Projeto Málaga



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1o - A ajuda que se oferecia ao contexto vinha determinada, em primeiro lugar, pelas condições cognitivas e experienciais da menina ou do menino. No Projeto Roma, aprendemos a distinguir entre uma criança trissômica e outra, como distinguimos entre Inteligência e Processos Cognitivos e do mesmo modo entre Inteligência Estática e Dinâmica. Às vezes, temos tido crítica quando afirmamos que as pessoas com Síndrome de Down se fazem inteligentes ao longo de sua vida, se lhes são oferecidas condições para isso. Por isso, este é um ponto fundamental no nosso projeto e se não estivermos convencidos disso, o fracasso acontecerá com certeza. Precisamente por isso o primeiro projeto específico se chama PROJETO CONFIANÇA.
Convido a todos para que analisemos o que quero dizer com isso.
Sabem para que alguns autores que trabalham no campo da educação da pessoas com Síndrome de Down, afirmam que seus filhos têm um déficit intelectual, porque a inteligência foi considerada tradicionalmente como uma capacidade inata, relativamente fixa e constante durante toda a vida e que vem determinada geneticamente (e se atrevem a falar de graus no Síndrome de Down) e caracterizada por habilidades globais e específicas. Mesmo assim, afirmamos que a genética é somente uma possibilidade e, portanto, não falamos de inteligência e sim de processos cognitivos (competência cognitiva), como algo que se adquire e que não vem dado de antemão nem prefixado, mas que se constrói. A inteligência não se define, se constrói. Em relação a este ponto, aprendemos que a Medicina (ou o modo de interpretar a ciência da saúde) e a Psicologia (ou um modo de interpretar a ciência do comportamento humano) têm cometido grandes erros em seus diagnósticos ao “etiquetar” as pessoas com Síndrome de Down como deficientes mentais permanentes. Hoje, pode-se afirmar isso destas tais ciências? Onde está a ética do Diagnóstico?

Ao contrário daqueles autores, temos considerado os processos cognitivos como modos de pensamento lógico que se aprendem e que podem ser ensinados (pais, professores, especialistas..., mediadores) através das experiências de ensino mediada ou mediante o contato diário (abrir espaços de ação conjunta) com os sucessos ambientais. Ou seja, que cada criança, independentemente de sua “carga intelectual”, tem que adquirir as funções cognitivas básicas para pensar logicamente, para perceber e atender de maneira estruturada (Projeto Explorando a casa), para organizar a informação que lhe chega (Projeto Bússola do Tempo), para conhecer o que tem que aprender e aplicar o aprendido (Projeto Compra; Projeto Agenda), para saber se relacionar com os demais (Projeto Amiga), para saber dar respostas lógicas às perguntas estabelecidas e para oferecer soluções aos problemas que se têm em sua vida quotidiana (Projeto Vida), etc.



Simplesmente, porque neste Projeto de Vida que o “Projeto Roma” aprendemos que o mais importante é educar para a autonomia e não para a dependência, e para conseguir isso, qualquer pessoa tem que adquirir alguns processos cognitivos fundamentais. A competência cognitiva é algo emergente e que respeita ao próximo em sua diferença. A autonomia passa pelo que o outro me reconheça como sou e não como ele gostaria que eu fosse. O conceito de autonomia está unido ao de dignidade e isto não é um conceito abstrato e sim concreto, porque têm nomes e sobrenomes. Se refere aos seus filhos. É o direito que tem o teu filho ou filha de ser reconhecida e valorizada como pessoa livre e diferente, não desigual. É a cultura da diversidade como princípio de liberdade.
E isto se produz em qualquer cultura? Minha resposta é que cada cultura ao longo de sua própria história (a aprendizagem é algo evolutivo, um aprende a aprender) , tem construído uma série de elementos sociais que são essenciais para se ter um desenvolvimento cognitivo adequado, e estes elementos se transmitem por uma série de processos culturais inter - geracionais (Mediação). No entanto, pode ser que em alguma cultura não esteja havendo evolução o suficiente o que não tenham tido as oportunidades para isso, no mundo da educação este fenômeno é reconhecido como “deprivação cultural”, quando isso ocorre a escola tem que compensar, desenvolvendo uma dupla função social e educativa.



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