Relatório: XVIII seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias (snbu)


A biblioteca universitária e a gestão de dados científicos



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A biblioteca universitária e a gestão de dados científicos


Murilo Bastos da Cunha (UnB)
Como criar e comunicar a informação digital neste contexto dinâmico? Qual os novos papeis das BU’s dentro da academia? A Gestão de Dados Científicos1, também conhecida como E-Science ou curadoria de dados são os registros factuais usados como fontes. Trata-se de uma nova expansão da biblioteca digital, visa incorporar uma série de atividades no tratamento de dados científicos. Requer investimento em vários setores: segurança, preservação, acesso e controle da informação. A colaboração e o reuso da informação são características marcantes da comunicação científica hoje. Organizar e preservar, são palavras-chave diante do desafio para o risco da perda dos dados no contexto da “big date” - termo cunhado por John Taylor em 2000 -, grande volume de dados e o conjunto de soluções tecnológicas para tratar esses dados. A E-Science, parte da big date, provoca desafios profundos e proporciona as BU’s oportunidades de redefinir seus papeis e agregar valor ao seu portfolio de serviços. Necessita-se sair das quatro paredes das bibliotecas e ir aos laboratórios de pesquisa, organizar as informações. Em 2006 a ACRL realizou pesquisa com bibliotecas americanas, sobre a E-Science: 57 bibliotecas responderam, sendo que destas, 21 já disponibilizavam infraestrutura para a E-Science, 23 estavam planejando, 13 não ofereciam este serviço. No Brasil, desde 2010 vem sendo discutida a necessidade das BU’s pensarem nesta temática. Precisamos atuar no ciclo de vida do dado científico (arquivo? preservação? Compartilhamento?), entrar nesta área. Esse é um alerta para a sobrevivência profissional. A gestão do conhecimento está incompleta nos laboratórios docentes. Precisamos de recursos financeiros, segurança de dados (back-up, etc...). Quais seriam as dificuldades para a implantação deste serviço? a) problemas organizacionais; b) baixo reconhecimento da importância da E-Science; C) complexidade de estruturas (diversidade das áreas: botânica, sociologia, antropologia, etc...), que precisa ser levada em conta na criação de metadados. Ações a serem seguidas: 1) Apoio na gestão de dados científicos: a) oferecer apoio na gestão de dados científicos, incluindo no planejamento institucional a previsão de verbas; b) aconselhamento e disponibilização de material de informação sobre direitos autorais e propriedade intelectual; c) colaborar com os docentes na elaboração de planos de gestão e na integração dos currículos; 2) Desenvolvimento de serviço de metadados: a) esforços para o desenvolvimento de metadados e normas; b) prover serviços de metadados, a exemplo dos esquemas (normas) de metadados criados por BU’s no exterior (www.datacite.org). É preciso trabalhar de forma colaborativa para não duplicar esforços. A palavra-chave é a colaboração e o envolvimento; 3) Desenvolvimento de competências profissionais: a) instituir o “cargo” de bibliotecário de dados (Data Librarian – Michigan University); b) desenvolver as habilidades do staff na Biblioteconomia de dados; 4) Políticas institucionais de gestão de dados: participar ativamente na política institucional de desenvolvimento de dados, incluindo planos de investimento (Ex. www.dcc.ac.uk); 5) Trabalhar em articulação com os parceiros para fomentar infraestruturas (Ex. cursos para estudantes, pesquisadores e bibliotecários); 6) Disponibilizar serviços de curadoria no ciclo de vida dos dados científicos: apoiar o ciclo de vida dos dados de pesquisas; 7) Citação dos dados e links e identificadores permanentes; 8) Repositórios de dados (Ex. http://scholarsphere.psu.edu – Penn State University); 9) Envolver-se e praticar a gestão de dados científicos: aplique e amplie os conhecimentos relacionados com a gestão de dados científicos (Ex. Monash University – Austrália); 10) Oferecer ou mediar serviços de armazenamento: uso apropriado dos dados nas nuvens. Serviços de dados científicos serão demandados, devemos considerar que estes poderão ser centralizados nas BU’s. É uma oportunidade para encontrar novos caminhos para comunicar nossas habilidades. O grande desafio será convencer os pesquisadores. A biblioteca tem um papel vital para ajudar a comunicação científica. A gestão dos dados científicos é o nosso desafio. O livro “The data deluge: can libraries cope with e-scince?”, numa tradução livre: “O dilúvio dos dados” discute exatamente isto, são as bibliotecas capazes de lidar com a E-Science?








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