O que faço na sala de aula? E no recreio? – Um estudo em representaçÕes sócio-espaciais


Figura 2: Elementos estruturais relativo à expressão indutora



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Figura 2: Elementos estruturais relativo à expressão indutora: Estar na sala no recreio

Brincar, brinquedo e lanchar caracterizam-se como prováveis atributos que participam da centralidade da representação social. O primeiro, com freqüência de 261, demonstra centralizar e organizar a representação de recreio. Quanto aos tributos brinquedo e lanchar revelam duas possíveis dimensões da representação: 1. a dimensão lúdica e imprevisível e 2. o script adotado pela rotina escolar em torno da alimentação. Em particular, o atributo brinquedo − balão, bambolê, bola, boneca, carrinho – revela ainda o potencial que esses recursos socioculturais possuem na regulação da atividade de brincar podendo os mesmos estar orientados por representações de gênero veiculadas pela divisão boneca para meninas e carrinho para meninos, operando para a construção de identidades sociais vinculadas ao ser homem e ser mulher.

A primeira periferia apresenta atributos também ligados ao script, dessa vez em torno de beber água, ir ao banheiro e conversar, identificando o recreio como o momento orientado para essas atividades. Aparece também o atributo não pode, que apesar da alta média de evocação apresenta a segunda freqüência mais alta, 73, e concebe o caráter normativo da representação.

Disto pode-se deduzir que o grupo de depoentes caracteriza os atributos agregados ao vocábulo não-pode − não bater, não comer em pé, não correr, não pode jogar pedra no telhado, não pode subir na janela, não xingar, sem cortar o poste, sentar para comer − como provável discurso social que traduz regras institucionais frente às quais interagem e são pressionados a aderirem. Deste modo, delineia-se um paradoxo marcado por um lado pela expressividade lúdica – brincar – e, por outro pela disciplinarização tendo em vista o atributo não pode.

A zona de contraste abarca o atributo bater sino, marcador social que orienta o momento do recreio, e os atributos empurrar e gritar. Estes exemplificando uma outra característica do recreio, o descontrole que é tão combatido pelas normas estabelecidas. A segunda periferia traz o atributo chorar, possível conseqüência do descontrole, do machucado ou do castigo. Abarca também os atributos respeitar e tarefa, o primeiro sendo uma das normas regentes e o segundo como a atividade que é designada a alguns no momento do recreio.



COMPLEX

A comparação realizada pelo COMPLEX revelou diferenças em relação à organização espacial no que se refere aos dois termos: brincar e não pode. O brincar aparece como mais específico da sala fixa, apresentando índice de 3.03. Já o termo não pode é identificado como mais característico da sala temática, com uma diferença significativa de 5.27.



Tais dados revelam a existência do brincar no recreio, segundo alunos de escolas cuja organização espacial se dá por salas fixas. Ainda pode-se pensar na existência de discurso constituído pelo desejo de brincar marcado pelo caráter compensatório. O atributo não - pode aparece como emblemático no contexto das evocações produzidas pelos alunos das salas de aula temática, tanto no que se refere a expressão indutora estar na sala de aula, quanto estar no recreio. Tal fato reforça a hipótese da necessidade da repetição da norma por parte dos professores diante da organização espacial temática que exige freqüente trocar de espaços.





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