Psicopedagogia clínica: caminhos teóricos e práticos makeliny Oliveira Gomes Nogueira, Daniela Leal



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Questões para reflexão

1. Notamos que a psicopedagogia dos séculos XIX e XX, apesar de ter tido grandes avanços em suas teorias e técnicas, ainda se preocupava mais com a questão quantitativa dos exames psico­métricos, buscando suas respostas para as dificuldades no processo escolar em números, e não nas capacidades dos alunos. Atual­mente, a psicopedagogia busca atuar de maneira bio-
psicossocial, ou seja, busca ver o indivíduo em toda a sua magni­tude, em todos os seus espaços e não somente por intermédio de um teste. Nesse sentido, contamos com a união da abordagem clínica e da abordagem institucional para compreender como se dá a transmissão de conhecimento, bem como a compreensão de como os fatos psicológicos interferem no ato de aprender. Considerando, também, o papel da família e da sociedade nesse processo de desenvolvimento biopsicossocial.

2. Se pensarmos que o projeto de lei do Deputado Barbosa Neto (nº 3.124/1997) está a mais de 10 anos em votação e ainda não conseguiu atingir resultados positivos para a regulamentação da profissão, acreditamos, em consonância com os membros da ABPp, que a Lei nº 10.891/2001 foi um grande salto qualitativo para a área e para a profissão da psicopedagogia, pois, com a aprovação da referida lei, cremos que esta virá ao encontro da realidade educacional brasileira, buscando compreender o processo referente às dificuldades de aprendizagem, com a tentativa de transformar a realidade educacional.



Atividade aplicada: prática

Nessa questão, espera-se que o leitor consiga identificar as diferenças que existem entre o trabalho de um psicopedagogo na clínica e um psicopedagogo na instituição, bem como o compromisso que estes devem possuir com ambas as suas práticas, podendo, assim, realizar uma reflexão crítica sobre o que é ato preventivo e o ato clínico na área psicopedagógica.

Capítulo 2

Atividades de autoavaliação

1. V, F, F, V

2. c


3. V, F, F, V

4. F, F, V, V

5. V, V, V, V

Atividades de aprendizagem



Questões para reflexão

1. Neste capítulo, estudamos as características principais de cada estágio do desenvolvimento humano, que são cruciais como parâmetro para a avaliação psicopedagógica clínica. No caso específico apresentado nesta atividade, observamos que Clara, de 9 anos, ao responder que não sabe a resposta para o problema proposto, confirma que, nessa etapa do desenvolvimento, correspondente ao estágio operatório concreto, a criança não é capaz de pensar em termos abstra­tos. Rodrigo, de 12 anos, conseguiu resolver o problema porque está no estágio das operações formais e, por isso, é capaz de pensar em termos abstratos e resolver o problema corretamente. Clara poderia responder o problema de forma correta se Vinicius, Mateus e Tiago estivessem na sua frente – “concretamente” −, no entanto, a menina tem dificuldade para operar em um nível puramente verbal.



2. No estágio operacional concreto (7 aos 11/12 anos), a criança realiza no plano mental uma ação que antes só conseguia realizar no nível motor, mas ainda apoia-se nos objetos e nas situações concretas. Nesse estágio, a criança adquire as noções de: permanência de substância, peso e volume e as de tempo, velocidade e espaço, além das noções de reversibilidade, conservação, também sendo capaz de seriações, classificações etc. Nesse nível, o indivíduo supera gradativamente o egocentrismo a partir da interação com os outros. Já no estágio operacional formal (12 em diante) a criança construirá o pensamento hipotético-dedutivo, a forma mais elevada de pensar e de lidar com os problemas, podendo generalizar e construir princípios abstratos. É na adolescência que o sujeito concretiza a personalidade, com base na elaboração de um “projeto de vida”, que cumpre dupla função: disciplinar a vontade e servir como instrumento de cooperação para o desenvolvimento humano.

Atividade aplicada: prática

Nessa atividade, o leitor deverá identificar os estágios do desen­volvimento propostos por Piaget, fazendo uma síntese de cada estágio respectivo à observação da criança ou do(a) adolescente em questão. Segue uma síntese dos quatro estágios para que o leitor possa se guiar após realizar a atividade: 1) O estágio sensório-motor (até 2 anos de idade) se inicia por uma indiferenciação da criança com o mundo, progredindo para uma distinção entre ela e os demais elementos. Partindo dos aparelhos reflexos, o sujeito, na interação com o meio, constrói esquemas sensório-motores, pautados na percepção e na motricidade (inteligência prática). Esses esquemas, por sua vez, servirão de alicerce para o desenvolvimento das novas estruturas. No decorrer desse estágio, a criança construirá as noções centrais de espaço, tempo, causalidade e objeto permanente. 2) No estágio pré-operatório, (2 aos 7 anos) ocorre a construção da função simbólica, que envolve quatro aspectos: o desenho, o jogo simbólico, a imitação e a linguagem. Esse estágio é permeado pelo egocentrismo, uma impossibilidade de considerar o outro e suas opiniões, incluindo aí as normas sociais e morais. A percepção que a criança tem sobre o mundo se baseia, portanto, exclusivamente em seu ponto de vista, o que a impele a incorrer em uma série de erros.


3) No estágio operacional concreto (7 aos 11/12 anos), a criança realiza no plano mental uma ação que antes só conseguia realizar no nível motor, mas ainda apoia-se nos objetos e nas situações concretas. Nesse período, a criança adquire as noções de: reversibilidade (aquilo que se faz pode ser desfeito), conservação de substâncias (independentemente de suas formas) e de invariância. Nesse nível operacional, marcado pela superação do egocentrismo, a socialização é marcada por uma efetiva interação com seus pares. 4) No estágio operacional formal
(12 em diante), a criança construirá o pensamento hipotético-
dedutivo, a forma mais elevada de pensar e de lidar com os problemas, podendo generalizar e construir princípios abstratos. É na adolescência que o sujeito concretiza a personalidade, com base na elaboração de um “projeto de vida”, que cumpre dupla função: disciplinar a vontade e servir como instrumento de cooperação para o desenvolvimento humano.

Capítulo 3

Atividades de autoavaliação

1. V, V, V, F

2. V, F, V, F

3. V, F, F, V

4. a

5. d


Atividades de aprendizagem



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