O que faço na sala de aula? E no recreio? – Um estudo em representaçÕes sócio-espaciais


Ilustração 1: Elementos estruturais relativo à expressão indutora



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Ilustração 1: Elementos estruturais relativo à expressão indutora Estar na sala de aula
Percebe-se através da análise das evocações, a presença no núcleo central de atributos ligados à construção da rotina escolar e às práticas escolares, típicos da fala dos professores. Atividades como aprender, copiar, escrever, estudar, ler, pintar e tarefa orientam a rotina e parecem centralizar a representação de sala de aula.

A primeira periferia abarca o atributo brincar e aqueles ligados ao aspecto normativo: não- pode, obedecer, prestar atenção e respeitar. Neste estudo o termo não pode foi criado para abarcar palavras com o mesmo sentido de prescrição, tais como: não atrapalhar, não bagunçar, não brigar, não brincar, não conversar, não gritar, sem bater nos outros, sem fazer bagunça, sem gritar, ficar quieto, não correr, não empurrar, não bagunçar, não machucar, quieto e não xingar.

A dimensão funcional, exposta pelo núcleo central, e a dimensão normativa, que compõem o sistema periférico, mais especificamente a freqüência do atributo não-pode, presente na primeira periferia, sugere a seguinte indagação: estaria o atributo brincar associado a elementos da realidade ou vinculado ao desejo dos alunos? Ou ainda, estaria este atributo indicando uma ordem alternativa para a ocupação da sala de aula?

Na segunda periferia estão aninhados atributos ligados ao script − beber água, ficar quieto, sentar. Aparece também o atributo desenhar, fazendo referência a uma atividade considerada prazerosa e a personagem da professora, que é a pessoa que orienta a rotina da sala de aula, bem como os processos comunicacionais em seu interior.


COMPLEX

As evocações coletadas processadas pelo subprograma SELEVOC gerou dois corpus denominadas de acordo com a variável organização espacial. A fim de verificar as possíveis diferenças geradas pela organização espacial na configuração do conteúdo e estrutura da representação social em questão, os dados foram comparados pelo subprograma COMPLEX. Esta comparação estatística é realizada entre os dados comuns aos dois corpora, por intermédio do Teste t de Student (índice de referência 2,0 para significativo e _ 3,0 para altamente significativo).

Percebe-se uma distinção no que diz respeito ao termo copiar, identificado como mais característico da sala fixa, apresentando uma diferença de 2.90. Em relação ao atributo não pode, o mesmo foi considerado característico da sala temática (2.15), o mesmo ocorreu para o vocábulo tarefa (2.06).

Considerando que o atributo copiar apresenta-se como mais típico do rol de evocações produzidas pelos alunos que estudam em sala fixa destaca-se a tendência deste subgrupo em caracterizar a sala de aula por meio de modelo de ensino reprodutivista, no qual o professor é quem organiza e determina a organização e a ocupação do espaço, assim como o script a ser seguido.



A sala temática, por sua vez, revela a tarefa como um script adotado e a forte marcação das normas. Possivelmente sublinhadas pelo professor por se tratar de um espaço que proporciona constante fluxo de alunos nas ocasiões de troca de sala. Entende-se então que mais do que a organização espacial, a ocupação e a interação marcam as possibilidades ou impossibilidades dos espaços.




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