M unicípio de concórdia


Aspectos Históricos do Município



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2.1.1 Aspectos Históricos do Município

Um dos fatores preponderantes ao desenvolvimento da colonização da região de Concórdia foi a construção da ferrovia que ligava o Estado do Rio Grande do Sul a São Paulo, motivo pelo qual a povoação do Município iniciou em zonas próximas às estações ferroviárias (FERREIRA, 1992).

Em 1910, famílias já se estabeleceram em Volta Grande (hoje uma comunidade do Município de Alto Bela Vista), antecedendo outras várias que se fixaram no local. Concórdia foi projetada para servir de sede à propriedade Rio do Engano, da Empresa Brazil Railway Company, responsável pela construção da referida ferrovia e colonização das terras circunvizinhas, recebidas do governo paranaense, por meio de um acordo.

Entre 1920 e 1935, no Município, predominavam áreas de sertão, com residências distintas uma das outras, a maioria de caboclos refugiados da batalha do Irani. Mais tarde, o Governo Federal, preocupado com a colonização do sul do país por europeus, iniciou uma campanha para atrair agricultores do Rio Grande do Sul, os quais começaram a se estabelecer na região de Queimados (hoje Concórdia).

Uma das características principais da colonização foi a implantação do regime de pequenas propriedades, variando de 8 a 15 alqueires paulistas, atraindo grandes levas de colonos de origem germânica e italiana, vindos do Rio Grande do Sul, que se dedicaram à agricultura e à criação de suínos.

Em 1917, é criado o distrito e a sede da companhia colonizadora que é transferida para Concórdia. Segundo os próprios imigrantes, o que mais motivou a vinda para a região, foi o solo, o clima, a agricultura e a semelhança dessa região com as europeias de onde vieram os imigrantes para o Rio Grande do Sul (FERREIRA, 1992, p. 61).

Nesse modelo, cuja pequena propriedade foi alavanca para o desenvolvimento do Município de Concórdia, os colonos, cultivavam inicialmente produtos como milho, trigo, feijão, fumo, mandioca e batata. A Companhia Mosele, por meio de seus sócios - João e Leonel Mosele –, distribuiu aos agricultores mudas de vinhas, ovos de aves de raça e reprodutores de suínos, sendo que deste último se obteve muito sucesso, chegando ao final da década de 30, a mais de cem mil cabeças (FERREIRA, 1992).

Isso, mais tarde, representaria para o Município o impulso necessário à instalação de abatedouros e, posteriormente, de um dos maiores frigoríficos do país. Logo após a emancipação, o Município contava com dois moinhos para a moagem do trigo e do milho, duas selarias, três curtumes, duas serrarias, dois abatedouros, uma ferraria, uma sapataria e uma oficina mecânica (FERREIRA, 1992). A colonização do Município de Concórdia está fortemente ligada à ocupação do Oeste Catarinense.




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