Psicopedagogia clínica: caminhos teóricos e práticos makeliny Oliveira Gomes Nogueira, Daniela Leal



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Escrever, dizendo que aqueles objetos serviam para desenhar, escrever e pintar.

O desenho aparentemente trouxe à tona o conflito de saber escrever de forma dilemática, ou seja, sem assumir o problema do não saber, mas ao mesmo tempo apresentando suas dificuldades cognitivas, em relação às quais ela desejava e precisava melhorar. Cabe aqui destacar que a escrita sempre vem cercada de muito mistério, pois todas as vezes que buscou a escrita como um de seus recursos, Carla a cobria para que o outro não a visse, reafirmando, assim, as colocações anteriores de que a dificuldade aparece ao mesmo tempo em que não se quer fazer presente.

Expostas as análises das provas aplicadas, surgem os seguintes questionamentos: O que fazer com tantos dados a serem analisados? Como sistematizar tais informações para que estas se tornem compreensíveis tanto para as escolas quanto para os pais e demais profissionais? Essas e outras questões serão respondidas no próximo capítulo.

Síntese


O presente capítulo procurou apresentar algumas técnicas utilizadas em um estudo de caso real, realizado por uma das autoras em sua prática psicopedagógica, para que o leitor possa verificar na prática como se deu a aplicação das teorias que foram apresentadas até o momento.

Nesse sentido, buscamos exemplificar e trazer à tona todas as observações feitas durante a aplicação das avaliações psicopedagógicas para que o futuro psicopedagogo se familiarize com o caso e assim possa também construir sua linha de pensamento para estruturação de suas futuras análises.

Por fim, esperamos que os dados elencados possam contribuir para a construção do informe psicopedagógico, tema de nosso próximo capítulo, bem como auxiliar na aplicação das provas psicopedagógicas exemplificadas teoricamente nos capítulos anteriores.

Indicações culturais

Livros

Chamat, L. S. J. Técnicas de diagnóstico psicopedagógico: o diagnóstico clínico na abordagem interacionista. São Paulo: Vetor, 2004.



Chamat procura relatar e explicar de forma clara como se dá o processo de análise dentro da clínica psicopedagógica, partindo da entrevista inicial até chegar à aplicação das provas projetivas. A autora traz também exemplos de como realizar as anotações obtidas durante as entrevistas e aplica­ções de provas sem comprometer a atenção destinada à observação a ser realizada.
Podemos dizer que este livro, em conjunto com o livro de Maria Lúcia L. Weiss –
Psicopedagogia clínica: uma visão diagnóstica dos problemas de aprendizagem escolar –, faz uma combinação essencial para que psicopedagogos desenvolvam uma prática psicopedagógica coerente e precisa.

Orsa, I. P. Psicopedagogia clínica: modelo de diagnóstico compreensivo das dificuldades de aprendizagem. São Paulo: Porto de Ideias, 2009.



Nesse seu novo livro, Orsa busca realizar uma comparação entre as diversas formas de análise utilizadas para a compreensão de estudos de caso, contribuindo com os futuros e atuais psicopedagogos para a escolha de modelos de sistematizações dos resultados obtidos nas diversas avaliações realizadas para compreender cada caso.

Atividades de autoavaliação

1. Assinale as alternativas corretas. A queixa apresentada pela mãe de Carla revela que:

a) Carla vem se apresentando mais nervosa, agressiva e rebelde.

b) por voltar machucada (pela professora) da segunda escola em que estudou, Carla entrou em um processo de não aprendizado.

c) foi somente na terceira escola que ela percebeu o quanto sua filha não sabia e o quanto esta estava desmotivada para o aprendizado.

d) apesar do incentivo dado pela escola e de ela ter vontade de aprender a ler, Carla não consegue aprender.

2. Os laços afetivos entre mãe e filha parecem alicerçados em algumas questões bem pontuais, envolvendo certo sentimento de culpa. Marque (V) para as alternativas verdadeiras ou (F) para as respostas falsas em relação a esse sentimento.

( ) A mãe de Carla revela que gostaria de ter mais tempo para ficar com a filha depois do horário de escola, pois chega tarde do serviço.

( ) “Desde que ela ficou doente tenho medo de perdê-la, pois eu quase a perdi... e não entendo por quê, pois ela tinha uma alimentação muito boa”.

( ) A doença debilitou Carla seriamente, o que deixou os pais mais presentes em sua vida e, por isso, a menina se acostumou a fazer o que quisesse.

( ) A entrada de Carla desde bebê na escola foi uma das causas principais para o problema da menina, pois como a mãe trabalhava o dia todo e o pai sempre estava viajando a trabalho, isso prejudicou, e muito, o seu desenvolvimento.

3. A distância que vai entre o que somos capazes de fazer sozinhos e o que somos capazes de fazer com a ajuda dos outros é denominada de:

a) nível de desenvolvimento real.

b) nível de desenvolvimento proximal.

c) zona de desenvolvimento proximal.

d) zona de desenvolvimento real.

4. Recapitulando os conhecimentos vistos até o momento e de acordo com o que estudamos neste capítulo, no qual apontamos que a criança avaliada possui dificuldades no processo lógico-


matemático, assinale a resposta incorreta. Quando a criança começa a dominar as operações mentais lógicas, ela entra, segundo Piaget, no estágio denominado de:

a) sensório-motor.

b) pré-operatório.

c) operatório concreto.

d) operatório formal.

5. Neste capítulo afirmamos que o psicopedagogo, durante a aplicação das provas diagnósticas ou mesmo durante suas intervenções, atua no que Vigotski chama de zona de desenvolvimento proximal. Assinale a resposta que melhor define esse conceito.

a) A zona de desenvolvimento proximal se caracteriza pela distância entre o “nível de desenvolvimento real” (o que a criança faz com a mediação de um adulto) e o “nível de desenvolvimento próximo” (o que a criança sabe realizar sozinha, sem auxílio).

b) A zona de desenvolvimento proximal não pode ser observada quando se analisa o “nível de desenvolvimento real”, pois ela necessita especificamente do “nível de desenvolvimento proximal”.

c) A zona de desenvolvimento proximal se caracteriza pela distância entre o “nível de desenvolvimento real” (o que a criança sabe realizar sozinha, sem auxílio) e o “nível de desenvolvimento próximo” (o que a criança faz com a mediação de um adulto).

d) A zona de desenvolvimento proximal se caracteriza pela disparidade entre o “nível de desenvolvimento real” (o que a criança sabe realizar sozinha, sem auxílio) e o “nível de desenvolvimento próximo” (o que a criança faz com a mediação de um adulto).

Atividades de aprendizagem

Questões para reflexão

1. Em diversos momentos da aplicação das provas psicopedagógicas, Carla não estabeleceu nenhum tipo de contato com a psicopedagoga, ficando, assim, em um silêncio absoluto, que muitas vezes escondia o que a menina sentia ou queria dizer. Diante dessa afirmação, explique quais as implicações que podem estar nesse silêncio de Carla.

2. Durante a aplicação das provas operatórias, mais especificamente na aplicação da última, Carla saiu da relação dos níveis 1 e 2, principalmente 1, e deu um salto qualitativo para o nível 3. O que pode explicar essa mudança tão repentina de resposta?

Atividade aplicada: prática

Primeira parte:

• Exercite com um colega a aplicação das provas projetivas com a mesma criança na qual foram aplicadas as provas operatórias.

• Siga todas as etapas contidas nos dois capítulos lidos anterior­mente.

• Após a explicação, registre quais as observações, impressões


e hipóteses obtidas na aplicação das provas.

Segunda parte:

• Em grupos maiores, discuta os registros e anote as novas hipóteses que surgirem juntamente com seus colegas.

• Compare as anotações e, por fim, elabore um relatório sobre cada uma das provas projetivas.

6- Informe psicopedagógico: suas origens e sua elaboração

Na realidade podemos considerar que o tratamento começa com a primeira entrevista diagnóstica, já que o enfrentamento do paciente com sua própria realidade, realidade esta que provavelmente nunca precisou se organizar em forma de discurso, o obriga a uma série de aproximações, avanços e retrocessos mobilizadores de um conjunto de sentimentos contraditórios.”





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