Neylane paz ribeiro bezerra rosangela do socorro sousa costa rosely da silva barbosa silva



Baixar 301.52 Kb.
Página13/18
Encontro05.03.2018
Tamanho301.52 Kb.
#241
1   ...   10   11   12   13   14   15   16   17   18
Figura 1: Representação gráfica das Redes Polícêntricas horizontais (MENDES, 2011).
As RASs apresentam uma particularidade: seu ponto central de junção encontra-se na APS. As RASs são organizadas para o enfrentamento de uma situação de saúde particular, mediante uma etapa completa de atendimento, constituída de atenção primária, secundária e terciária, e a totalidade da atenção à saúde, sendo elas: ações de promovimento da saúde, de prevenção das situações de saúde e de gestão das situações de saúde determinado mediante interferência de cura, cuidado, restauração e paliação (MENDES, 2011).

Ainda para esse autor (MENDES, 2011) a RAS assume obrigações econômicas e sanitárias com a seus habitantes a ela anexados, na APS. Somente o desempenho de uma RAS vai conceber serventia para a população. O preço da atenção à saúde mostra se, na conexão mediante a qualidade dos efeitos financeiros, clínicos e humanísticos e os valores empregados no cuidado da saúde.

As características principais das RAS são: a existência de relações horizontais entre os locais de atenção, visando ter como o centro das atenções, a Atenção Básica como centro de comunicação; tendo como centro as demandas de saúde dos habitantes; a atenção de maneira continuada e integral é de sua responsabilidade, o cuidado da equipe multiprofissional; a distribuição de metas e a responsabilidade com os resultados sanitários e econômicos (BRASIL, 2014).
3.6 TIPOS DE REDES
São cinco as redes que dão suporte de apoio para a comunidade, de acordo com o MS (2014):

1. Rede Cegonha.

2. Rede de Atenção às Urgências e Emergências (RUE).

3. Rede de Atenção Psicossocial (Raps).

4. Rede de Cuidado à Pessoa com Deficiência.

5. Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas.


Para efeitos de interesse do presente projeto de pesquisa, focaremos especificamente na última Rede acima mencionada, passando a descrever, de forma geral, o seu funcionamento e conectando tal descrição à atenção à mulher com CA de mama. Nesse sentido, temos que a Rede de Atenção à Saúde de Pessoas que tem Doenças Crônicas vai atuar na Atenção Básica, na atenção especializada que é ambulatorial especializada, hospitalar e urgência e emergência, e nos sistemas de apoio, bem como sistemas logísticos ou coordenação e nas regulações (BRASIL, 2014).

Ainda segundo o MS (2014):
No Brasil, a mortalidade proporcional por câncer cresceu consideravelmente nas últimas décadas, acompanhando o cenário mundial. Este crescimento apresenta relação direta com a transição demográfica e epidemiológica verificada no País, que coloca em evidência as doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), entre as quais está o câncer. Ciente da necessidade de reestruturação da atenção às pessoas com doenças crônicas instituiu-se a Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), a partir da publicação da Portaria MS/GM nº 252, de 19 de fevereiro de 2013. A Rede tem como objetivo fomentar a mudança do modelo de atenção à saúde, fortalecendo e garantindo o cuidado integral às pessoas com doenças crônicas. Dessa forma, a implantação dessa Rede pretende suscitar mudanças na atenção à saúde das pessoas com doenças crônicas, entre elas, o câncer. Com chances altíssimas de cura, se forem descobertos e tratados adequadamente em estágios iniciais da doença, os cânceres do colo do útero e de mama tiveram seu controle reafirmado como prioridade no Plano de Fortalecimento da Rede de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer, lançado pela presidenta da República, em março de 2011.
Na visão de Mori (2013), a linha de desempenho relacionada ao câncer de mama envolve o auxílio técnico dos setores das coordenações no âmbito do estado, por meios das atividades que têm caráter de assistência cotidiano, no que diz respeito às ações e programas que estão relacionadas à referida linha. Criação de reunião a nível nacional com o propósito de realizar ações que integrem o planejar e também o avaliar; e a criação de boletins para anunciar a respeito dos indicadores relacionados ao Pacto pela Saúde (MORI, 2013).

Segundo Mori (2013), o MS realizou, em 2003, uma oficina de trabalho para debater e deliberar orientações no que diz respeito à contenção do câncer de mama, a partir desta oficina foi elaborado o Documento de Consenso do Controle de Câncer de Mama, que demostra orientações sobre a prevenção a detecção precoce o diagnóstico o tratamento e os cuidados paliativos para com o câncer de mama.

De acordo com o MS (2004):
“Detecção precoce: Rastreamento por meio do exame clínico da mama, para as todas as mulheres a partir de 40 anos de idade, realizado anualmente. Rastreamento por mamografia, para as mulheres com idade entre 50 a 69 anos, com o máximo de dois anos entre os exames; - Exame clínico da mama e mamografia anual, a partir dos 35 anos, para as mulheres pertencentes a grupos populacionais com risco elevado de desenvolver câncer de mama; - Garantia de acesso ao diagnóstico, tratamento e seguimento para todas as mulheres com alterações nos exames realizados. Mulheres com história familiar de pelo menos um parente de primeiro grau (mãe, irmã ou filha) com diagnóstico de câncer de mama, abaixo dos 50 anos de idade; - Mulheres com história familiar de pelo menos um parente de primeiro grau (mãe, irmã ou filha) com diagnóstico de câncer de mama bilateral ou câncer de ovário, em qualquer faixa etária; - Mulheres com história familiar de câncer de mama masculino; - Mulheres com diagnóstico histopatológico de lesão mamária proliferativa com atipia ou neoplasia lobular in situ”.

Os meios mais aplicados para diagnosticar o câncer de mama são o auto exame das mamas (AEM), o exame clínico das mamas (ECM) e o exame da mamografia (MMG). Quando esse processo acima mencionado é realizado de maneira adequada, possibilita às mulheres a condição de ter acesso a esses métodos e, se preciso, a posteriori ao tratamento rápido. Por isso, deve ser método indispensável para monitorar o câncer de mama (TAVARES, et al., 2011).

No caso do tratamento, a equipe multidisciplinar deve abordar a paciente com câncer de mama, almejando o total tratamento da usuária. Os modelos de terapia para o tratamento são: cirurgia radioterápica, quando o tratamento é loco-regional e, quando for necessário o tratamento sistêmico, exige-se a hormonioterapia e a quimioterapia (LBCC, 2006).

No que se refere à prática clínica relacionada aos cuidados paliativos, têm conceitos éticos fundamentados no que diz respeito à autonomia da usuária, assegurando uma assistência interdisciplinar, priorizando o diálogo e a oferta de métodos, tendo em vista o controle dos sinais. As finalidades dos cuidados paliativos são assegurar uma melhor qualidade de vida, controlar a dor e outros sintomas facilitando a desospitalização (BRASIL, 2004).


3.8 O CÂNCER DE MAMA: DAS ESTATÍSTICAS AOS ASPECTOS AFETIVOS E EMOCIONAIS DA DOENÇA
O câncer refere-se a um crescimento desordenado e maligno de células do corpo, que invadem os tecidos e órgãos, podendo alastrar-se para outras regiões caracterizando a metástase. Assim como a divisão é rápida, essas células acabam se tornando agressivas e incontroláveis para o corpo humano, acarretando a criação de tumores malignos, que seriam a acumulação dessas células cancerosas (CASTRO e JOB, 2010).

Os tratamentos para o CA de mama resumem-se em clínicos e cirúrgicos. Os cirúrgicos envolvem os tratamentos conservadores, aqueles que conservam a mama como as tumorectomias, quadrantectomias e os radicais - conhecidos como mastectomias. O tratamento clínico envolve vários tipos de medicamentos chamados quimioterápicos e hormonioterápicos, cada qual com sua função e efeito colateral (CASAGRANDE, 2012).

Representa a principal causa de morte por câncer em mulheres brasileiras e, em nível mundial, perde lugar apenas para o câncer de pulmão, simulando um grande problema de saúde pública em todo o mundo. O Brasil tem acompanhado as altas taxas de incidência e mortalidade de câncer de mama dos países desenvolvidos, entretanto, as medidas necessárias à prevenção, ao diagnóstico e ao controle da doença não têm sofrido o mesmo crescimento (SILVA e RIUL, 2011).

Além disso, o câncer de mama é a segunda neoplasia maligna mais frequente na população feminina, com uma estimação de 48.930 novos casos para o ano de 2006 no Brasil. O diagnóstico e o tratamento dessa neoplasia associam-se a ponderáveis repercussões psicológicas. Incidi em diversos quadros de depressão, ansiedade, ideação suicida, insônia e medo, que abrange desde o abandono pela família e amigos até o de recidiva e morte (CONDE, et al., 2006).

No estado do Pará, segundo as estimativas do INCA para o ano de 2001, ocorrerão 220 novos casos, representando uma taxa bruta de incidência de 7,19/100 000 mulheres e 90 óbitos com taxa de mortalidade de 2,91/100 000 mulheres (PEREIRA, 2001).



Dada as dificuldades de acesso ao tratamento, tanto pela demora em acessar a rede de atenção, quanto pelo adequado processo de tratamento ofertado pela rede, em maio de 2013, foi a lei nº 12.732 de 22 de novembro de 2012 (“popularmente” conhecida como a Lei dos 60 dias), que dispõe sobre o primeiro tratamento de pacientes com neoplasia comprovada e estabelece o prazo de 60 dias para o seu início. Porém a lei já está em vigor há dois anos e sua realização não acontece (HARTT, 2015).

O câncer de mama é uma doença extremamente temida por mulheres, dado que repercute intensamente em sua condição física, social e emocional. O diagnóstico é vivido tanto pela paciente quanto pela família como um momento de grande angústia, onde a probabilidade de morte e mutilação fazem-se presentes de forma pregnante. (RAMOS e LUSTOSA, 2009). Trata-se de um terrível problema de saúde pública no Brasil. É a principal neoplasia que tem agredido mulheres, podendo causar terríveis alterações físicas, emocionais, sociais e psicológicas, prejudicando a qualidade de vida das mesmas e consequentemente interferido na intervenção (MAKLUF, et al., 2006).
O atendimento psicológico mais utilizado como forma de tratamento, é iniciado imediatamente após o diagnóstico e definição da conduta terapêutica oncológica. Realiza-se uma avaliação psicológica individual, com apropriado planejamento dos atendimentos subsequente, que poderão ser em grupo, ou individual, dependendo do estado emocional e necessidades da paciente (BERGAMASCO e ANGELO, 2001).
3.10 ATUAÇÕES DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE NO TRATAMENTO DO CANCER DE MAMA COMO EU APAGUEI O 3.9, PRECISA AJUSTAR ESSA UMERAÇÃO DAQUI PRA FRENTE

A equipe multiprofissional de saúde que auxilia a paciente durante o tratamento com câncer precisa trabalhar em conjunto, prestando auxílio ao paciente e a família, respeitando as diferentes formas de aceitação de sua patologia e tratamento indicado, além disso, os profissionais necessitam ser habilitados para conhecer problemas e saber lidar com eles (PRÁ, et al, 2005).

“A enfermagem, assim como toda equipe de saúde, possui um papel essencial no tratamento do câncer de mama, sendo de extrema importância alguns cuidados, dentre os quais podemos citar: o esclarecimento ao paciente sobre a doença e suas opções de tratamento, a promoção do auto-cuidado, o apoio emocional, o alívio da dor, o tratamento das complicações, além de todo incentivo e coragem que o paciente necessita para enfrentar o câncer e suas possíveis consequências” (Bolzan, 2005 p. ???????).
Ao iniciar o primeiro contato de aproximação com a paciente de CA de mama deve-se respeitá-la, os profissionais de saúde são responsáveis pela orientação, oferecer assistência, necessitando sempre está disponíveis e cuidadosos para ajudá-la na fase de enfrentamento da patologia, seus sintomas e implicações que podem aparecer no decorrer da doença (MICHE, et al, 2012)

Para Miche, et al., (2012). O papel do enfermeiro é de auxiliador do paciente precisa ser capaz de identificar as necessidades de forma imediata tendo como ferramenta básica à observação, que pode ser decorrentes de conhecimento do próprio enfermeiro com o paciente, e as indiretas, que são aquelas sobrevindas de outros profissionais, prontuário do paciente e visitas.

Ainda para o mesmo autor, o acolhimento da paciente com câncer de mama é suma importância, pois o enfermeiro carece instituir um vínculo com seu paciente para que ela tenha confiança na assistência recebida, dando-lhe propriedade para conversar e explicar todas suas duvidas que seja pertinente para mesma.

“O cuidar é à base na atuação para que a assistência seja bem sucedida. Para isto, é imprescindível identificar as necessidades de sua paciente e familiar, numa perspectiva holística e humanizada. No desenvolvimento de suas atividades, os profissionais devem estar preparados para prestar atendimento tanto nos comprometimentos emocionais, psicológicos e sociais, quanto para auxiliar na adaptação de limitações decorrentes da evolução e/ou tratamento da doença. Sua atuação se dá junto aos pacientes, diminuindo suas angústias e ansiedades, cuidando, e amenizando os seus anseios, enfim, ajudando-os a crescer” (BARROS et al, 2015).

“A atuação da enfermeira no cotidiano do cuidar, portanto, deve se refletir numa assistência de enfermagem de qualidade que direciona para o cuidado, objetiva a melhoria da qualidade de vida da cliente e, ainda, permite o reconhecimento e a valorização do profissional ao estabelecer relação positiva e empática enfermeira-cliente” (Mota et al., 2006).

PARECE QUE ESTÁ VCS JÁ ESTÃO CANSADAS... DUAS CITAÇÕES EM SEGUIDA E QUE DEVERIAM ESTAR RECUADAS... AI AI AI... NUNCA FAÇAM ISSO, POIS EU JÁ AVISEI VÁRIAS VEZES.. ASSIM A MINHA PACIÊNCIA VAI ESGOTAR... NÃO PODEM COMETER OS MESMOS EQUÍVOCOS DE ANTES, POIS JÁ FORAM CHAMADAS ATENÇÃO PRA ESSE TIPO DE SITUAÇÃO!!!






  1. Baixar 301.52 Kb.

    Compartilhe com seus amigos:
1   ...   10   11   12   13   14   15   16   17   18




©psicod.org 2022
enviar mensagem

    Página principal
Universidade federal
santa catarina
Prefeitura municipal
processo seletivo
conselho nacional
concurso público
reunião ordinária
prefeitura municipal
universidade federal
ensino superior
Processo seletivo
ensino fundamental
ensino médio
minas gerais
seletivo simplificado
Conselho nacional
oficial prefeitura
terapia intensiva
Curriculum vitae
Boletim oficial
direitos humanos
Concurso público
Universidade estadual
saúde mental
educaçÃo infantil
educaçÃo física
saúde conselho
Centro universitário
Conselho regional
Poder judiciário
assistência social
santa maria
Excelentíssimo senhor
ciências humanas
Atividade estruturada
políticas públicas
ResoluçÃo consepe
Colégio estadual
Dispõe sobre
ensino aprendizagem
recursos humanos
outras providências
Conselho municipal
secretaria municipal
catarina prefeitura
público federal
educaçÃo universidade
psicologia programa
Serviço público
Componente curricular
Corte interamericana