Psicologia animal


Psicologia do desenvolvimento



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Psicologia do desenvolvimento
O estudo longitudinal do desenvolvimento procura compreender tanto a época do aparecimento dos processos psicológicos, quanto as características dos principais estágios da evolução psíquica. Iniciou-se com as pesquisas sobre a psicologia da criança, mas os trabalhos de George Coghill, Z. Y. Kuo e outros mostraram a necessidade de levar em conta também os dados obtidos sobre o desenvolvimento psíquico dos animais, principalmente no terreno do desenvolvimento motor.
Alguns autores antigos consideravam o desenvolvimento unicamente como um acréscimo em quantidade e complexidade; teorias posteriores, ao contrário, afirmam que as modificações qualitativas e descontínuas surgem nos vários níveis da evolução. Isto levou a caracterizar os níveis de evolução em termos de padrões de desenvolvimento. Admite-se que existam formas gerais comuns a todos os membros da mesma espécie, as quais durante certo período caracterizarão seu comportamento psíquico.
Estudos sobre a vida embrionária tanto do homem quanto dos animais mostram que os primeiros movimentos são descoordenados e envolvem o organismo inteiro. Depois, por individuação e por influência de fatores internos, na concepção de Coghill, ou mais pela influência de fatores excitantes externos, na teoria de Kuo, as reações vão especificar-se em ordem precisa, definida. Assim, o desenvolvimento motor vai de movimentos amplos que envolvem todo o membro até as atividades finas de coordenação motora.
Todas as teorias concordam que a regularidade do desenvolvimento constitui uma prova da presença de fatores internos, isto é, de fatores de maturação. Isso explica, no dizer de Arnold L. Gesell, porque a criança senta-se antes de ficar em pé, desenha um círculo antes de conseguir copiar um quadrado e fabula antes de poder dizer a verdade. Influências externas desfavoráveis, como, por exemplo, ser impedida de movimentar os membros, atrasam sua locomoção, mas, uma vez liberada, rapidamente recupera o que perdeu e se iguala às outras crianças de mesma idade.
O estudo do desenvolvimento da criança exige métodos específicos pouco usados em outros ramos da psicologia. A análise dos jogos e desenhos infantis, a observação e análise cinematográfica são algumas das técnicas que permitem acompanhar sua evolução.
O desenvolvimento da personalidade humana pode ser dividido em cinco etapas principais: vida intra-uterina, infância, adolescência, período maduro do adulto e velhice. A divisão ulterior da infância e da adolescência não é ainda uniforme entre os psicólogos. A maioria, contudo, destaca o primeiro ano de vida como fase especial. Depois vem a etapa da primeira infância, até os seis anos aproximadamente. A segunda infância vai de 7 a 11 anos, seguida da fase da pré-puberdade. A adolescência se subdivide em dois períodos: a puberdade e a adolescência propriamente dita. Alguns autores ainda distinguem, dos 18 aos 23 anos, o período da juventude.
O recém-nascido, apesar de estar já em contato com um mundo muito mais mutável do que as condições comparativamente constantes da vida intra-uterina, caracteriza-se ainda por uma dependência quase total do ambiente e pela aquisição das condições básicas de uma vida biológica independente: hábitos de alimentação, discriminação de estímulos e maturação do sistema nervoso.
Na primeira infância, em conseqüência do desenvolvimento motor e verbal, a criança torna-se agente espontâneo de atividades, por meio das quais buscará ativamente novos estímulos e começará a integrar-se, ainda que em boa parte somente na fantasia, ao mundo social de seus colegas e da família. Na segunda infância, a criança desenvolve a capacidade de dissociar as qualidades dos objetos e se abre ao mundo real por meio de generalizações, abstrações e manipulação livre dos símbolos verbais. Em alguns anos, a conquista intelectual transforma por completo sua atitude para com o mundo externo.
As mudanças orgânicas e somáticas, principalmente o desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários, acompanhados pela socialização da atividade intelectual, constituem verdadeira fase de transição, que começa aos 12-13 anos e vai até o fim da puberdade, por volta dos 15 anos. Necessitando compreender-se nessa etapa, e, ao mesmo tempo, sentindo a influência da sociedade que começa a exigir dele uma responsabilidade, o adolescente assume progressivamente a direção ativa e pessoal de sua própria vida. Essa busca de auto-afirmação, às vezes, fica só no mundo interno, mas costuma também manifestar-se em rebeldia contra as autoridades, à procura de novos estilos de vida dentro dos quais possa sentir-se mais seguro.
Dentro de cada um desses períodos, a psicologia do desenvolvimento pesquisa especificamente o desenvolvimento corporal, a aquisição das habilidades motoras, a evolução da linguagem e da inteligência, o ajustamento social e emocional. Um dos estudos mais precisos sobre as características diferenciais de cada ano de vida foi realizado por Gesell e seus colaboradores. Outros, como Jean Piaget e Maurice Debesse, preferiram estudar mais globalmente o desenvolvimento, ressaltando as próprias vivências internas das crianças e adolescentes.

Fonte

PSICOLOGIA animal. Disponível em: . Acesso em: 11 out. 2005.






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