M unicípio de concórdia


DANÇA E EXPRESSÃO CORPORAL



Baixar 4.14 Mb.
Página23/57
Encontro04.03.2018
Tamanho4.14 Mb.
1   ...   19   20   21   22   23   24   25   26   ...   57
DANÇA E EXPRESSÃO CORPORAL

Ciclo

Início

Fim

CH

Vagas

EC

I

C

E

D

T

DANÇA E EXPRESSÃO CORPORAL - PRESENCIAL CONCOMITANTE - AGO. 2012 / DEZ. 2012

17/8/2012

21/12/2012

160

40

0

0

39

0

0

0

DANÇAS GAUCHAS - PRESENCIAL - SUBSEQUENTE - MAR. 2011 / DEZ. 2011

1/3/2011

23/12/2011

160

45

0

0

41

0

0

0

TOTAIS

85

0

0

80

0

0

0

MÚSICA

Ciclo

Início

Fim

CH

Vagas

EC

I

C

E

D

T

MÚSICA -ACORDEON - PRESENCIAL CONCOMITANTE - MAR. 2011 / JUL. 2012

21/3/2011

27/7/2012

160

25

0

0

22

0

0

0

MÚSICA -VIOLÃO - PRESENCIAL - SUBSEQUENTE - MAR. 2011 / MAR. 2012

21/3/2011

30/3/2012

160

50

0

0

47

0

0

0

TOTAIS

75

0

0

69

0

0

0

PADEIRO CONFEITEIRO

Ciclo

Início

Fim

CH

Vagas

EC

I

C

E

D

T

PADEIRO CONFEITEIRO - PRESENCIAL - SUBSEQUENTE - SET. 2012 / DEZ. 2012

5/9/2012

14/12/2012

200

25

0

0

17

8

0

0

TOTAIS

25

0

0

17

8

0

0

QUALIFICAÇÃO BÁSICA EM AGROINDÚSTRIA

Ciclo

Início

Fim

CH

Vagas

EC

I

C

E

D

T

FIC – QUALIFICAÇÃO BASICA EM AGROINDUSTRIA – PROEJA PRESENCIAL - JUN. 2011 / SET. 2012

7/6/2011

28/9/2012

200

16

0

0

16

0

0

0

TOTAIS

16

0

0

16

0

0

0

QUALIFICAÇÃO EM SOFTWARE LIVRE

Ciclo

Início

Fim

CH

Vagas

EC

I

C

E

D

T

QUALIFICAÇÃO EM SOFTWARE LIVRE - PRESENCIAL - MAR. 2012 / JUL. 2012

13/3/2012

12/7/2012

160

15

0

0

13

0

0

0

TOTAIS

15

0

0

13

0

0

0

SOFTWARE LIVRE II UTILIZAÇÃO DE FERRAMENTAS DE ESCRITÓRIO

Ciclo

Início

Fim

CH

Vagas

EC

I

C

E

D

T

SOFTWARE LIVRE II UTILIZAÇÃO DE FERRAMENTAS DE ESCRITORIO - PRESENCIAL - SUBSEQUENTE - AGO. 2012 / DEZ. 2012

7/8/2012

13/12/2012

160

20

0

0

20

0

0

0

TOTAIS

20

0

0

20

0

0

0

AGRICULTOR FAMILIAR

AGRICULTOR FAMILIAR - PRESENCIAL - CONCOMITANTE

06/05/13

11/101/13

200

20

0

0

7

0

0

0

TOTAIS

20

0

0

7

0

0

0

MULHERES MIL

Ciclo

Início

Fim

CH

Vagas

EC

I

C

E

D

T

MULHERES MIL

19/06/13

06/11/13

160

100

0

0

52

38

0

0

TOTAIS

100

0

0

52

38

0

0

Fonte: Dados fornecidos pela própria Instituição (2015)

EC = Em Curso

I = Integralizado em fase escolar

C = Concluído

E = Evadido

D = Desligado

T = Transferido (Externo)
Ressalta-se que o SENAC não forneceu os dados para a realização deste diagnóstico.

Estes dados revelam o atendimento de diferentes áreas no Município de Concórdia. Contudo, ainda existe a necessidade de ampliar a oferta, para atender a demanda de mercado, em outras áreas profissionais, devendo, comtemplar ainda, a diversidade socioeconômica e cultural que o Município apresenta.

O Decreto Federal nº 5.154, de 23 de julho de 2004, que regulamenta o § 2º do art. 36 e os arts. 39 a 41 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, define os seguintes níveis de Educação Profissional:


Art. 1º - A educação profissional será desenvolvida por meio de cursos e programas de:

I - qualificação profissional, inclusive formação inicial e continuada de trabalhadores;

II - educação profissional técnica de nível médio; e

III - educação profissional tecnológica de graduação e de pós-graduação.

Os cursos e programas da educação profissional de que tratam os incisos I e II do caput serão organizados por regulamentação do Ministério da Educação em trajetórias de formação que favoreçam a continuidade da formação.      

Para os fins do disposto neste Decreto, consideram-se itinerários formativos ou trajetórias de formação as unidades curriculares de cursos e programas da educação profissional, em uma determinada área, que possibilitem o aproveitamento contínuo e articulado dos estudos.      

Será permitida a proposição de projetos de cursos experimentais com carga horária diferenciada para os cursos e programas organizados na forma prevista no § 1º, conforme os parâmetros definidos em ato do Ministro de Estado da Educação.  
Art. 2º  A educação profissional observará as seguintes premissas:

        I - organização, por áreas profissionais, em função da estrutura sócio-ocupacional e tecnológica;

II - articulação de esforços das áreas da educação, do trabalho e emprego, e da ciência e tecnologia;       

III - a centralidade do trabalho como princípio educativo; e      

IV - a indissociabilidade entre teoria e prática.
Art. 3º  Os cursos e programas de formação inicial e continuada de trabalhadores, referidos no inciso I do art. 1o, incluídos a capacitação, o aperfeiçoamento, a especialização e a atualização, em todos os níveis de escolaridade, poderão ser ofertados segundo itinerários formativos, objetivando o desenvolvimento de aptidões para a vida produtiva e social.

         § 1º  Quando organizados na forma prevista no § 1º do art. 1º, os cursos mencionados no caput terão carga horária mínima de cento e sessenta horas para a formação inicial, sem prejuízo de etapas posteriores de formação continuada, inclusive para os fins da Lei nº 12.513, de 26 de outubro de 2011.       

        § 2o  Os cursos mencionados no caput articular-se-ão, preferencialmente, com os cursos de educação de jovens e adultos, objetivando a qualificação para o trabalho e a elevação do nível de escolaridade do trabalhador, o qual, após a conclusão com aproveitamento dos referidos cursos, fará jus a certificados de formação inicial ou continuada para o trabalho.


Art. 4o  A educação profissional técnica de nível médio, nos termos dispostos no § 2o do art. 36, art. 40 e parágrafo único do art. 41 da Lei no 9.394, de 1996, será desenvolvida de forma articulada com o ensino médio, observados:

        I - os objetivos contidos nas diretrizes curriculares nacionais definidas pelo Conselho Nacional de Educação;

        II - as normas complementares dos respectivos sistemas de ensino; e

        III - as exigências de cada instituição de ensino, nos termos de seu projeto pedagógico.

        § 1o  A articulação entre a educação profissional técnica de nível médio e o ensino médio dar-se-á de forma:

        I - integrada, oferecida somente a quem já tenha concluído o ensino fundamental, sendo o curso planejado de modo a conduzir o aluno à habilitação profissional técnica de nível médio, na mesma instituição de ensino, contando com matrícula única para cada aluno;

        II - concomitante, oferecida somente a quem já tenha concluído o ensino fundamental ou esteja cursando o ensino médio, na qual a complementaridade entre a educação profissional técnica de nível médio e o ensino médio pressupõe a existência de matrículas distintas para cada curso, podendo ocorrer:

        a) na mesma instituição de ensino, aproveitando-se as oportunidades educacionais disponíveis;

        b) em instituições de ensino distintas, aproveitando-se as oportunidades educacionais disponíveis; ou

        c) em instituições de ensino distintas, mediante convênios de intercomplementaridade, visando o planejamento e o desenvolvimento de projetos pedagógicos unificados;

        III - subsequente, oferecida somente a quem já tenha concluído o ensino médio.

        § 2o  Na hipótese prevista no inciso I do § 1o, a instituição de ensino deverá, observados o inciso I do art. 24 da Lei no 9.394, de 1996, e as diretrizes curriculares nacionais para a educação profissional técnica de nível médio, ampliar a carga horária total do curso, a fim de assegurar, simultaneamente, o cumprimento das finalidades estabelecidas para a formação geral e as condições de preparação para o exercício de profissões técnicas.




Art. 5o  Os cursos de educação profissional tecnológica de graduação e pós-graduação organizar-se-ão, no que concerne aos objetivos, características e duração, de acordo com as diretrizes curriculares nacionais definidas pelo Conselho Nacional de Educação.

Art. 6o  Os cursos e programas de educação profissional técnica de nível médio e os cursos de educação profissional tecnológica de graduação, quando estruturados e organizados em etapas com terminalidade, incluirão saídas intermediárias, que possibilitarão a obtenção de certificados de qualificação para o trabalho após sua conclusão com aproveitamento.

        § 1o  Para fins do disposto no caput considera-se etapa com terminalidade a conclusão intermediária de cursos de educação profissional técnica de nível médio ou de cursos de educação profissional tecnológica de graduação que caracterize uma qualificação para o trabalho, claramente definida e com identidade própria.

        § 2o  As etapas com terminalidade deverão estar articuladas entre si, compondo os itinerários formativos e os respectivos perfis profissionais de conclusão.




Art. 7o  Os cursos de educação profissional técnica de nível médio e os cursos de educação profissional tecnológica de graduação conduzem à diplomação após sua conclusão com aproveitamento.


Parágrafo único.  Para a obtenção do diploma de técnico de nível médio, o aluno deverá concluir seus estudos de educação profissional técnica de nível médio e de ensino médio.

3.1.2.2 Educação de Jovens e Adultos


A EJA é uma modalidade de ensino contemplada na Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 como direito legal, tendo em vista que nela se garante o acesso à educação a todos os cidadãos, inclusive aos que não o tiveram na idade própria. Desde a implantação da República, se observavam ações esporádicas visando combater o analfabetismo, mas, é a partir da década de 1950 que acontece a criação de programas que associam o acesso à Educação com o desenvolvimento do país.

A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 determina ainda, como um dos objetivos do Plano Nacional de Educação, a integração de ações do Poder Público que conduzam à erradicação do analfabetismo (art. 214, I). E, quando se fala em analfabetismo, em geral, se remete àquela parcela da população que, por diferentes motivos, não teve oportunidades de escolarização na infância e adolescência. Dessa forma, pode-se considerar que os déficits do atendimento no Ensino Fundamental obrigatório resultaram, ao longo dos anos, num grande número de jovens, adultos e idosos que não tiveram acesso ou não lograram terminá-lo. Por isso, atribuiu-se à Educação de Jovens e Adultos um caráter de ensino acelerado, de suplência e de dívida social, condicionando sua existência a essas demandas. Tais características persistiram por muitas décadas e, ainda hoje, se refletem no senso comum, embora a legislação atual busque novas perspectivas que primam, também, pela continuidade e qualidade dos estudos de jovens e adultos que retornam ou ingressam no sistema escolar de ensino.

O cenário de analfabetismo vai se redesenhando com o passar dos anos, tendo em vista que desde a obrigatoriedade da oferta do Ensino Fundamental e da frequência para alunos com idade até dezessete anos, o índice daqueles que chegam à fase adulta sem saber ler e escrever decresce a cada ano. Sabe-se, porém, que devido às grandes diferenças regionais existentes em nosso país, este fator assume diversas realidades.

No Município de Concórdia, pode-se considerar que, embora se tenha alcançado progressos em relação a essa questão, o percentual de analfabetos, de acordo com o censo do IBGE/2010 do sexo masculino é de 3,50% e do sexo feminino é de 3,69%. Estes residem em maior percentual na zona rural, cerca de 5,70%, e na área urbana, cerca de 3,06%.

Os motivos para que este cenário, caracterizado pela pouca escolaridade, fosse configurado ao longo dos anos, são vários, dentre os quais é possível citar: regiões afastadas do centro da cidade, falta de transporte escolar na época em que os atuais alunos de EJA deveriam ter frequentado o Ensino Fundamental, abandono, devido ao precoce ingresso no mercado de trabalho, e, mesmo, o fracasso escolar. Desse modo e a partir dessas constatações, inúmeras ações foram desenvolvidas no Município de Concórdia nos últimos anos, por meio das diferentes esferas, procurando atender às demandas, tanto no espaço urbano quanto rural. Hoje, percebe-se que a demanda de EJA está no Ensino Médio, por se tratar de uma exigência do mundo do trabalho, o que também requer dos órgãos públicos, e de toda a sociedade, uma mobilização no sentido de assegurar frequentes oportunidades educacionais no decorrer da vida profissional do trabalhador.

A demanda da educação de jovens e adultos é uma constante preocupação, por se tratar da busca de oportunidades educacionais para todos os cidadãos. Espera-se que, na medida em que for atendida a demanda de Educação Básica, seja oportunizado o acesso à Educação Continuada como forma de redução dos fatores de exclusão social, garantindo qualidade de vida aos cidadãos concordienses.

Para a realização das ações, faz-se necessário um pacto social, no qual todos os segmentos responsáveis pela condução dos destinos de Concórdia sejam parceiros, assegurando, no decênio, oportunidades educacionais aos jovens e adultos que necessitam deste atendimento.

A Modalidade de EJA, no Município de Concórdia, é ofertada pelas Redes Estadual, Municipal e Particular de Ensino, na Educação Básica, conforme quadro abaixo:


Tabela 21 – Oferta da EJA nas Redes de Ensino de Concórdia


Rede de ensino

Instituição

N° matrícula 2015

% alunos atendidos

Estadual

Centro de Educação de Jovens e Adultos (CEJA)4

782

59,6%

Municipal

Supletivo Presencial com Avaliação no Processo5

31

2,3%

Privada

Serviço Social da Indústria – SESI6

500

38,1%

Total

1313

100%

Fonte: Dados fornecidos pelas diferentes Redes de Ensino que atendem a EJA (Abr. 2015).
Cada Rede possui sua forma de organização curricular, respeitando a legislação vigente e adequada ao que prevê o Parecer n° 10/2000, do Conselho Nacional de Educação.

O Centro de Educação de Jovens e Adultos – CEJA de Concórdia atende os seguintes municípios pertencentes a VI Secretaria de Desenvolvimento Regional – SDR: Piratuba, Irani, Presidente Castello Branco, Alto Bela Vista, Peritiba, Ipira e Concórdia.

Atualmente, o CEJA de Concórdia oferece Alfabetização, Nivelamento e Ensino Fundamental e Médio, contando com as modalidades:

  • Primeiro Segmento - Alfabetização

Destina-se aos alunos que ainda não são alfabetizados, ou seja, não sabem codificar e decodificar (códigos e números), ler e interpretar.

  • Segundo Segmento - Anos Iniciais do Ensino Fundamental

É destinado aos jovens e adultos que já estão alfabetizados, mas necessitam aprimorar conteúdos do 2º ao 5º ano.

  • Espaços de Privação de Liberdade (Unidades Prisionais / Unidades Socioeducativas - CASEP)

São oferecidos cursos de Ensino Fundamental Anos Iniciais / Anos Finais e Ensino Médio, para que os adolescentes, jovens e adultos que cumprem pena ou medida socioeducativa, possam iniciar, continuar ou concluir a sua escolaridade. Neste formato, permanece o Ensino Presencial por Disciplina, conforme Parecer nº 203, aprovado em 28 de agosto de 2012 e o que trata a Resolução CEE/SC nº 110/2012, do Conselho Estadual de Educação.

  • Ensino Presencial por Disciplina:

Modalidade de ensino destinada a jovens e adultos, implantada em Concórdia no dia 25 de fevereiro de 2013, obedece às Resoluções CEB/CNE nºs. 03/2010, da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação e CEE/SC 074/2010, do Conselho Estadual de Educação, que preveem o tempo mínimo, a carga horária mínima e a metodologia integralmente presencial. As aulas realizam-se na forma presencial, de forma que:

  • O aluno do Ensino Fundamental terá que cursar as 2 (duas) etapas em todas as disciplinas, para conclusão do curso. Cada etapa corresponde a 1 (um) semestre, observando que as disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática deverão ser cursadas duas vezes por semana. O aluno que frequentar os 5 (cinco) dias da semana concluirá o curso em dois anos.

  • O aluno do Ensino Médio terá que cursar uma etapa em cada disciplina, para a conclusão do curso. Cada etapa corresponde a 1 (um) semestre, observando que as disciplinas de Língua Portuguesa, Matemática e Biologia deverão ser cursadas duas vezes por semana. O aluno que frequentar os 5 (cinco) dias da semana concluirá o curso em um ano e meio.

  • O aluno deverá cursar a disciplina de Ciências, Cultura, Tecnologia e Trabalho (CCTT) no(s) dia(s) da(s) disciplina(s) escolhida(s).

  • O número diário de aulas deverá ser de 5 horas/aula por turno.

  • Serviço de Atendimento Educacional Especializado – SAEDE

É uma atividade de caráter pedagógico, prestado por profissional da Educação Especial, voltado ao atendimento das especificidades dos alunos com deficiência, condutas típicas ou altas habilidades matriculadas na rede regular de ensino.

O CEJA pode ofertar, no semestre, quantas disciplinas forem necessárias para atender a demanda, sendo as matrículas semestrais. A escola possui turmas distribuídas nos três turnos, de segunda a sexta-feira.

A Rede Municipal de Ensino possui, na Escola Básica Municipal Concórdia, turmas que atendem de acordo com as demandas existentes. A organização curricular é regida pela Resolução nº 06/2012/CME, do Conselho Municipal de Educação, que estabelece diretrizes para a EJA do Sistema Municipal de Ensino de Concórdia. A carga horária está assim distribuída:
Art. 6° - Os anos iniciais do Ensino Fundamental terão duração de dois anos e meio, divididos em cinco semestres, do 1º ao 5º ano, sendo:


  1. 315 horas presenciais e 85 horas de atividades à distância, perfazendo um total de 400 horas semestrais;

  2. mínimo de 2000 horas ao final desta etapa, conforme demonstrado abaixo:




Presenciais

À distância

315 x5 = 1575

85x5 = 425

TOTAL:

2000

Art. 7° - Os anos finais do Ensino Fundamental terão duração de dois anos, divididos em quatro semestres, do 6º ao 9º ano ou 5ª a 8ª séries, sendo:



  1. 315 horas presenciais e 85 horas de atividades à distância, perfazendo um total de 400 semestrais;

  2. 1600 horas para a conclusão desta etapa, conforme demonstrado abaixo:




Presenciais

À distância

315 x4 = 1260

85x4 = 340

TOTAL:

1600

Parágrafo Único - As atividades didáticas de educação à distância, serão orientadas por profissionais habilitados, por meio de projetos desenvolvidos e apresentados através de Seminários, Fóruns, entre outros, respaldado pelo Projeto Político Pedagógico – PPP, da unidade escolar.

Art. 18 - É permitido o ingresso do aluno em qualquer fase, etapa, período ou módulo nos cursos de Educação para Jovens e Adultos, respeitados o PPP da instituição, o disposto nas normas vigentes e, em especial, no que concernem, os artigos 23 e 24 da Lei Federal nº 9.394/1996.


O Programa Sesi Educação para o Mundo do Trabalho, ação desenvolvida pelo Serviço Social da Indústria – SESI, junto a funcionários da empresa Brasil Foods e outras empresas do Município, mediante convênio firmado com estas, desenvolve uma metodologia específica de Educação a Distância – EAD – Sesi Educa para aprendizagem de seus alunos, com material próprio. Nesta, destaca-se: softwares (matemática, artes, nova ortografia, produção textual e demais cursos de educação continuada) e laboratório Digital Móvel (física, química, biologia e ciências e sala de matemática). Também se dá destaque ao programa de Educação do Grupo Lego (Robótica), material didático no qual os alunos constroem, com peças de LEGO, equipamentos e sistemas como balanças, alavancas e guindastes, para aprender de forma prática conceitos das áreas exatas, contextualizado com o trabalho na indústria.

Nos últimos anos, devido às garantias previstas na legislação, a EJA conta com profissionais graduados nas áreas em que atuam, em todas as esferas administrativas, o que demonstra que a formação dos profissionais também é um elemento relevante na busca da qualidade para esta modalidade de ensino. Cada rede também organiza a formação continuada de seus profissionais.



3.1.2.3 Educação Especial

A Educação Especial é uma modalidade de Ensino que, segundo a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, “perpassa todos os níveis, etapas e modalidades, realiza o atendimento educacional especializado, disponibiliza os recursos e serviços e orienta quanto sua utilização no processo de ensino e aprendizagem nas turmas comuns do ensino regular” (BRASIL, 2010, p.21)

O caminho percorrido por esta modalidade influenciou muito nas diversas formas de ver e trabalhar a pessoa com deficiência, partindo do infanticídio, passando pelo dogma, pela visão organicista (científico), consequentemente pelo processo de normalização, integração e chegando aos dias de hoje, com a inclusão. Dentre as conquistas e avanços legais deste segmento, destacam-se: a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, a Declaração de Jomtiem – Tailândia de 1990, o ECA, a Declaração de Salamanca de 1994, LDBEN, a Convenção de Guatemala de 1999 e a Resolução CNE/CEB nº 2/2001, de 11 de setembro de 2001.

No ano de 2003, o Ministério da Educação – MEC implementa o Programa Educação Inclusiva: direito à diversidade, com o objetivo de apoiar a transformação dos sistemas de ensino em sistemas educacionais inclusivos, promovendo um amplo processo de formação de gestores e educadores nos municípios brasileiros para a garantia do direito de acesso de todos à escolarização, à oferta do atendimento educacional especializado e à garantia da acessibilidade.

Em 2006, a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, aprovada pela ONU e da qual o Brasil foi signatário, estabelece que os Estados-Partes devem assegurar um sistema de educação inclusiva em todos os níveis de ensino, em ambientes que maximizem o desenvolvimento acadêmico e social compatível com a meta da plena participação e inclusão, adotando medidas para garantir que as pessoas com deficiência possam ter acesso ao Ensino Fundamental inclusivo de qualidade, gratuito e em igualdade de condições com as demais pessoas na comunidade em que vivem.

Neste ano, o Estado de Santa Catarina deflagra a Política de Educação Especial do Estado de Santa Catarina, mantendo alguns de seus serviços e inovando ao propor a transformação das escolas especiais mantidas pelas Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais – APAEs, em Centros de Atendimento Educacional Especializado em Educação Especial – CAESPs, o que permite a estas instâncias oferecer serviços de educação, saúde e assistência social e também manter o atendimento a crianças e adolescentes em idade escolar com severos comprometimentos mentais, dependendo da manifestação de suas famílias pela frequência exclusiva nos CAESPs.

Fundamentado nas diretrizes da Política de Educação Especial, o Conselho Estadual de Educação aprovam a Resolução de nº 112, de 12 de dezembro de 2006, a qual fixa normas para a Educação Especial no Sistema Estadual de Educação de Santa Catarina.

No ano de 2008, o Ministério da Educação lança a Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva, a qual tem como objetivo o acesso, a participação e a aprendizagem dos alunos com deficiência, transtorno global do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação em todas as etapas e níveis da educação.

A difusão da atual política refletiu significativamente no aumento do número de matrículas de alunos com deficiência no ensino regular, conforme Tabela 22.
Tabela 22 – Educação Especial: Evolução do total de matrículas no ensino regular e EJA por dependência administrativa (2007-2013)


Ano

Municipal

Estadual

Federal

Privada

2007

49

32

01

03

2008

68

32

-

05

2009

80

46

-

05

2010

111

47

-

05

2011

121

49

01

06

2012

126

50

-

05

2013

136

70

-

06

Fonte: Informações das redes de ensino

Obs.: Dados computados fora da data base do Censo no ano de 2013.

Analisando estes dados, pode-se verificar que o número de matrículas nas classes comuns do ensino regular e EJA apresentou, nas redes municipal e estadual, aumento contínuo. Na esfera federal, não houveram matrículas na maior parte do período analisado. Na esfera privada, o número de matrículas oscilou. Por meio da análise da tabela, podemos considerar que muitos alunos com deficiência não estão efetuando matrícula, e, portanto, cursando, a etapa do Ensino Médio. Tem-se a perspectiva de que com a alteração da idade obrigatória da Educação Básica (de 4 a 17 anos), alterada pela Lei Federal nº 12.796, de 4 de abril de 2013, as matrículas a nível de Ensino Médio tendem a aumentar. Com relação às classes especiais e escolas exclusivamente especializadas, não há no Município de Concórdia esta modalidade para a oferta de educação regular. As entidades APAE e Associação de Pais e Amigos dos Surdos – APAS atuam como Centro de Atendimento Educacional Especializado.

Tabela 23 – Educação Especial: total de matrículas por etapa de ensino e dependência administrativa – Concórdia – 2013.




Modalidade

De Ensino

Etapa de

Ensino

Dependência Administrativa

Municipal

Estadual

Federal

Privada

Total

EDUCAÇÃO ESPECIAL



Educação Infantil

16

00

00

04

20

Ensino Fundamental

65

47

00

01

93

Ensino Médio

00

18

00

00

18

Educação de Jovens e Adultos

00

05

00

01

06

Fonte: Censo Escolar (2014)
Os dados da Tabela 23 demonstram a possibilidade de abertura e a procura das famílias de pessoas com deficiência para o ingresso na Educação Infantil, mesmo que isto aconteça como força de lei. Também nesta tabela é possível considerar, que o número de matrículas na etapa do ensino fundamental, é superior ao da etapa de Ensino Médio, trazendo-nos a compreensão de que as pessoas com deficiência não estão acessando essa etapa de ensino.

Ancorado nas diretrizes da atual política, o Conselho Nacional de Educação, aprovou a Resolução nº 04, de 2 de outubro de 2009, a qual fixa as normas para o Atendimento Educacional Especializado - AEE, define público alvo da educação especial, estabelece a interface da educação especial na educação indígena, do campo e quilombola, estabelece que cabe aos sistemas de ensino disponibilizar as funções de instrutor, tradutor/intérprete de libras e guia-intérprete, bem como de monitor ou cuidador dos alunos com necessidade de apoio nas atividades de higiene, alimentação, locomoção, entre outras, que exijam auxílio constante no cotidiano escolar.

Segundo as diretrizes da atual política, o Atendimento Educacional Especializado tem como função identificar, elaborar e organizar recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos, considerando suas necessidades específicas. As atividades desenvolvidas no Atendimento Educacional Especializado diferenciam-se daquelas realizadas na sala de aula comum, não sendo substitutivas à escolarização. Esse atendimento complementa e/ou suplementa a formação dos alunos com vistas à autonomia e independência na escola e fora dela, sendo ofertado obrigatoriamente no turno contrário ao da escolarização regular.

Com o propósito de estimular o acesso dos alunos público da educação especial, ao Atendimento Educacional Especializado, o Decreto Federal nº 7.611, de 17 de novembro de 2011, em seu art. 4º, estabelece que será assegurado, por meio do Poder Público, a dupla matrícula nos termos do art. 9º-A do Decreto Federal nº 6.253, de 13 de novembro de 2007.

Mediante as normas e diretrizes instituídas pelas Resoluções Nacional e Estadual, o Município de Concórdia, por meio do Conselho Municipal de Educação estabeleceu, no ano de 2010, a Resolução nº 08, a qual fixa normas para a Educação Especial do Sistema Municipal de Ensino de Concórdia, SC.

Gráfico 20 – Evolução do total de matrículas no AEE - Atendimento Educacional Especializado por dependência administrativa – Concórdia – 2011 a 2013.


Fonte: Dados coletados nas próprias Instituições


O Gráfico 20, representa a evolução do total de matrículas no AEE, demonstra a progressão deste serviço ao longo do período de 2011 a 2013, abarcando o número crescente de pessoas com deficiência no Município. Considera-se, para esta apresentação e análise, a entidade APAE, como filantrópica. Os dados com relação ao número de matrículas de alunos no Atendimento Educacional Especializado foram coletados diretamente nas fontes.

A contratação dos profissionais que prestam o Atendimento Educacional Especializado nas salas de AEE ocorre por meio de processos seletivos para contratos temporários, ou por efetivação através de concurso público. As exigências para a contratação são estabelecidas de acordo com critérios próprios de cada dependência administrativa.

Em Concórdia, os serviços de Atendimento Educacional Especializado são ofertados nos seguintes segmentos, entidades e instituições:


  • Rede Regular de Ensino:

  1. Educação Básica e Educação de Jovens e Adultos;

  1. Sala de Recursos Multifuncionais;

  2. Serviço de Atendimento Educacional Especializado – SAEDEs.

  • Centros de Atendimento Educacional Especializado – CAESPs:

  1. CAESP – Deficiência Mental (APAE) – Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais, foi fundada no ano de 1973, caracteriza-se como entidade de caráter filantrópico, sem fins lucrativos, bem como é a mantenedora da Escola Recanto Azul, transformada, por meio da Política de Educação Especial do Estado de Santa Catarina, em Centro de Atendimento Educacional Especializado em Educação Especial (CAESPs), o que permite a esta instância oferecer serviços de educação, saúde e assistência social;

  2. CAESP – Deficiência Auditiva (APAS) – Associação de Pais e Amigos dos Surdos, foi aprovada pelo Conselho Estadual de Educação, através do Parecer n° 319, de 6 de novembro de 2012. Após a aprovação no Conselho Estadual, a APAS firmou Convênio com a Fundação Catarinense de Educação Especial – FCEE, que autorizou o funcionamento do Centro Educacional de Atendimento Especializado – CAESP e a contratação de professores. Neste CAESP, são desenvolvidas Oficinas Pedagógicas, entre elas: Estimulação Essencial, Libras, Língua Portuguesa, Preparação para o Trabalho e Informática Educativa, atendendo indivíduos surdos a partir de 0 (zero) anos;

  3. SAEDE – Serviço de Atendimento Educacional Especializado ofertado preferencialmente na rede regular de ensino, pelo Sistema Estadual de Ensino. A partir da Política de Educação Especial do Estado de Santa Catarina, as Salas de Recursos e os Serviços de Apoio Pedagógico passaram a ser compreendidos como Serviço de Atendimento Educacional Especializado – SAEDEs, sendo denominado em sua especificação pela área de atendimento.

A Educação Especial assume a cada ano maior importância na perspectiva de atender as crescentes exigências de uma sociedade em processo de transformação e democratização, que só será alcançada quando todas as pessoas, indiscriminadamente, tiverem acesso à informação, ao conhecimento e aos meios necessários para formação da plena cidadania.

Em 2013, o Município registrou 212 matrículas de pessoas com deficiência, transtorno global do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação na educação básica, conforme ilustram os Gráficos 21 e 22.


Gráfico 21 – Número Total de Matrículas de Pessoas com Deficiência no Município – 2013.

Fonte: Dados das Redes de Ensino


Gráfico 22: Educação Especial: Total de Matrículas por Dependência Administrativa – 2013.


Fonte: Dados das Redes de Ensino


Importante destacar que atualmente Concórdia conta com o Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência – CMPCD, criado pela Lei Municipal nº 4.567, de 9 de setembro de 2013, com o objetivo de assegurar o pleno exercício dos direitos individuais e sociais da pessoa com deficiência.

Sobre a Educação Especial no Município, considerando os avanços até aqui conquistados, é possível visualizar a validade das ações implementadas, bem como, os desafios que precisam ser estabelecidos para que seja possível concretizar o proposto na meta 47 do Plano Nacional de Educação.


3.1.2.4 Educação Escolar Indígena


No Município de Concórdia não há esta modalidade de Educação e, caso ocorra a necessidade de oferta, serão adotadas as diretrizes nacionais para sua implantação.

3.1.2.5 Educação Escolar Quilombola


No município de Concórdia não há esta modalidade de Educação e, caso surgir a necessidade de oferta, serão adotadas as diretrizes nacionais para sua implantação.

3.1.2.6 Educação Escolar do Campo


O resgate do acesso à educação de qualidade, pública, gratuita e que tenha como referência o mundo do campo, tornou-se prioridade na agenda política nacional, para que seja possível contribuir com a construção de um projeto de desenvolvimento nacional.

Relativamente à educação do campo, as Diretrizes Operacionais para a Educação Básica nas Escolas do Campo, contribuem com mudanças na realidade educacional, tão diversa do campo brasileiro.

Diante disso, evidencia-se a necessidade de novas práticas e ideias educativas, que respeitem as diferenças culturais e éticas de modo geral e local.

As escolas do campo no Brasil surgiram tardiamente e receberam pouco apoio do Estado para o seu desenvolvimento. Até as primeiras décadas do século XX, a educação era privilégio de poucos, sobretudo no meio rural. Embora o Brasil ainda fosse uma sociedade predominantemente agrária, a educação do campo não foi sequer mencionada nos textos constitucionais até o ano de 1891, o que evidencia o descaso das elites dominantes com a educação pública, fruto de uma mentalidade retrógrada decorrente das relações de produção baseadas na exploração do trabalho escravo.

Essa ausência do Estado privou a população do campo do acesso às políticas e serviços públicos em geral, o que contribuiu em grande medida para o acelerado processo do êxodo rural.

A LDBEN propõe, em seu art. 28, medidas de adequação da escola à vida do campo, estabelecendo um forte vínculo entre igualdade, diversidade e especificidade, que em leis anteriores não era contemplada:

Art. 28. Na oferta da educação básica para a população rural, os sistemas de ensino promoverão as adaptações necessárias à sua adequação, às peculiaridades da vida rural e de cada região, especialmente.

I - conteúdos curriculares e metodologias apropriadas às reais necessidades e interesses dos alunos da zona rural;

II - organização escolar própria, incluindo a adequação do calendário escolar as fases do ciclo agrícola e as condições climáticas;

III - adequação à natureza do trabalho na zona rural.

O texto legal recomenda levar em conta, nas finalidades, nos conteúdos e na metodologia os processos próprios de aprendizado dos alunos e as especificidades do campo.

Constata-se, diante disso, que as discussões nacionais e o forte movimento nacional em prol da construção de uma política pública de Educação do Campo têm movimentado esse cenário que por muito tempo ficou esquecido. Como enfatizado anteriormente, a Educação do Campo tem seus fundamentos organizados pelos movimentos sociais, os quais foram precursores na luta por uma educação específica, que tem fortalecido o processo de articulação e sistematização das discussões, em âmbito nacional. O anseio por uma política pública específica ocorreu, principalmente, pelo descaso e abandono das questões educacionais do meio rural até então vivenciados.

Nessa perspectiva, é necessário compreender que o espaço do campo tem se modificado, para que as políticas públicas à educação no campo correspondam às expectativas dessa população.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE (2010) aposntam que 15,64% da população brasileira reside na zona rural, o que justifica a preocupação com os assuntos que afligem essas pessoas, não só pela sua importância na economia, mas também, pelo êxodo causado pela precariedade a qual estão submetidas. Esta situação agrava-se ainda mais ao observar, por exemplo, que é no meio rural que há maior concentração de analfabetos.

Quanto aos índices comparativos de analfabetos na zona rural, a nível nacional da população acima de 15 anos temos 22,89%, e na zona urbana o percentual chega a 7,06%. A partir dos dados apresentados constata-se que, de fato, o campo ainda apresenta um índice de analfabetismo elevado, o que evidencia que políticas públicas eficientes para a população da zona rural se fazem necessárias.

Em Concórdia, os índices de analfabetismo têm apresentado declínio, no entanto, ainda há considerável número de analfabetos, conforme descrito no quadro a seguir. Cabe destacar que, para o IBGE, uma pessoa alfabetizada é aquela que sabe ler e escrever bilhetes simples.


Tabela 24 – Percentual de Analfabetismo no meio rural/urbano da população acima de 15 anos no Município de Concórdia


Ano

Índices de analfabetos no Meio Rural (%)

Índices de analfabetos no Meio Urbano (%)

2000

9,6

4,5

2010

5,7

3,06

Fonte: INEP – Mapa do Analfabetismo no Brasil

Quanto ao analfabetismo no Brasil, o gráfico abaixo demonstra que houve uma estagnação na queda do número.



Gráfico 23 - Estagnação na queda do número de analfabetos no Brasil

Fonte: http://www.deepask.com/goes?page=Confira-a-evolucao-da-taxa-de-analfabetismo-no-Brasil

Considerando as áreas rurais, em 2012, a média do país quanto à taxa de analfabetismo foi de 8,5%. Confrontado os dados de 2015 com os do ano anterior, fica evidente que houve um crescimento de 0,1 ponto percentual de analfabetos a nível nacional. Nesse panorama, percebe-se que o Município de Concórdia possui índices menores de analfabetos da população rural com relação aos índices da média nacional.

No que diz respeito às matrículas da população do campo, percebe-se que, ano a ano, as mesmas vêm decaindo, conforme o demonstrativo abaixo.


Tabela 25 – Matrículas em escolas do campo, por ano, mantidas no Município de Concórdia.


Ano

Matrículas - escolas do campo

2014

146

2015

130

Fonte: Secretaria Municipal de Educação de Concórdia
Apesar do declínio no número de matrículas nas escolas do campo, alguns avanços são consideráveis para o atendimento com qualidade dos alunos matriculados nessas escolas. Destaca-se que o número de profissionais da educação vem aumentando para atender a especificidade das escolas do campo, isso porque além do professor titular, também contam com professores de Educação Física, Xadrez, Língua Espanhola, Literatura Dramatizada e Produção Orgânica.

As escolas do campo apresentam condições de infraestrutura, materiais pedagógicos e tecnológicos necessários para que o desenvolvimento do trabalho pedagógico contribua, de fato, nos processos de ensino e aprendizagem dos alunos que vivem no meio rural.



3.1.2.7 Educação em Tempo Integral

No Brasil, na primeira metade do século XX, encontramos investidas significativas em favor da Educação Integral, tanto no pensamento, quanto nas ações de cunho educativo de católicos, de anarquistas, de integralistas e de educadores como Anísio Teixeira, que defendiam e procuravam implantar instituições escolares em que essa concepção fosse vivenciada. No entanto, cabe ressaltar que eram propostas e experiências advindas de matrizes ideológicas bastante diversas e, por vezes, até contraditórias. Na década de 30, por exemplo, o Movimento Integralista defendia a Educação Integral, tanto a partir dos escritos de Plínio Salgado, seu chefe nacional, quanto daqueles desenvolvidos por militantes representativos do Integralismo. Para esses, as bases dessa Educação Integral eram a espiritualidade, o nacionalismo cívico e a disciplina, fundamentos que, no contexto de suas ações, podem ser caracterizados como político-conservadores. Já para os anarquistas, na mesma década, a ênfase recaia sobre a igualdade, a autonomia e a liberdade humana, em uma clara opção política emancipadora.

Na atualidade, uma das razões da implantação da escola em tempo integral é a situação de vulnerabilidade e risco social. Embora não seja determinante, pode contribuir para o baixo rendimento escolar, para a defasagem idade/série e, em última instância, para diminuir taxas de reprovação, evasão escolar e baixo índice do IDB.

O projeto do ensino em tempo integral representa a junção entre o fazer educativo que acontece dentro do espaço escolar em sintonia com a vida cotidiana e os interesses dos estudantes.

É importante destacar que a consolidação do ensino em período integral envolve, além dos esforços entre família e comunidade escolar, o compromisso da União, Estados, Distrito Federal e Municípios.

De acordo com a legislação educacional brasileira, o ensino em tempo integral possui amparo na Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, arts. 205, 206 e 227; no ECA; na LDBEN, artigos 34 e 87; no Plano Nacional de Educação (Lei Federal nº 10.179/2001); no Fundo Nacional de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Lei Federal nº11.494/2007) e no Plano de Desenvolvimento da Educação.

Os princípios da Educação Integral são traduzidos pela compreensão do direito de aprender como inerente ao direito à vida, à saúde, à liberdade, ao respeito, à dignidade e à convivência familiar e comunitária; e como condição para o próprio desenvolvimento de uma sociedade republicana e democrática. Por meio da Educação Integral, se reconhece as múltiplas dimensões do ser humano e a peculiaridade do desenvolvimento de crianças, adolescentes e jovens.

A Educação Integral deve compor as ações previstas no Plano de Desenvolvimento da Educação. Esta é uma estratégia do Ministério da Educação para induzir a ampliação da jornada escolar e a organização curricular, na perspectiva da Educação Integral. É elemento de articulação, no bairro, do arranjo educativo local em conexão com a comunidade que se organiza em torno da escola pública, mediante ampliação da jornada escolar, contemplando ações na área da cultura, do esporte, dos direitos humanos e do desenvolvimento social.

É nesta perspectiva que o aluno, a partir desta modalidade de ensino, pode se desenvolver de forma íntegra e global, tornando-se um cidadão participante e consciente de suas ações, seus direitos e deveres.

O principal instrumento para o alcance das metas do PNE é o Plano de Desenvolvimento da Educação – PDE, composto por um conjunto de normas, programas, instrumentos de avaliação e gestão, voltadas para a Educação Básica, Educação Superior, Educação Profissional e Alfabetização.

O Plano de Metas Compromisso Todos pela Educação, instituído pelo Decreto Federal nº 6.094/2007, programa estratégico do PDE, foi aderido por Santa Catarina em dezembro de 2007. Este Plano de Metas possui 28 diretrizes, dispostas em seu art. 2º. Em relação à educação em tempo integral, a diretriz nº 7 aponta para a ampliação das possibilidades de permanência do educando sob responsabilidade da escola para além da jornada regular. Em virtude dessa adesão, O Estado de Santa Catarina vem elaborando Planos de Ações Articuladas Estaduais e Municipais, cujo objetivo é angariar recursos financeiros para atender demandas prioritárias, conforme diagnóstico.

Dentre os programas do Governo Federal aderidos por Santa Catarina, que estão contribuindo para a ampliação da oferta da Educação em Tempo Integral, estão o Programa Mais Educação (ampliação da jornada escolar no Ensino Fundamental e a organização curricular na perspectiva da Educação Integral), a partir de 2008, e o Programa Ensino Médio Inovador, a partir de 2009.

O Censo Escolar de 2013 registrou 180 (cento e oitenta) escolas públicas catarinenses participantes do Programa Mais Educação (43 estaduais e 137 municipais) e 93 (noventa e três) escolas estaduais participantes do Programa Ensino Médio Inovador – ProEMI. No entanto, em Santa Catarina, os estímulos à Educação em Tempo Integral não advêm somente do poder público federal. Programas, projetos e ações estaduais e municipais têm contribuído para esta realidade nas escolas públicas catarinenses. Servem como exemplos o Projeto Escola Pública Integrada – EPI 25 e o Projeto de Educação Ambiental e Alimentar – AMBIAL, para estudantes da rede estadual de ensino.

Diante do exposto, é possível constatar que a Educação em Tempo Integral, sob o conceito de Educação Integral, possui um sólido aparato legal e diversos programas, projetos e ações para o fomento de sua ampliação. Contudo, os números ainda não representam os esforços empregados nos últimos anos pela União, estados e municípios. Em 2013, o Brasil registrou na rede pública de ensino apenas 13,2% do total de matrículas da Educação Básica (Educação Infantil + Ensino Fundamental + Ensino Médio) em tempo integral, a Região Sul registrou 14,9%, e Santa Catarina registrou 16,2% . Esses valores revelam que será desafiador para todas as esferas administrativas atingir a meta para a Educação em Tempo Integral.

Tabela 26 – Educação em Tempo Integral: evolução do total de matrícula na rede pública municipal por etapa de ensino e dependência administrativa – SC 2006 a 2014.


Ano

Educação Infantil

Anos Iniciais

Anos Finais

Total de Alunos

2006

14

100

18

132

2007

36

111

27

174

2008

49

107

50

206

2009

37

128

56

221

2010

36

117

88

241

2011

40

101

79

220

2012

37

110

58

205

2013

32

107

44

183

2014

35

99

52

186

Fonte: Relatório do Resultado final do programa Epólis/Série Escola

Tabela 27 – Número de alunos da Escola em Tempo Integral na Rede Pública do Município de Concórdia no Ensino Fundamental.




Ano/Escola

2007

2008

2009

2010

2011

2012

2013

2014

2015

EBM SANTA RITA

217

202

228

231

222

219

183

188

181

GEM NOVA BRASÍLIA













136

152

151

154

157

EBM ELIZABETHA PAVAN






















77

67

Fonte: Secretaria Municipal de Educação

O Ensino Médio Inovador – EMI tem por objetivo favorecer a complementaridade entre os diferentes agentes e espaços educativos, um novo contrato social na educação. Dentre os princípios que o norteiam estão o Tempo e Espaço. No processo de aprender, o tempo assume grande importância, pois a aprendizagem requer elaboração, requer realização de múltiplas experiências, requer poder errar no caminho das tentativas e buscas, enfim, requer considerar os diferentes tempos dos sujeitos da aprendizagem.

A escola tem por incumbência proporcionar a construção de aprendizagem em outros espaços educativos, experiências fora de seu espaço formal, elaborados, intencionalmente, pela comunidade escolar e sempre acompanhados por profissionais em cada área de conhecimento. Encontram-se, nesse caso, por exemplo, saída de campo, tais como, visitas a museus, parques, empresas e a outros espaços socioculturais; atividades nos diversos laboratórios; atividades culturais e esportivas; atividades de inclusão virtual e língua estrangeira, entre outras.

Esta modalidade de ensino está sendo oferecida pela Secretaria de Estado da Educação de Santa Catarina, em Convênio originário do Parecer CNE/CP nº 11/2009, realizado com o Ministério da Educação/MEC, que a levou a aderir ao Programa em 2009 e iniciou o desenvolvimento das atividades em 18 (dezoito) escolas da rede pública estadual a partir de 2010.

Atendendo às novas Diretrizes Curriculares do Ensino Médio e ao Decreto nº 7.083, de 27 de janeiro de 2010, a Secretaria de Estado da Educação, a partir de 2012, viabilizou a ampliação e a consolidação do Ensino Médio Inovador/Integral em 95 (noventa e cinco) escolas da rede pública estadual de ensino, dentre elas a EEB Vidal Ramos Júnior.

O EMI apresenta uma nova proposta educativa que, a priori, atende a uma expectativa de mudança e a uma nova organização do trabalho pedagógico, por meio da reorganização da atual estrutura curricular em quatro eixos: trabalho, ciência, tecnologia e cultura, ampliando as ações pedagógicas para um trabalho coletivo e social.

A proposta do EMI busca, por meio de novas soluções que diversifiquem e trabalhem os currículos com atividades interdisciplinares, integradoras, combinar formação geral, científica, tecnológica e cultural com as atividades práticas, além de estimular a inovação dos currículos e ampliar os espaços para desenvolvimento da aprendizagem, por meio de projetos, atividades de aprendizagem e saídas de campo, em interação com o mundo envolvente. Este agir educativo, neste caminho, possibilitará as transformações necessárias à construção de espaços mais democráticos e geradores de cidadania.

O objetivo maior das ações deve ser o envolvimento dos educandos nas etapas de elaboração e execução de pesquisas que abordem os problemas locais, com ampliação gradativa do espaço e da complexidade das alternativas de diagnóstico e de intervenções transformadoras. Para tanto, propõe um contexto de pesquisa e intervenção com atividades empreendedoras e socioambientais, que exigirão o protagonismo dos jovens na construção e no desenvolvimento de uma comunidade de aprendizagem.

A proposta de inserção da questão socioambiental no currículo de Ensino Médio Inovador encontra força nos princípios da educação integral, conforme Decreto nº 7.083/2010, art. 2º, V. Esta proposta também está presente na Lei Estadual nº 13.558, de 17 de novembro de 2005, que dispõe sobre a Política Estadual de Educação Ambiental – PEEA, art. 4º, II: a concepção do meio ambiente em sua totalidade, considerando a interdependência entre o meio natural, o socioeconômico e o cultural, sob o enfoque da sustentabilidade.

O currículo está organizado e integrado a partir dos eixos ciência, cultura, trabalho e tecnologia/CCTT, relacionados com a preparação básica para o trabalho e demais práticas sociais: elaboração de planos e projetos, trabalhos em equipe, ações de desenvolvimento cultural, social e econômico da comunidade/empreendedorismo e sustentabilidade, práticas e eventos esportivos, produções artísticas e outras.

O Ensino Médio Inovador apresenta uma nova forma de organização do currículo, por meio de uma estruturação teórica-prática, observando os princípios do trabalho e da pesquisa, com foco na promoção de melhorias significativas para a aprendizagem do estudante neste nível de ensino.

Tabela 28 – Ensino Médio Inovador em tempo integral na rede pública estadual.







1ª SÉRIE

2ª SÉRIE

3ª SÉRIE

ANO

Vagas Disponíveis

Alunos Atendidos

Vagas Disponíveis

Alunos Atendidos

Vagas Disponíveis

Alunos Atendidos

2012

120

120

-

-

-

-

2013

120

107

120

102

120

-

2014

150

165

150

95

150

53

2015

150

139

150

113

150

35

Fonte: Gerência Regional de Educação – Concórdia



Baixar 4.14 Mb.

Compartilhe com seus amigos:
1   ...   19   20   21   22   23   24   25   26   ...   57




©psicod.org 2020
enviar mensagem

    Página principal
Universidade federal
Prefeitura municipal
santa catarina
processo seletivo
concurso público
conselho nacional
reunião ordinária
prefeitura municipal
universidade federal
ensino superior
ensino médio
ensino fundamental
Processo seletivo
minas gerais
Conselho nacional
terapia intensiva
oficial prefeitura
Boletim oficial
Curriculum vitae
seletivo simplificado
Concurso público
Universidade estadual
educaçÃo infantil
saúde mental
direitos humanos
Centro universitário
educaçÃo física
Poder judiciário
saúde conselho
santa maria
assistência social
Excelentíssimo senhor
Atividade estruturada
ciências humanas
Conselho regional
ensino aprendizagem
Colégio estadual
Dispõe sobre
secretaria municipal
outras providências
políticas públicas
ResoluçÃo consepe
catarina prefeitura
recursos humanos
Conselho municipal
Componente curricular
psicologia programa
consentimento livre
ministério público
público federal
conselho estadual