Psicopedagogia clínica: caminhos teóricos e práticos makeliny Oliveira Gomes Nogueira, Daniela Leal



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Atividade aplicada: prática

Na atividade proposta neste capítulo, esperamos que o leitor e futuro ou atual profissional da psicopedagogia possa exercitar atividades práticas de aplicação de provas projetivas, assim como analisar em grupos as possíveis possibilidades de hipóteses que tais provas permitem no estudo dirigido de um caso de dificuldades de aprendizagem. Posto isso, podemos dizer que tal atividade permitirá o trabalho interdisciplinar dos vários olhares sobre o mesmo sujeito e instrumento de trabalho, propiciando, assim, um relatório final com mais subsídios e informações para quem apresentou a queixa da dificuldade no processo de aprendizagem.

Capítulo 6

Atividades de autoavaliação

1. c

2. V, F, V, F



3. a

4. F, V, V, V

5. V, V, F, F

Atividades de aprendizagem



Questões para reflexão

1. O informe psicopedagógico é um grande desafio para muitos psicopedagogos, pois é nele que encontraremos toda a informação obtida durante a aplicação das provas, bem como a análise que dará origem a um possível diagnóstico acompanhado de um prognóstico. Não nos esquecendo, também, que é por meio dele que será elaborado o informe que será encaminhado aos pais, professores e demais profissionais envolvidos com o sujeito.

2. O informe psicopedagógico clínico contribui para que o psicopedagogo faça uma reflexão sobre os instrumentos aplicados, focando-se não só no que o sujeito não sabe, mas sim no que sabe e nas intervenções que poderão ser feitas para atender suas necessidades. Já o informe psicopedagógico institucional e/ou familiar busca esclarecer de forma mais clara e precisa como se apresenta o sujeito em questão, levando para a escola e para a famí­lia as informações relevantes para complementar a avaliação inicial e contínua do educando ante os professores.

Atividades aplicadas: prática

Diante do processo de construção percorrido ao longo do livro, tanto pelas autoras como pelos leitores desta obra, esperamos que, após a leitura desse último capítulo e com a realização das atividades práticas anteriores, os leitores possam atender e analisar uma criança com dificuldades de aprendizagem, para que expressem possíveis hipóteses e sugestões de condução do caso, por intermédio da descrição de informes psicopedagógicos clínico e institucional.



Sobre as autoras

Makeliny Oliveira Gomes Nogueira é mestre em Psicologia da Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP
(2008) e licenciada em Filosofia pela Universidade Federal de Ouro Preto – UFOP (1999). Possui especialização em Psicopedagogia Clínica e Institucional pela Universidade Católica do Salvador – UCSAL (2002), em Deficiência Mental e suas Diversas Abordagens pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (2005) e em Educação Transdisciplinar e Desenvolvimento Humano pela Universidade Federal da Bahia – UFBA (2006). É formada em Teatro pela UFOP (2000) e em Psicanálise pelo Círculo Psicanalítico da Bahia –CPB (2003). Iniciou sua carreira docente no ensino superior como professora de Filosofia na Faculdade de Ciências da Bahia – Faciba
entre 2003 e 2006. Lecionou Teatro e Filosofia para crianças e adolescentes do Colégio Perfil (escola inclusiva) entre 2004 e 2005, em Salvador-BA. Posteriormente, lecionou no curso de Pedagogia da Faculdade Metropolitana de Camaçari – Famec (2006-2007), instituição na qual também foi responsável pela criação e implantação do Núcleo de Apoio Psicopedagógico – NAP, para os alunos das diversas graduações dessa instituição, atuando como coordenadora e como psicopedagoga institucional. Atuou como psicopedagoga clínica, entre 2002 e 2006, na Consultoria Psicopedagógica e Terapias Integradas Ltda – CEPp. Também atua como docente em cursos de especialização em Psicopedagogia, Educação Especial e Metodologia do Ensino Superior. Atualmente, dedica-se ao doutorado em Psicologia da Educação na PUC-SP, onde integra o grupo de pesquisa “A dimensão subjetiva da desigualdade social: suas diversas expressões”, coordenado pela professora Drª. Ana Mercês Bahia Bock. Além da presente obra, Makeliny é autora do livro Aprendizagem do aluno adulto: implicações para a prática docente na educação superior, publicado pela Editora Ibpex em 2009.
Daniela Leal é mestre em Educação: Psicologia da Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP (2008) e licenciada em Pedagogia pelo Centro Universitário Sant’Anna – UniSant’Anna-SP (1999). Possui especialização em Psicopedagogia Clínica e Institucional pela UniSant’Anna (2002) e em Educação Inclusiva e Deficiência Mental pela PUC-SP (2005). Iniciou sua carreira docente na educação infantil (1994-1996), passando pelo ensino fundamental (1997-2001) e atuando como coordenadora pedagógica do Colégio Vinícius de Moraes – Guarulhos/SP – (2002-2005). Posteriormente, iniciou a carreira docente lecionando aulas para o curso de pós-graduação lato sensu em Psicopedagogia nas Faculdades Integradas de Ciências Humanas, Saúde e Educação de Guarulhos (2005-2010) e como professora do curso de graduação em Pedagogia da mesma instituição e também da Faculdade Guaianás – SP –
(2006-2009). Atualmente, dedica-se ao doutorado em Educação: Psicologia da Educação PUC-SP, onde integra os grupos de pesquisa “Psicologia e Educação no Brasil: o olhar sobre a criança”, coordenado pela professora Drª. Mitsuko Aparecida Makino Antunes, e o “Núcleo de História da Psicologia (Nehpsi)”, coordenado pelas professoras Drª. Maria do Carmo Guedes e Drª. Mitsuko Aparecida Makino Antunes.

1A presença do ícone indica a inclusão do termo em questão no
Glossário, ao final da obra.







2
Utilizaremos por convenção nesta obra o termo criança para representar a faixa etária de 4 a 12 anos.







3
Jean Itard: Médico francês que se dedicou à reeducação de um “menino selvagem” durante o século XIX, o pequeno Viktor, ou Selvagem de Aveyron (Lajonquière, 1992).







4
 Maria Montessori: “médica e educadora italiana [que] elaborou uma pedagogia na qual a essência era o estímulo de todos os sentidos (para qual serve o material Montessori), a livre escolha do trabalho ou exercício, a orientação para a atenção concentrada e o procedimento indireto do professor ou do(a) educador(a)” (Brunner; Zeltner, 2007, p. 188).







5
Sara Pain: Filósofa argentina que acredita que aprendizagem é um processo inscrito na dinâmica da transmissão da cultura através das funções mantenedora, socializadora, repressora e transformadora da educação (Fontes, 2006).







6
Alicia Fernández: Psicopedagoga argentina. Pautada nas ideias de Sara Pain, compreende que a aprendizagem, além de ser um processo, consiste em uma função que não se restringe à aprendizagem escolar, mas também à construção de um sujeito que vai chegar a ser sujeito exatamente através da aprendizagem (Fontes, 2006).







7
 Jean Piaget: Biólogo e epistemólogo francês; estudou a evolução do pensamento em indivíduos até o estágio da adolescência destes, procurando entender os mecanismos mentais que o indivíduo utiliza para captar o mundo, ou seja, investigou o processo de construção do conhecimento – epistemologia genética (Psicopedagogia Brasil, 2004).







8
Sigmund Freud: Médico neurologista judeu-austríaco, fundador da psicanálise. O ponto de partida da psicanálise é constituído pelas observações sobre o sintoma de doenças (sobretudo da histeria) cujas causas tinham conexão com elementos psíquicos (teoria própria de personalidade e de motivação) (Brunner; Zeltner, 2007).







9
Enrique Pichón Rivière: Durante seus estudos na medicina, articula a concepção psicossomática. Posteriormente, ao atuar na psiquiatria, inclui todos os desafios da psiquiatria dinâmica e da psicanálise, incentivando seus colegas a trabalharem com a loucura e a psicose. Progressivamente, Pichón Rivière deixa a concepção da psicanálise ortodoxa e concentra-se nos grupos da sociedade, desenvolvendo um novo enfoque epistemológico que o levará à psicologia social (Psicopedagogia Brasil, 2004).







10
Arthur Ramos: Médico e antropólogo. Destaca-se por suas obras envolvendo a etnografia afro-brasileira, principalmente na área de cultos religiosos. Fundou a Sociedade Brasileira de Antropologia e Etnografia no Rio de Janeiro (Algosobre, 2010).







11
Dr. Julio Bernaldo de Quirós: Famoso foniatra e neurologista argentino que se ocupou das questões relacionadas à linguagem e à aprendizagem. Suas constantes vindas a Porto Alegre e as oportunidades de estágio e cursos oferecidas a diversos especialistas gaúchos em sua clínica se constituíram como marco inicial de estudos nessas áreas (Bossa, 2000).







12
“Os anos 1980, na educação brasileira, foram marcados pelo aumento do número de vagas nas escolas, no entanto, a qualidade de ensino oferecida por essas escolas não foi o mesmo. A evasão e a repetência aumentaram nessa
época, sendo o Brasil colocado como 106º. em evasão escolar no [antigo] primeiro grau. Dessas crianças que repetiam ou evadiam, a maior parte estudava em escolas públicas das redes estadual e municipal da educação, coincidindo com as camadas mais pobres da população” (Souza, citado por Fontes, 2006, p. 78).








13

O Projeto de Lei nº 3.124/1997 pode ser lido na íntegra no seguinte site: .








14

Para visualizar na íntegra a Lei Estadual (SP) nº 10.891/2001, acesse o site:
paulo-sp>.






15

Todos os nomes utilizados neste estudo de caso são fictícios.






16

Para os quadros a seguir, utilizaremos a mesma legenda.






17

Weiss utiliza os termos terapeuta e paciente, os quais preferimos evitar em
nossa obra.

18
Para Visca (1987, p. 68-69), o prognóstico completo é aquele que se formula com base em três níveis: “1. O prognóstico não pode transcender o alcance dos enunciados legais sobre os quais se funda; a profecia popular de fato o faz ou carece de pressupostos legais [...] 2. O prognóstico não pode ser mais preciso que a informação específica que utiliza, a profecia costuma sê-lo. 3. O prognóstico é condicional enquanto as profecias são incondicionais e podem-se enunciar sob forma categórica”.


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