Irene da cruz santos



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3.1 Entender para agir

Sabe-se que as drogas, desde quando descobertas, sempre fizeram parte da sociedade. Portanto todos os produtos químicos, naturais ou de laboratórios, que causam estímulos prazerosos ao Sistema Nervoso Central (SNC) são considerados drogas, que por sua vez, constituem certas alterações mentais e físicas. Os homens, então, com sua utilização, queriam modificar seu humor, as percepções e as sensações por meio de Substâncias Psicoativas (SPA’s) ou Substâncias Psicotrópicas, por motivos religiosos ou culturais, relaxantes ou simplesmente prazerosas (BUCHER, 1996).

A busca pelas drogas teve, em seu início, o desejo infundado na religião e na medicina. Propagou-se com o homem através de suas expedições ao redor do mundo, popularizando-se, tornando-se aceitável e por vezes banal, diante de certas sociedades. “Numa perspectiva histórica podemos dizer que a droga tornou-se um problema de saúde pública a partir da metade do século XIX” (BERGERET, 1991).

Na antiguidade, sua utilização era considerada um hábito social que ajudava a socializar as pessoas, torná-las pertencentes a uma sociedade, por meio de rituais, festividades e cerimônias. Neste período, não se mostrava tão perigosa, pois se encontrava sob o controle da sociedade. Entretanto, conforme relata a figura 04 abaixo, os males são diversos.



Figura 04 – Malefícios das drogas

Figura 03: http://cmapspublic2.ihmc.us/rid=1GMSLSBN5-1RHZ7MD-16N/Tipos%20de%20drogas_Florencia_Quiroga.cmap

Na atualidade, esses costumes não possuem grande frequência ou importância, uma vez que toda a sociedade evoluiu e os efeitos malignos do uso de drogas vêm se mostrando claramente e em massa. Uma parte da culpa do isolamento, ou quase exclusão social de certos grupos, tem sua raiz na modernidade, a massificação doentia dos meios de comunicação e redes sociais que mudaram profundamente as interações sociais. De acordo com Andrade (1998, p.26), como proferia Freud em “Mal Estar na Civilização”:

O serviço prestado pelos veículos intoxicantes na luta pela felicidade e no afastamento da desgraça é tão altamente apreciado como um benefício, que tanto indivíduos quanto povos lhe concederam um lugar permanente na economia de sua libido. Devemos a tais veículos não só a produção imediata de prazer, mas também um grau altamente desejado de independência do mundo externo, pois sabe-se que, com o auxílio desse amortecedor de preocupações, é possível em qualquer ocasião, afastar-se da pressão da realidade e encontrar refúgio num mundo próprio, com melhores condições de sensibilidade.

Perante isso, e analisando a história mundial, as guerras mundiais trouxeram a tona o consumo, pesado de drogas, por parte dos adultos. Posterior a isso, durante os anos sessenta, a droga passou a ser utilizada pelos mais jovens, em massa, “num movimento de crítica a todo o sistema ocidental de valores” (Ibidem, p.39).

Hoje, então somos obrigados a conviver com um grande crescimento no consumo de substâncias químicas. Pior do que isso, os usuários são cada vez mais novos, e utilizam drogas ainda mais nocivas, inclusive a cocaína na forma crack, realizado por via pulmonar.

Há um questionamento muito grande em relação ao que motiva o aumento do consumo das Substâncias Psicoativas, SPA’S. Uma das justificativas para tal acontecimento, tem sua base estabelecida no contexto sócio-político mundial que intensifica a pratica do consumismo e do prazer imediatista. Além disso, ainda há a perda de valores sociais e marginalização das relações. Infelizmente, esta afirmação é insuficiente para explicar, numa totalidade, o motivo pelo qual, os adolescentes destroem a própria, em prol de tais substâncias.

Laranjeira (2004) afirma que a utilização de qualquer SPA pode prejudicar, substancialmente, o indivíduo usuário, assim como a sociedade, Além do risco do desenvolvimento de doenças mentais; a maconha, por exemplo, por comprovação científica pode acelerar o processo de desenvolvimento da esquizofrenia.

De acordo com Nery Filho e Marques (2004), em nossa sociedade a grande maioria das pessoas consome ocasionalmente drogas, sejam elas lícitas (álcool e tabaco) ou ilícitas (cocaína, crack, maconha, opiáceos, LSD, ecstasy, heroína), e a utilização de tais drogas nem sempre causam problemas, efetivos. Percebe-se, porém, que uma grande influencia, inclusive social, faz com que os indivíduos tentem suprir o vazio existencial, através do uso de tais entorpecentes. Ainda em relação aos autores, a influência social, direta, no processo de globalização da economia ocidental, que reorganiza as relações sociais, políticas e econômicas.

Entretanto, segundo o Estudo Brasileiro Multicêntrico de Morbidade Psiquiátrica, conduzida por Almeida Filho e cols. (1992), em Brasília, Porto Alegre e São Paulo, o uso descontrolado do álcool ganhou lugar de destaque entre os diagnósticos psiquiátricos. Para os homens, o alcoolismo tornou-se o principal problema de saúde mental, com níveis em torno de 15% nos três Estados.

Ainda de acordo com o estudo, o alcoolismo entre os homens é 11 vezes maior do que entre as mulheres. No ano de 1999, o Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID), realizou uma pesquisa na cidade de São Paulo que, como resultado, apontou que 10,9% da população masculina e 2,5% da feminina pesquisada, possuíam dependência alcoólica. Outra pesquisa, realisada pela CEBRID, em junho de 2000, revelou que 80 a 85% das internações por intoxicação ocorrem pelo abuso/dependência alcoólica, é, portanto, uma das maiores causadoras de danos sociais (CEBRID, 2000).

No ano de 1990, 20% dos falecidos nos EUA tiveram suas mortes atribuídas ao tabagismo. Morreram, portanto, por doenças causadas pelas substâncias tóxicas existentes no cigarro. Hoje, há cerca de um bilhão de fumantes em todo do mundo e destes, cerca de 50% morrerá antes do esperado, caso continue fumando. “A prevalência do tabagismo na população adulta brasileira é semelhante à norte - americana. A idade média de início do consumo é entre 13 e 14 anos no Brasil” (BORDIN; FIGLIE; LARANJEIRA, 2004).

Um fumante, que consome mais do que uma carteira de cigarros por dia, apresenta, geralmente, uma diminuição de 25% na sua expectativa de vida ao ser alguém que não fuma. Cerca de 70% dos fumantes desejam parar de fumar, mas apenas 5% deles conseguem sozinhos.

Vê-se então que muitos são os motivos para que o ser humano se torne dependente e vários são os tipos de dependência. O profissional de Serviço Social deve estar pronto a reconhecer e identificar o melhor método para trabalhar com este indivíduo, considerando seu meio social, familiar e a idade que possui, uma vez que este é um dos grandes agravantes.





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