em nossa vivência acadêmica e simultaneamente a própria produção de conhecimento em nossa atuação prática na comunidade.

Os integrantes desse projeto sonham em ser mais que apenas profissionais especializados em um dado saber. Sonhamos em ir ao encontro do outro e experimentarmos a riqueza de se compartilhar e humanizar diversos tipos de saberes com pessoas que participam de realidades sociais diferentes daquelas que conhecemos nos meios acadêmico-científicos.
Metodologia

A participação de todos os envolvidos-professores, alunos, profissionais do serviço de Saúde e de outras áreas, organizações, setores, grupos, núcleos familiares na definição e execução de propostas e a abordagem do núcleo familiar, constituem os elementos metodológicos essenciais deste projeto. Conseqüentemente, a integração entre universidade, serviço de saúde (em especial o PSF) e comunidade é decisiva.

Estruturaremos a nossa atuação em eixos com o objetivo de dar uma organização racional ao trabalho, facilitar a sua divisão, permitir a autonomia da atuação dos diferentes atores e propiciar a realização da proposta em etapas, de modo que uma se encadeie com a outra, dando corpo a um grande projeto, mas cada uma tendo terminalidade, com começo, meio e fim. Temos, com a utilização dos eixos, a possibilidade de criar subprojetos, organizados segundo os eixos gerais, que serão de fundamental importância para que o projeto se abra à contribuição concreta de todos os participantes dentro do que cada um sabe e gosta de fazer e, recebendo-a integre-a ao conjunto, gerando assim saberes e práticas coletivas que darão corpo e conteúdo aos seus princípios e pressupostos. Os eixos são:

Eixo 1 – O desenvolvimento político e social

Esse eixo trabalha principalmente com a abertura de canais de acesso direto da população à informações, aos meios de proteção aos direitos humanos e aos meios de acesso à saúde. Além disso, procuramos fomentar o exercício da cidadania dando apoio à comunidade no que se refere ao estímulo e ao desenvolvimento de práticas participativas e organizativas. Procuramos participar dos vários tipos de atividades que envolvam interesses gerais da comunidade, estabelecendo uma relação dinâmica com as organizações comunitárias no sentido de desenvolver conjuntamente atividades e práticas que se pautem na solidariedade, na realização efetiva dos direitos e na cidadania. Acrescentamos ainda nesse eixo, a possibilidade de trabalho educativo baseado em questões sociais relevantes da atualidade, como, por exemplo, a violência. Esta proposta estaria sendo mais bem abordada em um subprojeto.

Eixo 2 – Atenção à Saúde

Esse eixo é trabalhado na forma das atividades propostas a seguir:

Promoção de oficinas, palestras, gincanas, informação sobre programas e técnicas pedagógicas objetivando a formação popular em medidas de saúde (sobre higiene, primeiros socorros, zoonoses, infestações, epidemias e endemias, verminoses, etc.)

Promoção de tardes de prevenção em saúde,

Estimular a criação de murais de saúde (dicas de prevenção, hábitos saudáveis de vida, etc.) em identificação de sinais suspeitos e sintonia com campanhas públicas de saúde e/ou de acordo com as demandas da comunidade.

Visitas às casas objetivando conhecer as práticas em saúde e demandas das famílias, para assim, poderem levar informações preventivas.

Produção e promoção de peças teatrais com temáticas em saúde.

Eixo 3 – Capacitação

Esse eixo é trabalhado para suprir a necessidade de treinamento, capacitação e formação dos atores sociais envolvidos –lideranças comunitárias, alunos e professores da UFMG e população; é feita através de seminários, cursos, grupos de discussão, palestras e oficinas com temas específicos.

Eixo 4 - Pesquisa

Tem o objetivo de produzir os conhecimentos ainda não disponíveis, mas necessários, para que o Projeto se desenvolva de forma conseqüente e fundamentada ou para suprir demandas e necessidades dos grupos envolvidos. Tem também o objetivo de avaliar o impacto das ações implementadas.


Resultados e discussão

Seguindo essa linha pedagógica da Pesquisa Participativa, utilizando-se de grupos focais e operativos com a comunidade e entre a equipe, estamos com as seguintes ações em andamento:

- Confecção de uma cartilha de primeiros socorros, fruto de palestras e oficinas relacionadas ao tema realizadas na comunidade;

- Oficina com adolescente denominada “Jovem Legal”, realizada quinzenalmente no salão comunitário. Trabalhamos temas levantados pelos próprios adolescentes como drogadição, alcoolismo, expressão corporal, artes e cultura e a participação jovem para o desenvolvimento comunitário. Trabalhamos na perspectiva de grupo operativo;

- Oficina mensal com hipertensos, numa perspectiva de grupo psico-educativo, em que há a aferição de pressão e controle desta, esclarecimentos de dúvidas e troca de vivências entre as pessoas participantes;

- Planejamento de oficinas de Voz e Arte com os adolescentes da comunidade;

- Elaboração de instrumentos de pesquisa que iniciar-se-á em breve com o objetivo de fazer um retrato socioeconômico e da saúde da comunidade. Assim, colheremos dados de suma importância para avaliar as atividades que já desenvolvemos na comunidade e também dados que nos auxiliarão no prosseguimento do trabalho;

- Seminários de capacitação para a equipe sobre metodologia de oficinas e treinamento em realização de entrevistas em família, além de seminários sobre hipertensão e adolescência.

Conclusões

Todas essas atividades são planejadas num diálogo constante com a comunidade, buscando mobilizar agentes locais de promoção de saúde comunitária.

Estamos com propostas de subprojetos nas áreas de Saúde Bucal, Farmácia Alternativa e Desenvolvimento Comunitário elaborados por alunos da Odontologia, Farmácia e Arquitetura, respectivamente.

Além disso, colocamos a seguir relatórios de algumas de nossas atividades já realizadas nesta comunidade:

CAMPANHA PERMANENTE DE COLETA DE LATINHAS DE ALUMÍNIO

A iniciativa da campanha permanente de coleta de latinhas partiu da própria comunidade, especificamente dos líderes da comunidade São Gabriel e da comunidade Nossa Senhora Aparecida, ambas pertencentes ao " Beira Linha ".

A finalidade dessa campanha é evitar a degradação ambiental, como prática da responsabilidade social; além disso, obter recursos financeiros derivados da venda do material coletado.

O Projeto Saúde e Vida teve conhecimento da campanha a partir de um informativo contido no jornal da paróquia N. Sra.Aparecida, circulante nos bairros do " Beira Linha".

A adesão do nosso projeto à campanha se efetivou, pois, acreditamos ser essencial apoiar a consolidação da identidade social; além disso, a campanha criou novos vínculos entre nós e a comunidade , incentivou a mobilização social da mesma e estreitou os laços entre o meio universitário e o " Beira Linha ".

A campanha foi desenvolvida mediante a alocação de caixas coletoras no Instituto de Ciências Biológicas e Diretório Acadêmico Alfredo Balena/Medicina, ambos da UFMG, durante aproximadamente 3 meses. Além disso, contamos com doações de alguns membros do projeto. Houve coleta de material durante a realização do 8º ENUCC (ENCONTRO NACIONAL DOS UNIVERSITÁRIOS CATÓLICOS CARISMÁTICOS, realizado em Goiânia no mês de Julho deste ano de 2003).

Salientamos que, nos primeiros momentos dessa campanha, a nossa parceria teve o objetivo de incentivar a comunidade a dar continuidade a essa iniciativa.

A entrega do material coletado por nós e pela comunidade foi realizada no dia 29 de agosto deste ano na Capela N. Sra. Aparecida, sob a responsabilidade dos líderes da comunidade: Maria José, Lopes, Caridade e Pe. Sérgio. Os membros do projeto presentes eram: Érica Balbino (medicina), Érica Lemos (psicologia ), Filipe (voluntário ), Samuel Garcia (Medicina ).

Como pontos positivos, destacamos:

o caráter permanente da campanha

o vínculo estabelecido entre o projeto e a comunidade

e a maior divulgação da existência do projeto Saúde e Vida dentro do meio acadêmico;

Como pontos negativos, destacamos:

dificuldade do outros membros do projeto em desenvolver a campanha em suas respectivas unidades acadêmicas

a reduzida coleta de material por -parte da comunidade até o momento atual (um caráter a ser melhor trabalhado)

extravio de grande parte do material coletado em eventos universitários

falta de adesão por parte de alguns membros do projeto Saúde e Vida.

RELATÓRIO DO BAZAR REALIZADO NA COMUNIDADE BEIRA LINHA

A nossa equipe participou conjuntamente com a equipe da PUC da finalização do Trote Solidário, evento onde os universitários da PUC arrecadam roupas alimentos e calçados para serem doados à comunidade.

Na parte da manhã aconteceu um bazar onde as roupas e calçados arrecadados foram vendidos a preços simbólicos para a comunidade, desvinculando-se assim de um caráter totalmente assistencialista. Toda a arrecadação do bazar foi destinada para o término da construção de uma capela. Além disso, o SESC promoveu uma rua de lazer para as crianças com cama elástica, pula-pula e outros.

Na parte da tarde, as atividades foram executadas pela própria comunidade, através de um show de talentos. Houve apresentações musicais (composições próprias e outros), teatrais, literárias e de dança. Os primeiros lugares foram premiados com medalhas, troféus e camisas do Trote Solidário. Pudemos observar através dessas atividades uma grande capacidade de organização e mobilização da comunidade. A nossa equipe e a equipe da PUC compuseram a banca examinadora (jurados).

O encerramento das atividades foi feito com a celebração de uma Missa e após esta foi distribuído um lanche à comunidade.

RELATÓRIO DA OFICINA DE PREVENÇÃO E HIGIENE ORAL

Com a colaboração do Cenex da Faculdade de Odontologia da UFMG, foi realizada, no dia 16/03/2003 uma oficina educativa na Comunidade Beira Linha.

Tal palestra foi ministrada pelos alunos Francisco (6º período da graduação, bolsista do Cenex) e Nauber Vitorino (4º período da graduação, voluntário). Ainda estavam presentes os alunos Henrique Teixeira (medicina) e Rosiane Souto (farmácia), ambos representantes do projeto Saúde e Vida e Dayana (farmácia).

A palestra foi conduzida pelo bolsista Francisco, acompanhado pelo voluntário Nauber. Inicialmente, foram explicados ao público presente aspectos funcionais do sistema estomatognático, como constituição dos dentes, função de cada grupo (tipo) etc. Na seqüência, foram mostrados para as pessoas ali presentes quais os procedimentos a serem tomados em caso de acidentes envolvendo algum dente, enquanto se aguarda ajuda profissional. Foram também mostrados os principais tipos de doenças que afetam os dentes, tais como a cárie dental e a doença periodontal. Em seguida, foi realizada a parte mais interativa da palestra, que era justamente mostrar para as pessoas como se evitar as doenças anteriormente citadas, através do hábito da escovação. Foi explicado qual a freqüência ideal e, principalmente, a técnica correta para se escovar os dentes. Para tanto, foram disponibilizados para as pessoas que assistiam à palestra manequins odontológicos, de material plástico, e que reproduzem as arcadas superior e inferior da boca, articuladas entre si e com todos os dentes presentes. Em conjunto, foram emprestadas também escovas dentais, para que o público pudesse reproduzir nos manequins a técnica que seria demonstrada pelos palestrantes. Já os alunos palestrantes dispunham de um manequim e uma escova em uma “escala ampliada”, de forma que facilitasse a percepção de quem assistia. Na medida que os palestrantes mostravam como se deve escovar os dentes, era solicitado aos presentes que repetissem o movimento correto com a escova, no manequim que lhes foi disponibilizado. Foi demonstrada também a importância e o modo correto de utilização do fio dental. Vale a pena salientar que durante a palestra, tentou-se utilizar uma linguagem acessível e que permitisse o bom entendimento de quem assistia.

Por fim, foram distribuídas escovas dentais para a comunidade carente, sendo que só tinha direito à escova aquela pessoa que tinha assistido à palestra. Dessa forma, pôde-se também estimar o número de pessoas presentes, uma vez que foram distribuídas aproximadamente 100 escovas dentais.

Percebeu-se que, ao início da palestra, quando a utilização de alguns termos técnicos foi utilizada, a comunidade não se mostrou tão participativa e interessada quanto no final da palestra. Quando as pessoas tiveram nas mãos os manequins odontológicos foi notável a interação com os palestrantes e principalmente as crianças responderam prontamente às questões e orientações propostas. Notou-se ainda que se a comunidade tivesse sido dividida em duas turmas, talvez o aproveitamento fosse ainda maior, pois a superlotação do local não permitiu que alguns presentes visualizassem bem os palestrantes, nem havia material suficiente para que todos os utilizassem ao mesmo tempo. Esses contratempos, no entanto, longe de ofuscar o alcance do objetivo que a palestra propunha, foram sim um indicativo de pontos a serem melhor trabalhados para que outras atividades semelhantes obtenham um sucesso ainda maior na comunidade.

A palestra de prevenção e higiene oral na comunidade Beira Linha, além de contribuir para a manutenção da saúde bucal das pessoas da comunidade, foi muito importante para os integrantes do projeto Saúde e Vida no sentido de direcionar novas intervenções. E mesmo a interação com os moradores foi fonte rica de conhecimento para a vida acadêmica e futura vivência profissional, em que o face a face com pessoas diferentes, com riquezas diferentes estará sempre presente. A visita à comunidade foi, enfim, fonte de conhecimento tanto para a Universidade como para as pessoas envolvidas no contato.

Por fim, temos que agradecer o apoio do Cenex da Faculdade de Odontologia, que nos apoiou neste subprojeto, especialmente ao Prof. Ricardo, também desta faculdade.

RELATÓRIO DA OFICINA PREVENÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO A RESPEITO DA DENGUE

A palestra ocorreu após a reunião mensal da Pastoral da Criança e contou por esse motivo com a participação de pessoas de várias faixas etárias. A divulgação da palestra foi feita durante a Celebração da Vida (reunião mensal da Pastoral da Criança).

Através da palestra pudemos explicar o que é a Dengue. Utilizamos cartazes para levar a população a identificar o mosquito transmissor, e quais medidas profiláticas devem ser tomadas para se evitar a proliferação da Dengue. Destacamos bem os sintomas da doença e a necessidade de se procurar ajuda médica quando estes se manifestam. Alertamos para os procedimentos devidos, quando se instala a doença e para os riscos da automedicação. Finalizamos falando sobre os riscos da dengue hemorrágica.

Distribuímos materiais ilustrativos (doados pela Prefeitura). Verificamos que a utilização dos mesmos ajudou a prender a atenção dos ouvintes.

Notamos também que pelo fato da palestra ter sido realizada após a reunião mensal da Pastoral da Criança, houve uma certa distração por parte dos ouvintes, principalmente das crianças, provavelmente devido ao cansaço.

Os próprios integrantes do Projeto financiaram a ida a campo.



Acreditamos que os resultados dessa experiência em extensão universitária de atenção social voltada à população carente do “Beira-Linha” podem ser fatores motivadores não apenas para a continuidade desse projeto, mas para outras iniciativas acadêmicas em extensão.
Referências bibliográficas

PEDUZZI, M. Equipe multiprofissional de saúde: conceito e tipologia. Rev. Saúde Pública,  São Paulo,  v.35,  n.1, fev. 2001.
Catálogo: congrext -> Saude -> WORD
WORD -> Saúde 197: Inserção do Psicólogo no Programa Saúde da Família: Vislumbrando um Percurso
WORD -> Trabalho: 86: Avaliação psicológica da criança: triagem, uma articulação assistência e ensino no Ambulatório Bias Fortes do hc/ufmg
WORD -> Trabalho: 48: Cidadania e Reforma Psiquiátrica: a construção política do aluno de Psicologia no Programa de Extensão em Saúde
WORD -> Trabalho: 13: Assistência Fisioterapêutica às Pacientes Pós-Cirurgia do Câncer de Mama
WORD -> Saúde 115 Um exemplo de extensão universitária promovendo a interdisciplinaridade na área da saúde: atuação neuropsicológic
WORD -> Trabalho: 57: Inserindo estudantes em um bairro urbano de Belém, como metodologia de promoção de saúde e de qualidade de vida
WORD -> Saúde 188: Liga da Mama ufg
WORD -> Saúde 190 Atuação da PsicoEducar em escolas públicas de São João Del Rei mg
WORD -> Saúde 189: “era uma vez
WORD -> Rabalho: 44: Grupos Multifamiliares na Co-Construção da Auto-Estima em Situações de Risco

Baixar 41.04 Kb.

Compartilhe com seus amigos:




©psicod.org 2020
enviar mensagem

    Página principal
Universidade federal
Prefeitura municipal
santa catarina
processo seletivo
concurso público
conselho nacional
reunião ordinária
prefeitura municipal
universidade federal
ensino superior
ensino médio
ensino fundamental
Processo seletivo
minas gerais
Conselho nacional
terapia intensiva
oficial prefeitura
Boletim oficial
Curriculum vitae
seletivo simplificado
Concurso público
Universidade estadual
educaçÃo infantil
saúde mental
direitos humanos
Centro universitário
educaçÃo física
Poder judiciário
saúde conselho
santa maria
assistência social
Excelentíssimo senhor
Atividade estruturada
ciências humanas
Conselho regional
ensino aprendizagem
Colégio estadual
Dispõe sobre
secretaria municipal
outras providências
políticas públicas
ResoluçÃo consepe
catarina prefeitura
recursos humanos
Conselho municipal
Componente curricular
psicologia programa
consentimento livre
ministério público
público federal
conselho estadual