Práticas e Representações de Normalistas de Campinas no Período 1920-1936


III – Um novo edifício para a Escola Normal de Campinas



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III – Um novo edifício para a Escola Normal de Campinas


A Escola Normal de Campinas representava uma conquista fundamental para o campineiro. De acordo com Amaral (1927):
Entre os estabelecimentos de ensino publico de Campinas, figura em evidencia indiscutivel, a Escola Normal, situada na praça Dr. Heitor Penteado. Attestado inilludivel do desenvolvimento que tem tido, nesta cidade, a luminosa esphera do ensino publico, outr’ora muito limitada, a Escola Normal é testemunho da ansia, do desejo ardente alimentado pela nossa mocidade para conquista do saber. Constitue ainda esse templo da instrução um dos mais uteis melhoramentos com que foi dotada a nossa terra. É, enfim, uma nota frisante do crescente progresso moral de Campinas. (p.179)
A partir de 1924, a Escola Normal já estava instalada em seu atual edifício, confortavelmente localizado à Avenida Anchieta, próximo à Prefeitura Municipal de Campinas. O novo edifício foi construído devido ao aumento do número de alunos, superior à capacidade do antigo prédio, segundo o Estudo de Tombamento da Escola, elaborado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado (CONDEPHAAT), de 1981.

O terreno escolhido para ser construído o atual edifício pertencia ao município. No dia 22 de novembro de 1919, já de posse do terreno, o governo do Estado de São Paulo lançou a pedra fundamental da Escola Normal de Campinas.

As obras do novo prédio ficaram sob a responsabilidade da então Secretaria da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, cuja direção estava a cargo de Alfredo Braga.

O projeto da Escola Normal de Campinas foi elaborado pelo arquiteto Cesar Marchisio, que utilizou o mesmo projeto para a Escola Normal de Guaratinguetá e Escola Normal de Casa Branca, modificando apenas as fachadas. As buscas pela harmonia e pelo equilíbrio denotam aspectos da maneira de como o arquiteto via a arquitetura.

O prédio de Campinas é extremamente sóbrio. Sua sobriedade, porém, não é despojada de ornamentos e de muita elegância. Possui, ainda, elementos que o classificam como filiado ao ecletismo de feição neoclássica.

A planta ganha um certo movimento, especialmente pelo esquema de pátio em um desenho tipo “E”, do qual os braços externos se deslocam, avançando ligeiramente em relação ao alinhamento (WOLFF, 1992).

Marchisio seguiu o estilo neo-renascentista, convencionado pelo ecletismo dominante na arquitetura do começo do século, utilizando-se ainda de uma série de elementos decorativos e de composição. Utilizou-se também de alguns ornamentos como o relógio e o desenho do gradil na entrada principal. O acabamento do forro e do piso, os degraus em mármore e os painéis decorativos existentes nas paredes do vestíbulo, revelam o tratamento especial que o arquiteto deu à Escola.

O mármore das escadarias foi importado de Carrara, na Itália, a madeira dos assoalhos e forros era trazida de Riga, na Lituânia, os ladrilhos vieram da Alemanha e os móveis foram construídos em marcenarias especializadas da Áustria. As molduras, colunas e arremates nas paredes e janelas seguiram criteriosamente o estilo clássico europeu (VERZIGNASSE, 1996; CAMARGO, 1993; FARJALLAT, 1997).

No início das obras, o construtor era o engenheiro Gabriel Penteado e, em sua conclusão, o engenheiro Torelli Danucci. As obras complementares estiveram a cargo de Quirino Simões e os murais que ornam a entrada principal e a do auditório de festas foram de autoria do pintor italiano Carlos De Servi (RANGEL, 1971a).

Depois de passar por um período de quase abandono, as obras ganharam novo impulso quando Heitor Penteado esteve à frente da Secretaria da Agricultura. Em seu livro ‘Campinas: Recordações’, Amaral (1927) relata que a praça onde se encontra a Escola recebeu o nome de “Praça Heitor Penteado”, em homenagem a esse campineiro a quem se deve o apoio para a conclusão do edifício. Hoje, o local é conhecido como Largo das Andorinhas.

Assim, no dia 14 de abril de 1924, inaugurava-se o edifício da Escola Normal de Campinas, que correspondia aos ideais educacionais dos primeiros anos da República no Brasil. Na solenidade de inauguração, esteve presente o próprio presidente do Estado, Washington Luís.


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