Projeto Málaga



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A distribuição da classe




T. GRUPO

ASSEMBLÉIA

PALESTRA

Com esta estrutura organizativa a classe está em contínua mudança, segundo a necessidade da tarefa.


b) A classe oficina
Para otimizar recursos, é conveniente ter a classe oficina, isto é, a classe de Línguas, a de Naturais..., sendo o alunado que muda de classe, visto que, tanto se funciona sem livro texto como com ele, os recursos são socializados por todos os grupos de alunos do ciclo.
c) O ambiente da classe
O ambiente, tanto estético como afetivo da classe, é também de grande importância, a caixa de papel para reciclar, a biblioteca, os cartões de simpatia, os cartazes das palestras, as cartas recebidas..., todos são mensagens que nos ajudam e motivam para trabalhar.

7- Meios com os quais se conta.

( não são imprescindíveis )


  • Biblioteca de classe:

- Livros de consulta;



  • Livros de texto;

  • Revistas: Muy, Natureza, Conhecer...;

  • Folhetos informativos (agência de viagens, consumidor,...);

  • Estampas, anúncios;

  • (Impressora). Publicações Periódicas.




  • Arquivo de classe: onde se acumula o material de imprensa, revistas, etc. de cada contrato.

  • Documentação apresentada pelo professorado, específica para cada contrato.

  • Trabalhos de outros alunos.

  • Computador com CD - Rom dos temas dos contratos.

Dentro deste Paradigma da Cooperação, vamos descrever como entendemos o apoio independentemente do que se estabeleça segundo BOE, ou Boja. Vamos explicitar estas funções a partir de quatro âmbitos: atenção à pessoa com Síndrome de Down, colaboração com a equipe docente, participação no currículo e atenção e assessoramento à família.




  • Em relação aos alunos com Síndrome de Down

Aceita-se de modo unânime, pelo professorado, que os alunos são os únicos responsáveis (culpados) por seus problemas de aprendizagem e não o sistema educativo (às vezes este sentimento se desloca aos pais e aos peritos). Ao se assumir que o fracasso nas aprendizagens se deve a eles e não ao sistema educativo, pensa-se que são estes e não a escola que tem que sofrer a mudança. Os defensores da segregação aceitam de modo incondicional os princípios psicológicos e médicos que apoiam estas teorias.


O papel do professor de apoio em relação a este aspecto, fixa-se em ir mudando o coletivo de professores e a escola, como promotora de mudança, para que abra espaços de participação para que as pessoas com Síndrome de Down tenham oportunidade de expressar suas competências cognitivas e culturais. Este é, precisamente, uma das metas com os professores, que sejam capazes de atender às moças e rapazes adequada e eficazmente, respeitando seu modo de ser. Reconhecemos que é um processo complexo e carregado de dificuldades, mas nós o estamos desenvolvendo através de nossa resposta às perguntas que nos formulam os professores, com a intenção de ajudá-los; as perguntas se referem, às vezes, aos conteúdos e outras às estratégias.
Levando em conta tudo isso, faz-se necessário concordar com o professorado para tornar possível o acesso ao currículo, tem que adequar uma série de meios de caráter pessoal, ambiental e material; mas assim mesmo, são necessárias adequações ao processo, tais como o de acomodar ou buscar um currículo diferente, uma metodologia favorecedora da heterogeneidade, e uma organização espacial e temporal diferente.
Ao nosso ver, este âmbito é um dos mais importantes dentro das funções do professor de apoio e não devemos esquecer que estamos educando para o futuro, isto é, para a autonomia moral, intelectual e social dos jovens.
Não teria sentido que os jovens adquirissem conteúdos culturais, se não lhes damos a oportunidade de colocá-los em prática na vida quotidiana. A escola tem que ensinar levando em conta como pensa o aluno e não como o faz o professorado.
Por último, desejamos assinalar que é freqüente que as crianças cheguem com problemas cognitivos, ou seja, que costumem apresentar problemas no seu modo de aprendizagem em vários aspectos, a saber:


  • a velocidade e eficácia com que efetuam as atividades de processamento de informação. A aquisição de informação é quantitativa e qualitativamente diferente.

  • a organização dos conhecimentos e a base de dados que consegue e como o alcança.

  • a capacidade/ incapacidade para desenvolver estratégias espontâneas que lhes permita resolver problemas da vida diária.

  • a capacidade para conhecer e regular sua própria aprendizagem. Metacognição.

Mas os problemas de desenvolvimento e de aprendizagem não são só intrínsecos ao aluno, senão que depende do contexto, ou melhor, da "qualidade" do contexto, em princípio familiar e depois escolar.

Daí que costumamos trabalhar planejando e organizando seus itinerários mentais a partir das situações da vida comum e a partir de âmbitos acadêmicos, procurando um raciocínio lógico.


  • Colaboração com a equipe docente.

A primeira reflexão da qual desejamos fazê-los partícipes é: como passar nossa concepção de escola e currículo, anteriormente expressada, ao professorado? Este tem sido um dos pontos fundamentais e de difícil e complexa solução. Algumas vezes, fazendo-os participantes a partir dos princípios legais e éticos da diversidade e outras a partir do diálogo e da compreensão da situação e tensão que muitas vezes vivem os professores tutores. Daí, que o papel do professor de apoio seja de facilitador e de ajudar na mudança de atitudes.


A escola e seus professores têm que saber que as pessoas com Síndrome de Down são competentes para aprender se eles manifestam competência para ensinar. Só o trabalho solidário e cooperativo entre o professorado de apoio e os tutores tornará possível uma mudança profunda em sua mentalidade e em suas atitudes que o levará a uma prática educativa diferente.
O profissionalismo dos docentes tem dimensão coletiva (equipe docente), como em qualquer outra profissão. Uma das funções que consideramos mais importantes das equipes docentes são aquelas ações ou acordos que se têm que produzir de maneira formal ou informal entre o professorado para compartilhar a educação dos alunos e os recursos didáticos que sejam necessários para desenvolver o currículo.


  • Em relação ao currículo.

Quando o professorado não confia nas competências cognitivas do aluno com Síndrome de Down, o que se faz primeiro é solicitar à professora de apoio um currículo que substitua ao do resto da classe, e na maioria dos casos, que esta tire o aluno da classe, porque o entende como um elemento que distorce a marcha normal da classe e considera isto negativo.


Em nosso modo particular de entender como se adquire, como se organiza e como se utiliza o conhecimento, assim como se constróem e reconstróem estratégias em cada momento de tal conhecimento, partimos da idéia de que no grupo da classe se tem que provocar a interação entre iguais. A interação como base do desenvolvimento é uma ocasião única para produzir aprendizagem. As pessoas se desenvolvem pela aprendizagem e a experiência e, estes se adquirem por socialização e, as ocasiões de socialização produzem comunicação e convivência, e tudo isto desenvolve a primeira das dimensões da condição humana que é a emoção. A emoção como base do conhecimento.

Sabemos que a socialização é a interação social e, portanto, a base do desenvolvimento e da linguagem, sempre e quando o meio lhe oferece a oportunidade para isto. A interação produz a aprendizagem e esta vai permitir avançar o processo de maturação na pessoa com Síndrome de Down, se os modos e estilos de educação forem mudados. A este respeito, afirma o Prof. López Melero, que:


- A interação entre iguais ( cultura da diversidade ) e a nova organização escolar que exige a cultura da diversidade origina desequilíbrios na ordem normal pré – estabelecida de qualquer classe. Daí, que a estratégia didática seja um Currículo Alternativo e uma Nova Organização Escolar.
Se, pelo contrário, confiamos nessas competências, o modo de trabalho é muito diferente. O primeiro que tem que concordar com o professor de cada assinatura são as idéias – chaves de cada uma delas, isto é, aquilo que o professor considera imprescindível que os alunos tenham que adquirir de cada matéria. Essas são as que vamos trabalhar sempre em situação normal na classe.
O Currículo tem de se concentrar em desenvolver as funções superiores (linguagem e pensamento) dos alunos e, não as funções inferiores. Se queres que aprenda o que consideras fácil, começa pelo mais complexo e abstrato. Isto lhe vai desenvolver uma estrutura cognitiva ampla, que mais tarde lhe vai permitir aprender os conhecimentos específicos. Tem que saber criar roteiros mentais, planificando, previamente, qualquer atividade que vá desenvolver. O importante no conhecimento, segundo nosso pensamento, fixa em saber criar estratégias e para resolver problemas da vida quotidiana.
Aprendemos com Vigotsky, que a interação social é o veículo fundamental para a transmissão dinâmica do conhecimento cultural e histórico. Ou seja, a maior riqueza de experiências, em situação normal, produz desenvolvimento. É na aprendizagem de maneira continuada e progressiva, onde a pessoa com Síndrome de Down se desenvolve, e não ensinando-lhes “conteúdos de um grau inferior” (Subcultura).
Tudo o que foi expressado anteriormente, vem resumir que a escola, às vezes, não oferece à pessoa com Síndrome de Down as oportunidades para que desfrute de um espaço compartilhado nas aprendizagens.
* Assessoramento às famílias.
O papel do professor de apoio em relação à família das pessoas com Síndrome de Down, é servir de ligação entre a cultura escolar e os princípios do Projeto Roma, para conseguir que a família lhe possibilite levar uma vida mais autônoma possível, em resumo, que sejam pessoas autônomas.
E, no final, desejamos destacar que uma das fontes de maior satisfação e revitalização no professorado que vem participando neste projeto de investigação foi que o caminhar do mesmo conseguiu uma melhora profissional, que não só nos beneficia, senão aos processos de aprendizagem no alunado e aos processos de melhora no centro. Neste sentido, o Projeto Roma pode ser considerado como um importante instrumento cultural para desenvolver a cultura profissional do professorado com uma maior autonomia e liberdade no desenvolvimento de sua profissão, despertando ilusões para o reconhecimento de sua dignidade profissional.

Pais e Mães do Projeto Roma:

Seu pensamento, sua atitude, seu trabalho e sua filosofia dentro do Projeto Roma.



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