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  1. INTRODUÇÃO




    1. APRESENTAÇÃO DO TEMA

“A assistência à saúde, no Brasil, possui uma das legislações consideradas das mais avançadas do mundo. Seu sistema de saúde teve seu alicerce construído no projeto de Reforma Sanitária que, em última análise, pode ser considerado um dos projetos mais amplos de cidadania, pautado em direitos sociais e no bem estar das pessoas” (BRASIL, 2006).

De acordo Paim (2011), hoje o sistema de saúde brasileiro é constituído por uma mistura de organizações públicas e privadas que compõem uma complexa organização de serviços através de subsetores: o público e privado, onde o público é representado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e financiado por esferas federais, estaduais e municipais. No serviço privado os usuários podem usar cada um de acordo com sua facilidade de acesso ou capacidade de pagamento. Embora distintos, os sistemas público e privado estão interligados.

Conforme Mori (2013) para que aconteça a concretização do princípio da integralidade nos serviços do SUS, é imprescindível constituir táticas de comunicação entre os serviços de maior e menor complexidade que compõem o sistema, propiciando assim uma assistência baseada no seu histórico de saúde e tratamentos já realizados, ou que ainda estejam em andamento. Para que isso suceda é necessário que haja um sistema de referência e contra-referência dentro do sistema de saúde, onde estes serviços trocaram informações entre si sobre a condição de saúde, doenças, diagnóstico e tratamento do usuário.

No entanto, concluímos que o SUS confronta-se, ainda, com diversos problemas a serem resolvidos, sendo um deles o funcionamento adequado do sistema de referência e contra referência e sua organização enquanto rede de atenção, onde os usuários sejam acolhidos, encaminhados e cuidados, sem que fiquem preso à própria sorte, já que saúde é um direito constitucionalmente garantido a qualquer cidadão brasileiro, como abaixo está descrito.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), em 1948, definiu que saúde “é o estado do mais completo bem estar físico, mental e social e não apenas a ausência de enfermidade”. E conforme a Constituição da República Federativa do Brasil, decretada em 1988, saúde é um direito constitucional, garantido a qualquer cidadão brasileiro, sendo responsabilidade do Estado provê-la mediante a influência de seus meios. (ARRUDA, 2013). Além disso, a Portaria nº 2.488, de 21 de outubro de 2011, que consentiu a Política Nacional de Atenção Básica e estabeleceu a revisão de diretrizes e regras para a organização da Atenção Básica para a Estratégia Saúde da Família (ESF) e Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS) determina que exista um fluxo dos usuários para garantia da referência e contra-referência e o apoio nos diagnóstico laboratorial e de imagem (BRASIL, 2011).

A linha do cuidado, segundo Franco (2004), se constitui a partir de um pacto que é realizado entre todos os atores que lideram os serviços e recursos assistenciais. Para entendermos melhor como é o funcionamento desta rede de cuidados, abordaremos a linha de cuidados na atuação do câncer de mama.

De acordo com Almeida (2009), o câncer de mama ainda é considerado uma patologia muito temível pelas mulheres devido sua alta prevalência e principalmente por suas implicações psicológicas. Dados estatísticos apontam que o CA de mama antes dos 35 anos de idade é relativamente raro, mas a partir desta faixa etária sua incidência cresce ligeira e progressivamente.

O diagnóstico de câncer de mama é vivenciado como um período de enorme angústia, aflição e ansiedade. No decorrer do tratamento, a paciente passa por diversas situações perdas, por exemplo, físicas e financeiras, e alguns sintomas adversos, tais como: depressão e diminuição da autoestima, sendo necessárias algumas adaptações às mudanças físicas, psicológicas, sociais, familiares e emocionais ocorridas (LOTTI, 2008).

Neste sentido, o estudo mostrará como as políticas estão voltadas para o atendimento e cuidado da mulher com câncer de mama dentro do Sistema Único de Saúde (SUS), como estas estão sendo aplicadas, já que estudos indicam que todos os indivíduos têm direito aos serviços de atenção à saúde em todos os seus diferentes níveis de densidades tecnológicas e atenção ao usuário nos diferentes serviços.


    1. JUSTIFICATIVA

Esta pesquisa é relevante porque o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, além do mais, essa doença produz sofrimento para as pacientes e também para os familiares, que começa com o diagnóstico e se intensifica ao longo do tratamento, particularmente na rede de saúde pública.

Trata-se de uma patologia advinda da proliferação de células mamarias com mutações, que resulta na formação de tumor e que pode cair na corrente sanguínea e invadir outros órgãos, existe uma variedade de canceres mamários, sendo que uns desenvolvem se muito rápido e outros desenvolvem lentamente (INCA, 2014).

O índice de mortes devido à ocorrência de câncer de mama, regulado de acordo com a população mundial, aponta uma curva progressiva, isto elucida a primeira causa de óbito por câncer no público feminino no Brasil, com 12,66 óbitos/100.000, em 2013. As regiões Sul e Sudeste são as que apontam índices mais elevados, com 14,25 e 13,70 mortes/100.000 mulheres em 2013. No que diz respeito ao ano de 2016 foram presumidos 57.960 novos casos novos, que significa um número de ocorrência de 56,2 casos por 100.000 mulheres. No Pará, a proporção calculada é de 20,79 casos para cada 100 mil mulheres (INCA, 2016).

Desde 1919 o câncer é aceito como um problema de saúde pública no Brasil. No entanto, desde 1975, com a criação do Sistema de Informação de Mortalidade pôde se notar que, no meio dos cânceres da população feminina, o que mostrava maior prevalência e causava mortes no país, é o de mama.

Quanto ao Plano de Ação para o Controle dos Cânceres de Mama e do Colo de Útero no período de 2005 a 2007, a participação do grupo de atenção primária foi tida como ação tática para diminuir os números de mortes em relação a esses tumores. Teve como objetivo suplantar os problemas relacionados a consolidação do SUS, de igual maneira os gestores que atuam nas três esferas, formando assim, o Pacto pela Saúde elaborado por três dimensões: que é pela vida, defesa do SUS, e da gestão. Foi focado pelo Pacto seis problemas no que diz respeito a saúde, no meio deles, o câncer de mama (MARQUES, et al., 2015). NA VERSÃO ANTERIOR EU HAVIA DITO QUE ESSE TRECHO ESTÁ CONFUSO... PQ NÃO MUDARAM?

Diante deste contexto, nós acadêmicas de Enfermagem do 9º período, constatamos que essa doença produz um grande impacto na vida das pacientes, familiares e amigos, desde o diagnóstico nas Unidades Básica de Saúde (UBS), bem como ao longo do tratamento nos hospitais de alta complexidade. Por isso, é indispensável que o Pacto pela Vida se torne mais funcional para a minimização dos casos de câncer de mama, bem como o diagnóstico precoce, agilização do tratamento e, até mesmo, a prevenção desta patologia.

O interesse pela pesquisa surgiu diante da grande demanda da população feminina, acometida pelo câncer de mama, em realizar o tratamento, alcançar um leito e receber a assistência devida. O que evidenciamos é um sistema burocrático, lento e muitas vezes não funcionante, devido a não capacitação de muitos profissionais de saúde, pois às vezes não sabem, se quer, utilizar os aparelhos para a realização de exames e/ou acessar o site do Sistema de Informação do Câncer (SISCAN), para realizar a atualização dos dados de câncer de mama. Isso faz com que ocorram dificuldades no diagnóstico, na marcação e realização de exames, no agendamento de consultas com especialistas e também para se conseguir um leito (FEMANA, 2012).

Diante disso, o enfermeiro tem o relevante papel de proporcionar a essas usuárias um atendimento humanizado e ético, do ponto de vista biológico, social e psicológico, proporcionando o mínimo de conforto e bem estar, minimizando assim, danos maiores neste aspecto.





    1. PROBLEMÁTICA E QUESTÃO NORTEADORA

No Brasil, o câncer de mama representa o principal tipo de câncer na mulher, e o segundo tumor mais frequente na população feminina tanto pela sua frequência, quanto pela sua mortalidade (LOURENÇO, et al., 2013).

Comunicar uma má notícia, como o caso de um diagnóstico de câncer, é um aspecto quase nunca fácil de lidar, e exige preparo e sensibilidade. Dessa forma, os profissionais de saúde, devem saber transmitir as informações para a paciente de maneira apropriada, devido forte fatores psicológico, físico e interpessoal que podem levar a numerosos conflitos, afetar os sintomas, o comportamento, os relacionamentos sociais, o prognóstico, a auto percepção da paciente e as atitudes de outros (SILVA, et al., 2005).

O profissional de enfermagem exerce um importante papel na prevenção da doença, desenvolvendo ações relacionadas ao rastreamento e detecção precoce do câncer de mama e assistência de enfermagem às mulheres. As ações de prevenção devem ser realizadas por profissionais capazes de gerenciar e atuar nos serviços de atenção primária a saúde na Estratégia de Saúde da Família (ESF), cuja finalidade é a promoção da saúde (RODRIGUES, et al., 2012).

O câncer de mama traz mudanças essenciais na vida de uma pessoa, sendo assim, procuraram identificar quais são os pensamentos e os sentimentos mais comuns vivenciados por mulheres depois do diagnóstico. As experiências e vivencias relacionada à doença, vivenciadas por cada mulher em seu âmbito individual, entretanto existem muitos sentimentos que acometem todas (VIEIRA, et al., 2007).


Diante do exposto, podemos levantar os seguintes questionamentos.

1. Quais os obstáculos encontrados pela mulher diagnosticada com CA de mama que a impedem ou dificultam de ter acesso ao tratamento na rede instituída de atendimento?

2. Que tipo de conexões ela vai construindo para superar os obstáculos?

3. Quais as repercussões emocionais associadas ao diagnóstico da doença?

4. Como as usuárias reagem diante do diagnóstico de câncer de mama?

5. Como os profissionais de saúde lidam frente os aspectos emocionais destas usuárias durante o tratamento e cuidados ambulatoriais com câncer de mama?




    1. HIPÓTESE

Uma mulher diagnosticada com CA de mama, desde a Unidade Básica de Saúde, até o hospital de alta complexidade como o Ophir Loyola, está sujeita a sofrimentos físicos e emocionais para conseguir realizar seu tratamento. Neste contexto, torna-se relevante a avaliação do itinerário por ela percorrido, o estado afetivo emocional dessas mulheres, bem como o tratamento dispensado pela equipe de profissionais de saúde. Sendo assim, levantamos as seguintes hipóteses (Específica – H1 e Nula – H0):



  1. H1- As vivências da mulher com CA de mama, durante seu percurso para acessar a rede de serviços, têm sido dificultadas;

  2. H0- As vivências da mulher com CA de mama, durante seu percurso para acessar a rede de serviços, têm sido facilitadas;

  3. H1- O tratamento e as vivências da mulher com CA de mama são um processo difícil e lento de ser realizados nas redes do SUS;

  4. H0- O tratamento e as vivências da mulher com CA de mama não são um processo difícil e lento de ser realizado nas redes do SUS;

  5. H1- O tratamento e as vivências da mulher com CA de mama fazem com que seu estado emocional fique comprometido.

  6. H0- O tratamento e as vivências da mulher com CA de mama não fazem com que seu estado emocional fique comprometido;

  7. H1- O tratamento e as vivências da mulher com CA de mama dependem de uma equipe de profissionais da saúde devidamente qualificada;

  8. H0- O tratamento e as vivências da mulher com CA de mama não dependem de uma equipe de profissionais de saúde devidamente qualificada;






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