Projeto Málaga



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0.3 FUNDAMENTAÇÃO CIENTÍFICA.
Se nossa pesquisa pretendia melhorar os processos cognitivos das pessoas com Síndrome de Down, qualificando os contextos familiares e escolares, temos que expor qual era nossa fundamentação teórica.

Desde o princípio queríamos deixar claro que, a nosso juízo, têm sido várias as razões que desde o modo concreto de conceber a ciência médica, psicológica e pedagógica, tem impedido o desenvolvimento dos processos cognitivos das pessoas com Síndrome de Down. Apontamos como as causas disto, as seguintes:



  1. A falta de validade ecológica e holística nas investigações realizadas no campo da educação. Daí que nós partimos pelo mais próximo e significativo para o menino e a menina.

  2. A redução rígida dos objetivos/ fins educativos a objetivos operativos ( condutas observáveis ). Por isso, nosso objetivo é desenvolver a base de um conhecimento amplo.

  3. O delineamento intervencionista, sempre como terapia, como simples modificação de conduta, e não como descobrimento do por quê as pessoas com Síndrome de Down processam ou retêm desse modo ou de outro.

No Projeto Roma temos evitado estes argumentos e nos temos situado em outro modelo e em outro paradigma dentro das distintas ciências médicas, psicológicas, sociológicas e pedagógicas que tenham em conta o contexto como mediador de cultura no desenvolvimento cognitivo, afetivo e social das pessoas com Síndrome de Down. Sintetizando o anteriormente exposto podemos dizer que as contribuições das mais distintas disciplinas são as seguintes:




  • A partir de um ponto de vista neurológico, nos limitamos ao marco conceptual de Luria e sua teoria neurofisiológica ao se referir à atividade mental e esta atividade mental vai depender do funcionamento destas três áreas cerebrais:

  • A unidade que regula o estado de alerta ( entrada de informação )

  • A unidade que obtêm, processa e armazena a informação

  • A unidade funcional que programa, regula e verifica a atividade mental.

Ou seja, partimos da neurologia dos processos cognitivos e do desenvolvimento dos processos lógicos do pensamento e não da neurologia da inteligência clássica.


  • A partir de um ponto de vista psicológico, nos apoiamos e seguimos todo o pensamento de Vigotsky, apontando que a idéia fundamental para este autor é que o desenvolvimento da criança sempre se produz por importantes determinações culturais. Mas para o tema que nós empregamos desejamos apontar algo muito significativo para nossa pesquisa, dado que nosso autor não distinguia dois modos de desenvolvimento, um das pessoas com atraso mental, e outro para aquelas pessoas que manifestam tal atraso, e sim que nos afirma Vigotsky que “ as premissas gerais das quais se parte e as que, me parece, devem constituir a base do estudo científico do desenvolvimento do atraso mental, são a idéia da unidade das leis do desenvolvimento da criança normal e da criança com atraso mental (...) A dificuldade da compreensão do desenvolvimento da criança com atraso mental surge devido ao atraso ter sido tomado como uma coisa e não como um processo”(...) E continua Vigotsky “vocês sabem que a linguagem se desenvolve inicialmente como um meio de comunicação , de compreensão recíproca, como uma função social de comunicação. A linguagem interna, quero dizer, a linguagem a qual mediante o homem pensa, surge mais tarde existem razões para supor que o processo de sua formação se realiza somente na idade escolar. (...) A via geral de desenvolvimento da linguagem infantil pode ser denominada como uma forma coletiva, se disséssemos que uma criança dominou a linguagem e logo quando ela começa a subordinar melhor os processos psíquicos próprios, a linguagem se transforma em um meio de pensamento. (...) A criança começa antes a compreender a linguagem que a fala”. ( pág. 108 – 110 ).

Tanto para ele como para Bruner, assim como para os outros adeptos da psicosociologia e do sócio – construtivismo, o desenvolvimento filogenético e o desenvolvimento ontogenético estão mediados pela cultura. Para nosso grupo estes princípios nos parecem muito importantes, tanto que em nossa pesquisa partimos da proposta de Vigotsky do que se vai produzir uma transformação das funções desde o plano interpsicológico ao plano intrapsicológico. Esta transação, enfatiza Vigotsky, se conseguirá através da qualificação do contexto ou do mediador da aprendizagem ( qualquer adulto ou responsável ). Ou, dito de outra maneira, essa zona imaginária, essa zona competencial que se produz ( Zona de Desenvolvimento Proximal ) desde o nível do desenvolvimento de qualquer sujeito ( Nível de Desenvolvimento Atual ) ao nível de desenvolvimento que se pode alcançar com ajuda de um adulto ( Nível de Desenvolvimento Potencial )




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