Psicopedagogia clínica: caminhos teóricos e práticos makeliny Oliveira Gomes Nogueira, Daniela Leal



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Contudo, ainda hoje, há instituições e professores que orientam seus trabalhos pela coerção, impondo aos alunos uma postura submissa.

O desejo de aprender, ou o “aprender pela satisfação”, refere-se aos aspectos subjetivos do aluno, que interferem, quer ele saiba ou não, na aprendizagem e na relação professor-alunos e nas relações aluno-aluno. O aluno que deseja aprender e que tem prazer e satisfação na aprendizagem confere ao professor o espaço de ser alguém com quem vale a pena estar e terá muito mais facilidade no processo de ensino-aprendizagem. (Nogueira, 2009, p. 26)

Dessa forma, é necessário refletirmos sobre a educação e sobre a urgência da necessidade de tornar o “ambiente emocional” das salas de aula “favorável à aprendizagem”, pois esse é um dos aspectos mais importantes no processo de ensino-aprendizagem escolar.

Como ressaltam Bock, Furtado e Teixeira (1994), os afetos e as emoções são partes de cada um de nós e estão presentes em todos os momentos de nossa vida, inclusive na sala de aula. O que estamos vivendo como “ser integral” nos acompanha à sala de aula e interfere em nosso nível de atenção, motivação, memória e, portanto, de aprendizagem.

Apesar disso, sabemos que essas questões vêm sendo desconsideradas, pois acabamos privilegiando e dando ênfase ao caráter cognitivo do sujeito. No entanto, esses dois lados − afetivo-cognitivo − se complementam e se encontram intrinsecamente relacionados na constituição humana.

Por isso, para criar um “ambiente emocional” favorável em sala de aula, é essencial que os professores compreendam a importância da dimensão afetiva e de sua relevância no desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem (Mahoney; Almeida, 2005). Não se trata de supervalorizar esse aspecto, colocando-o como difusor ou inibidor da aprendizagem, mas de compreender o quanto, por exemplo, as relações professor-aluno, aluno-aluno, enfim, o “clima emocional” favorável no ambiente escolar pode repercutir na qualidade do aprendizado.

Avaliação da relação aluno-escola

Aqui devemos também abrir um parênteses para darmos um alerta em relação ao binômio aluno-escola, no que concerne à avaliação psicopedagógica clínica. Nas palavras de Weiss, citado por Bossa (2000, p. 101-102):

1ª.) A escola escolhida tem a mesma ideologia, filosofia de educação que a família? Por exemplo: em casa, os pais são adeptos da liberdade excessiva, do “Laissez-faire” na educação dos filhos e os colocam em escola rígida, formal, para “discipliná-los”, ou mesmo, situação oposta: escola liberal versus família rígida. Tal fato é sempre gerador de grandes conflitos para a criança, podendo atingir a sua produção escolar.

2ª.) Família sem prática religiosa matricular as crianças em escolas confessionais de qualquer religião, que cobrarão delas certas práticas e atitudes coerentes.

3ª.) A metodologia da escola exige a participação dos pais nos trabalhos de casa, “pesquisas” diversas, saídas com os filhos, comparecimento a reuniões e festinhas curriculares, etc., enquanto os pais se recusam a fazê-lo, ou trabalham fora e chegam tarde, não podendo realmente cumprir certas solicitações.

4ª.) O tamanho e organização da escola em relação à personalidade da criança. Há crianças que se intimidam, ficam “perdidas”, sem assistência em escolas muito grandes, com turmas imensas, salas superlotadas. Elas sentir-se-ão melhor em escolas pequenas, mais acolhedoras, menos “ameaça­doras”. Por outro lado, há crianças que gostam de grandes grupos, muito espaço, atividades diversificadas.

É necessário que a família procure conhecer, o melhor possível, a escola que vai escolher para seus filhos, que tipo de homem pretende formar, sua metodolo­gia de ensino, formas de avaliação, normas disciplinares, atualização de professores, etc. Buscar, como já dissemos anteriormente, uma coerência entre as expectativas da família e o que a escola realmente pode oferecer.

Consideramos de fundamental importância que se atente para esses fatos durante o processo diagnóstico, aliando-se a essa reflexão a análise dos procedimentos da escola, do material usado, estudo da produção da criança, análise do estágio evolutivo geral da criança, expectativas da escola e da família em relação à produção infantil.

A prática escolar desarticulada deixará o aluno exposto às idiossincrasias do professor, ou mesmo, às consequências de fatos episódicos como: doenças, greves, problemas administrativos, etc. A dificuldade, observada por um docente, inexiste para outro, e nessa descontinuidade segue o aluno ao “sabor das ondas”, indicado até para atendimentos específicos.

Portanto, é essencial ao psicopedagogo clínico compreender e investigar a fundo todas essas questões apresentadas por Weiss, pois, com certeza, as relações entre o aluno e a escola influenciarão definitivamente o processo de aprendizagem de qualquer criança.

A avaliação psicomotora

Gostaríamos de também tratar neste capítulo da questão da psico­motricidade. Afinal, segundo Barbosa (2002, p. 43), “Hoje, Saúde, Educação e Bem-Estar Social caminham irmanados na busca do equilíbrio pleno do ser humano” [grifo do original].

Sendo assim, segundo Barbosa (2002, p. 43), a psicomotricidade tem “o status de ciência na saúde que facilita as multirrelações escolares, criando assim uma oportunidade rara de prevenção, profilaxia e encaminhamento” em uma relação estreita com a escola. Esse fato pode ser, portanto, considerado um aliado importante para a propagação e o reconhecimento da eficácia da psicomotricidade como preventiva e educacional.

Mas, o que é de fato a psicomotricidade?

A Psicomotricidade como seu nome indica, trata de relacionar os elementos aparentemente desconectados, de uma mesma evolução: o desenvolvimento psíquico e o desenvolvimento motor. Parte, portanto, de uma concepção do desenvolvimento que coincide com a maturação e as funções neuromotoras e as capacidades psíquicas do indivíduo de maneira, que ambas as coisas não são duas formas, até então desvinculadas, na realidade é um processo. (Núnez, citado por Galvani, 2002, p. 22)

Afinal, como descreve Galvani (2002), o homem, por sua essên­cia, busca o equilíbrio e é por meio da psicomotricidade que ele consegue equilibrar suas ações, seus movimentos e suas emoções. Segundo a autora, “o indivíduo só terá condições de ativar seus potenciais psíquicos na realização das atividades psicofuncionais, se for trabalhado corporalmente nos seguintes aspectos: esquema e imagem corporal; equilibração; coordenação; lateralização; tonicidade” (Galvani, 2002, p. 23).

Como descreve Fonseca (1995b, p. 329):



Os fatores psicomotores surgem relacionados com as três unidades funcionais de Luria: a tonicidade e a equilibração, mais integrados na regulação e de ativação da função de atenção e de vigilância; a lateralização, a noção do corpo e a estruturação espaçotemporal, mais integradas com a unidade de processamento, onde entram em jogo as regiões corticais específicas dos dois hemisférios e das estruturas do corpo caloso que os ligam; a praxia global e a praxia fina, por sua vez, mais integradas na unidade de programação, unidade essa obviamente dependente da informação previamente recebida, da sua relação e concomitante processamento das referências.

Para o autor, se a criança não puder desfrutar dessa organização que acabamos de sistematizar, ela poderá apresentar um “conjunto de perturbações na programação e na expressão de movimentos intencionais, volitivos e aprendidos, que se podem refletir no desenvolvimento do seu potencial de aprendizagem e no desenvolvimento de sua personalidade” (Fonseca, 1995b,
p. 335).

É claro que tais dificuldades no desenvolvimento precisam ser identificadas a tempo e com cuidado para que um problema psicomotor não se transforme em problemas de comportamento ou de aprendizagem mais graves.

Nesse sentido, a psicomotricidade e suas técnicas de avaliação têm como foco principal “o potencial de aprendizagem da criança, uma vez que a psicomotricidade contém o sentido concreto do comportamento e da aprendizagem dando relevância ao corpo, que não é apenas o receptáculo do seu cérebro, mas inequivocamente, o habitat de sua inteligência” (Fonseca, 1995b, p. 336).

Posto isso, Fonseca (1995b) nos alerta que o exame neurológico clássico não é adequado para avaliar o sistema nervoso humano. Para tanto, a psicomotricidade desenvolveu uma nova metodologia para abordar essa tarefa difícil e complexa, que consiste em avaliar as funções motoras das crianças.

Segundo o autor:

Apresentar um conjunto de tarefas que sejam significativas para tal obje­tivo, que não sejam totalmente desprovidas de quantificação e que não caiam em estandardizações restritas, ao mesmo tempo em que permitem a detecção qualitativa de sinais funcionais desviantes e a análise dos fatores psiconeurológicos subjacentes, é tentar contribuir para a compreensão dos problemas de aprendizagem e de desenvolvimento na criança. Foi dentro deste quadro de perspectivação clínica e psicopedagógica que nasceu a bateria psicomotora (BPM). (Fonseca, 1995b, p. 98)

A BPM é, portanto, um dispositivo diferente de escala do desenvolvimento motor, que busca, por meio de um conjunto de tarefas, identificar déficits funcionais em termos psicomotores, cobrindo a integração sensorial perceptiva que se relaciona com o potencial de aprendizagem da criança.

Mais algumas considerações sobre o diagnóstico psicopedagógico

Para finalizarmos este capítulo, apresentamos mais algumas considerações sobre a prática do diagnóstico psicopedagógico:

• Esse tipo de diagnóstico se refere ao conhecimento ou determinação de alguma doença pelo(s) sintoma(s) apresen­tado(s) e/ou mediante exames e testes diversos.

• É um processo de investigação realizado com base em conhecimentos teóricos e práticos.

• Geralmente se desenvolve com base na interligação dos aspectos constantes no sujeito: orgânicos (biopsicológicos), cognitivos (desenvolvimento das estruturas cognitivas), emocionais (afetividade), sociais e pedagógicos (aprendizagem).

• É um processo de investigação que parte de um sintoma aparente, desenvolve-se por meio de desvios e parâmetros preestabelecidos e de hipóteses provisórias.

Segundo Weiss (2004), há dois eixos que não podem deixar de ser investigados no processo diagnóstico:

• 1º. Eixo horizontal − a-histórico: Visão do presente − a investigação fica centrada nas causas que coexistem temporariamente como sintomas (centrado no sujeito e em suas ações e produções).

• 2º. Eixo horizontal – histórico: A investigação ocorre a partir da busca dos processos de construção do sujeito em seus diferentes momentos e contextos (centrado na dimensão histórica das ações, produções e relações do sujeito).

Segundo Weiss (2004, p. 30):



A obtenção dos dados relacionados aos dois grandes eixos não pode ser regida por regras externas prefixadas: cada sujeito em exame representa um caminho próprio que deve ser descoberto e respeitado pelo terapeuta. Diferentes instrumentos fornecem elementos para pesquisa do passado, do presente e expectativas do futuro. Por outro lado, é indispensável que se utilize cada instrumento de pesquisa captando ao máximo − e de forma articulada − elementos na área cognitiva, afetivo-social e pedagógica.

Para essa autora, “o sucesso de um diagnóstico não reside no grande número de instrumentos utilizados, mas na competência e sensibilidade do terapeuta em explorar a multiplicidade de aspectos revelados em cada situação” (Weiss, 2004, p. 30).

Dessa forma, na colocação de Pichon Rivière, citado por Weiss (2004, p. 31):

Dentro desta perspectiva de abordagem do “desvio de aprendizagem”, é necessário que o foco de análise não fique restrito ao paciente, mas estenda-se às suas relações, aos seus grupos de pertinência, às instituições básicas. Somente assim pode-se aprofundar a investigação a níveis psicossocial, sociodinâmico e institucional [...].

Portanto, procurar mostrar as capacidades da criança percebidas no diagnóstico psicopedagógico clínico é essencial, tendo em vista redefinir o papel desta na família, na escola e na sociedade, ou seja, procurar acabar com o rótulo de incapaz, mostrando seus desempenhos, suas capacidades e seus pontos positivos. Isso ajuda a criança a superar gradativamente suas dificuldades e a se tornar um adolescente/adulto mais confiante e capaz de superar qualquer problema com autonomia e autoconfiança.

Síntese

Neste capítulo, estudamos as etapas do diagnóstico psicopedagógico clínico de acordo com a perspectiva da epistemologia convergente de Jorge Visca, apresentando suas sugestões sessão a ­sessão, trazendo explicações sobre cada uma dessas sessões, assim como os instrumentos de avaliação utilizados na clínica de Visca: entrevista inicial (na qual se busca uma primeira aproximação com o caso a ser investigado, por meio de um encontro com os pais e/ou responsáveis), anamnese (processo em que se investiga a fundo toda a história de vida da criança até o presente momento, buscando pistas para o levantamento de possíveis hipóteses que possam contribuir para a investigação diagnós­tica clínica), entrevista operativa centrada na aprendizagem – Eoca (na qual se investiga os vínculos da criança com a aprendizagem formal), o uso de testes, tais como as provas do diagnós­tico operatório e as provas projetivas, que serão especialmente contempladas no próximo capítulo. Em seguida, apresentamos a caixa de trabalho de Visca como um recurso para o acompanhamento e tratamento dos problemas de aprendizagem na clínica psicopedagógica.

Além disso, neste capítulo abordamos o uso de algumas formas de investigação alternativas ao método da epistemologia convergente de Visca, podendo estar ou não vinculadas à investigação sugerida por esse estudioso e ampliando as possibilidades da avaliação psicopedagógica do diagnóstico clínico, com a observação lúdica e a avaliação pedagógica (leitura e escrita e matemática).

Apresentamos também a importância das relações entre o aluno-professor e aluno-escola para um desenvolvimento do processo
de ensino-aprendizagem, além de apontar tais relações como fontes importantíssimas a serem analisadas durante a avaliação clínica. Por último, mas não menos importante, trouxemos a avalia­ção psicomotora, que complementa de forma muito significativa o diagnóstico psicopedagógico clínico. Encerramos o capítulo com algumas considerações importantes sobre o processo de avaliação, tais como a investigação de doenças, a necessidade de articula­ção dos aspectos orgânicos, cognitivos, emocionais, sociais e pedagógicos para a obtenção de um bom diagnóstico.

Indicações culturais

Livros

Visca, J. O diagnóstico operatório na prática psicopedagógica. São José dos Campos: Pulso, 2008.



Esse livro de Visca contribui de maneira bastante significativa no âmbito da psicopedagogia clínica, pois apresenta a metodologia teórico-prática detalhada da epistemologia convergente para a aplicação das provas operatórias (método desenvolvido por Piaget para avaliar o desenvolvimento cognitivo de crianças e adolescentes), ilustrando, com exemplos concretos, cada apresentação, prova por prova, o que facilita bastante a compreensão destas.

Weiss, M. L. L. Psicopedagogia clínica: uma visão diagnóstica dos problemas de aprendizagem escolar. 10. ed. Porto Alegre: Artes


Médicas, 2004.

Maria Lúcia Weiss apresenta em seu livro um excelente roteiro para uma avaliação psicopedagógica clínica completa. Além disso, a autora aborda questões importantes sobre as causas dos problemas de aprendizagem, desmistificando o senso comum de colocar sempre a culpa do fracasso escolar no aluno e apresentando uma gama de fatores internos e externos que estão envolvidos nesse problema, tais como a linha de trabalho da escola, a metodologia do professor e as influências cognitivas, emocionais, orgânicas, pedagógicas e sociais no processo de ensino-aprendizagem.

Atividades de autoavaliação

1. Analise as afirmações a seguir sobre a entrevista inicial, de acordo com o conteúdo estudado neste capítulo, marcando (V) para as afirmativas verdadeiras e (F) para as afirmativas falsas:

( ) Deve-se esclarecer aos pais e/ou responsáveis sobre o trabalho psicopedagógico.

( ) Deve-se investigar com os pais e/ou responsáveis qual o motivo – queixa – que os levou a buscar a avaliação psicopedagógica clínica.

( ) Deve-se investigar sobre o processo de aprendizagem da criança desde os seus primeiros anos de vida.

( ) Deve-se esclarecer aos pais e/ou responsáveis que o nível socioeconômico e cultural da família afetará a investigação psicopedagógica clínica.

2. Analise as afirmações a seguir sobre a entrevista operatória


centrada na aprendizagem (Eoca), de acordo com o conteúdo estudado neste capítulo, marcando (V) para as afirmativas verdadeiras e (F) para as afirmativas falsas:

( ) O psicopedagogo deve evitar a apresentação de materiais distantes do cotidiano da criança durante a entrevista opera­tória centrada na aprendizagem.

( ) O psicopedagogo deve apresentar materiais aos quais a criança não teria acesso cotidianamente, para deixá-la deslumbrada e mais interessada na atividade em si.

( ) O psicopedagogo deve evitar demonstrar satisfação, insatisfação ou surpresa com desempenho do entrevistado, para não influenciar de forma positiva ou negativa o desenvolvimento da avaliação, comprometendo o resultado final.

( ) O psicopedagogo deve pronunciar frases de efeito estimulante como: “Muito bem, você fez um ótimo trabalho, você é muito inteligente etc.” para que a criança se sinta acolhida durante a Eoca.

3. Marque (V) para as afirmativas verdadeiras ou (F) para as afirmativas falsas em relação aos objetivos da Eoca:

( ) Estabelecer uma relação de confiança com a criança, tentando diminuir suas ansiedades.

( ) Perceber o que a criança sabe fazer e gosta de fazer (vínculo com a aprendizagem formal – fora da escola).

( ) Perceber o vínculo com os objetos e conteúdos de aprendizagem escolar observando as defesas, as dissociações (vinculações com a aprendizagem informal-escolar).

( ) Perceber as condutas de fuga ou enfrentamento diante dos desafios impostos à criança.

4. Em relação à anamnese, é incorreto afirmar que:

a) a entrevista de anamnese é um dos pontos cruciais de um bom diagnóstico, pois possibilita a integração das dimensões passado, presente e futuro da criança.

b) o objetivo da anamnese é obter dados contextuais para a melhor compreensão da problemática por meio da etiologia do caso.

c) na anamnese deve-se realizar uma entrevista com os pais e/ou responsáveis pela criança para obter informações sobre aspectos gerais, tais como o nascimento, a gravidez, o parto e o pós-parto.

d) durante a entrevista com os pais e/ou responsáveis pela criança, é muito importante compreender a evolução das aprendizagens informais, tais como: brincar, comer, controle dos esfíncteres, vestir-se, compreensão de ordens, relato de novelas, filmes, programas de TV etc.

5. Em relação à caixa de trabalho, é correto afirmar que:

a) os objetos a serem colocados na caixa de trabalho devem chamar a atenção da criança.

b) a organização da caixa de trabalho não está estreitamente ligada aos resultados da avaliação diagnóstica clínica.

c) a escolha do material deve ser criteriosa e completa, ou seja, a caixa de trabalho deve conter todos os desejos da criança e esgotar todas as necessidades destes.



d) a caixa de trabalho pode conter materiais básicos que servem de apoio ao aprendiz: papéis, lápis, apontador, borracha, régua. Mas, conforme a necessidade apontada pela avaliação, essa lista pode ser ampliada com outros materiais.

Atividades de aprendizagem

Questão para reflexão

Após realização da leitura deste capítulo, faça uma reflexão sobre as relações professor-aluno e aluno-escola com base em suas próprias experiências escolares até o momento. Em seguida, procure lembrar se nessas relações houve algum momento de tensão no qual você tenha se sentido prejudicado pela postura autoritária do professor ou da instituição escolar. Como você se sentiu? Você agiria diferente se pudesse se colocar hoje no lugar do professor ou da direção da escola? Você acredita que esse fato possa ter gerado alguma consequência em relação ao seu processo de ensino-aprendizagem? Explique.

Atividade aplicada: prática

Pesquise em outros materiais (livros, sites, artigos, revistas etc.) sobre o processo do diagnóstico psicopedagógico clínico e aponte outras linhas (no mínimo três) teórico-metodológicas de trabalho e as suas principais características e formas de tratamento (apontadas pelos adeptos e/ou estudiosos dessas correntes).

4- Provas operatórias e projetivas: instrumentos que auxiliam na avaliação clínica

A aprendizagem abre o caminho da vida, do mundo, das possibilidades até de ser feliz.”



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