Projeto Málaga


O QUE PRETENDEMOS COM O PROJETO ROMA?



Baixar 0.69 Mb.
Página17/50
Encontro06.04.2018
Tamanho0.69 Mb.
1   ...   13   14   15   16   17   18   19   20   ...   50
0.1. O QUE PRETENDEMOS COM O PROJETO ROMA?
O Projeto Roma nasce com a finalidade de se fazer um estudo das populações diferentes culturalmente ( Itália e Andalucía ) para analisar e valorizar, conjuntamente e desde um ponto de vista interdisciplinar ( neuropsicopedagógico ) as dificuldades nos processos de ensino - aprendizagem nas pessoas com Síndrome de Down, contribuindo em cada caso os " projetos educativos" ( contratos de trabalho ) que impregnariam o âmbito familiar, escolar e social, empenhando-se na melhora qualitativa destes contextos, assim como o seguimento dos mesmos como busca permanente de fundamentos teóricos, epistemológicos e didáticos. De modo algum, nosso trabalho pretendia substituir os contextos anunciados, somente oferecíamos uma ajuda para melhorá-los. Esta finalidade não foi compreendida no princípio e durante algum tempo, tanto pais como mediadores e professores andavam desorientados, só a reflexão conjunta nas reuniões periódicas que temos mantido e a boa disposição de todos produziu um total entendimento.

No Projeto Roma, partimos de um princípio e é que sempre se tem duvidado das possibilidades cognitivas das pessoas com Síndrome de Down, pensando que a origem da inteligência radica nas próprias pessoas com Síndrome de Down. Nós nos situamos num marco conceitual sócio - construtivista, partimos da consideração que a origem da inteligência depende da qualidade desse contexto social; ou seja, que o desenvolvimento da inteligência está condicionado pelo contexto, ou melhor pela " qualidade" do contexto, em princípio familiar, e depois escolar e social. Tanto é assim que nos propomos a seguinte pergunta: Se poderia explicar pela mesma teoria o que socialmente se entende por inteligência, por desenvolvimento e por aprendizagem?

Logo, o Projeto Roma, se inicia com a intenção de ajudar os contextos familiares, escolares e sociais nos quais se desenvolvem as pessoas com Síndrome de Down, para conseguir uma melhora cognitiva e cultural que lhe possibilitará uma maior autonomia, se estabelece desde o mundo da ciência, a possibilidade de contribuir, através de tal pesquisa, a "possível" construção de uma nova teoria da inteligência. Parece muito pretensioso , mas se se compreende com humildade, o que nós pensamos como grupo de investigação, era o que acaso seria possível manifestar que existe uma idéia equivocada dessa qualidade do ser humano, socialmente conhecida como inteligência e que, desde o mundo da ciência, seria excelente pôr em destaque que existem outras formas de se aproximar ao conhecimento do ser humano. Uma teoria que parta do reconhecimento da diferenças ( não das desigualdades ) entre os seres humanos como a dimensão mais importante nessa nova concepção de inteligência evitando as homogeneidades como critério selecionador entre as pessoas.

No nosso grupo estamos convencidos que no campo da ciência, quanto maior for a dificuldade intelectual/ instrutiva nas pessoas mais interesse tem que ter e mais potente tem que ser para a elaboração de uma nova teoria da inteligência. Uma teoria compreensiva - inclusiva com a diversidade e não excludente e seletiva, e sim de um modo que inclua seus postulados às pessoas desde a "menos" dotada à "mais" dotada. Uma teoria que permita a existência da "imperfeição" e ponha em entrelinhas o conceito de perfeição com todos os prejuízos que isso comporta e produz. Uma teoria da diversidade como fundamentação de uma nova axiologia humana. Pensamos que, desde um ponto de vista científico, é mais potente a construção de uma teoria da inteligência que inclua e parta das diferenças e não das características de normalização.

Em síntese, a idéia central seria, portanto, averiguar se as investigações no campo das pessoas com Síndrome de Down nos podem ajudar ou não na elaboração de uma nova teoria da inteligência. A inteligência se define ou se constrói?
Com este pensamento essencialmente nos propomos os seguintes objetivos:


  • Valorizar e diagnosticar que condições são produzidas as dificuldades de ensino - aprendizagem das pessoas com Síndrome de Down ( Diagnóstico de um ponto de vista Vigostkiano ).

  • Facilitar às famílias das pessoas com Síndrome de Down, através dos mediadores, estratégias de intervenção, mas sem transitar à casa o discurso acadêmico, situações da vida quotidiana ( Projetos Educativos).

  • Incluir os professores na elaboração de um currículo alternativo ( Contratos de Trabalho ).

  • Avaliação do impacto e aceitação destes projetos educativos familiares e escolares sobre a compet6encia cognitiva e cultural das pessoas com Síndrome de Down ( Estudo de casos ).

  • Propor idéias chaves desde a metacognição, para melhorar o currículo escolar e familiar.

  • Manifestar que através da melhora da competência cognitiva e cultural se pode conseguir uma maior autonomia e uma melhor qualidade de vida nos contextos familiares e escolares.

  • Oferecer quais seriam os indicadores de qualidade de vida que estão relacionados com essa nova teoria da inteligência.

Fazíamos então e fazemos agora a ressalva de que, acaso, não seja verdade que as pessoas com Síndrome de Down que, embora admitimos como certo que manifestem problemas na vida acadêmica, necessariamente tenham que ter problemas em situações concretas da vida quotidiana. ( CAMPIONE, J.; BROWN, A; FERRARA, R.; 1982 ). A inteligência acadêmica é igual à inteligência da vida quotidiana? Quando falamos de competência cognitiva, falamos de competência cultural?

Segundo a literatura consultada e especializada em relação ao que viemos propondo, asseguram que as pessoas com Síndrome de Down manifestam dificuldades em:

# a velocidade e eficácia como efetuam as atividades de processamento de informação; ou seja, que a aquisição da informação é quantitativa e qualitativamente diferente.

# a organização dos conhecimentos e a base de dados que conseguem e o modo de como o conseguem. Ou seja, em formar o quebra-cabeça informativo com coerência semântica, pragmática e sintática.

# a competência para desenvolver estratégias espontâneas que lhes permitam resolver problemas da vida diária.

# a competência para conhecer e regular por si mesmos sua própria aprendizagem: metacognição.


Esta informação ocasionada pela literatura especializada nos propôs uma nova questão, admitimos que tudo isto é certo, mas se conhecemos que é assim como as pessoas com Síndrome de Down processam a informação, o que a ciência tem que fazer é buscar estilos e modos ( modelos ) de ensino para melhorar todos os transtornos que dizem que manifestam. Ou seja, será possível elaborar, aplicar e valorizar tais modelos de intervenção neuropsicopedagógica para melhorar as funções cognitivas, o desenvolvimento afetivo - emocional e o desenvolvimento psicomotor das pessoas com Síndrome de Down?

Bem, estas questões têm sido e são nossa meta permanente. Esta é a filosofia do Projeto Roma: buscar, melhorar, mudar, aprender... E neste buscar, melhorar, mudar e aprender, temos encontrado os indicadores de qualidade de vida.






  1. Baixar 0.69 Mb.

    Compartilhe com seus amigos:
1   ...   13   14   15   16   17   18   19   20   ...   50




©psicod.org 2020
enviar mensagem

    Página principal
Universidade federal
Prefeitura municipal
santa catarina
processo seletivo
concurso público
conselho nacional
reunião ordinária
prefeitura municipal
universidade federal
ensino superior
ensino médio
ensino fundamental
Processo seletivo
minas gerais
Conselho nacional
terapia intensiva
oficial prefeitura
Boletim oficial
Curriculum vitae
seletivo simplificado
Concurso público
Universidade estadual
educaçÃo infantil
saúde mental
direitos humanos
Centro universitário
educaçÃo física
Poder judiciário
saúde conselho
santa maria
assistência social
Excelentíssimo senhor
Atividade estruturada
ciências humanas
Conselho regional
ensino aprendizagem
Colégio estadual
Dispõe sobre
secretaria municipal
outras providências
políticas públicas
ResoluçÃo consepe
catarina prefeitura
recursos humanos
Conselho municipal
Componente curricular
psicologia programa
consentimento livre
ministério público
público federal
conselho estadual