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2.2.3 Tipos de depressão
Há vários tipos de depressão. Os tipos mais comuns de transtornos depressivos são transtorno depressivo maior e distimia. Outro tipo comum, é a depressão pós parto.

O transtorno depressivo maior é caracterizado pela combinação de sintomas que interferem com a capacidade da pessoa trabalhar, dormir, estudar, comer e aproveitar atividades que antes eram prazerosas. Transtorno depressivo maior é incapacitante e impede a pessoa de funcionar normalmente. Um episódio de transtorno depressivo maior pode ocorrer apenas uma vez na vida da pessoa, porém o mais freqüente é que ele seja recorrente (CARDOSO, 2008).

Esse é o tipo mais grave de depressão. Nesse transtorno, os pacientes costumam apresentar maior quantidade de sintomas depressivos, e eles são mais graves. Pode ser resultante de um evento traumático único na vida, ou pode se desenvolver mais lentamente ao longo dos anos, em conseqüência a várias decepções pessoais e ao enfrentamento de vários problemas. No entanto, alguns pacientes desenvolvem o transtorno depressivo maior, sem nenhum fator estressante identificável. Outros apresentam uma depressão crônica mais leve e, ao vivenciarem um trauma, desencadeiam uma depressão mais grave (CARDOSO, 2008).

A depressão maior pode ocorrer uma única vez na vida, responder ao tratamento adequado e nunca mais recorrer. Alguns pacientes, no entanto, tendem a apresentar episódios recorrentes, intercalados com períodos de tempo variável, no qual se encontram totalmente livres de sintomas. Geralmente, as recorrências estão associadas a novos eventos traumáticos. Essa seria a depressão recorrente. O tratamento desses dois subtipos é semelhante, porém na depressão recorrente a duração da terapia costuma ser maior (SOARES, 2011).

A distima é caracterizada por sintomas de depressão de longo prazo (2 anos ou mais) porém menos intensos, os quais apesar de não serem incapacitantes podem impedir a pessoa de funcionar normalmente ou sentir-se bem. Pessoas com distima podem também experimentar um ou mais episódios de depressão maior durante a vida (MONTEIRO, 2007).

A distimia é um tipo de depressão que faz parte do grupo dos transtornos mentais que interferem com o humor das pessoas e por isso os psiquiatras chamam esse quadros de “transtorno do humor”. Ela é diferente dos outros tipos de depressão porque seus sintomas são mais leves, mas têm uma longa duração. Isso torna difícil que o paciente se perceba deprimido fazendo com que ele conviva com essa depressão, tentando se sobrepor, lutar contra ela. É por isso que é tão prejudicial, pois essa situação acaba por trazer inúmeras conseqüências para seus portadores (MONTEIRO, 2007).

Apesar dos sintomas menos acentuados, a Distimia é um transtorno que acarreta um prejuízo pessoal muito importante. Não só do ponto de vista das relações pessoais, mas no plano econômico também! Em geral, essas pessoas têm poucas relações, poucas amizades, e concentram suas atividades quase que exclusivamente no trabalho, seja ele um emprego formal ou não. Isso porque, é na situação de trabalho que as funções e a forma do indivíduo se comportar são mais bem definidos, facilitando sua atuação. Apesar de toda essa "dedicação", seu desempenho profissional é, em geral, mediano, e muitas vezes insatisfatório para o próprio indivíduo, pois carrega consigo um peso, uma falta de vitalidade, de criatividade e de dinamismo que o prejudica em todos os lados (MONTEIRO, 2007).

A depressão pós-parto ocorre logo após o parto. Os sintomas incluem tristeza e desesperança. Muitas novas mães experimentam alterações de humor e crises de choro após o parto, que se desvanecem rapidamente. Elas acontecem principalmente devido às alterações hormonais decorrentes do término da gravidez. No entanto, algumas mães experimentam esses sintomas com mais intensidade, dando origem à depressão pós-parto (MACHADO, 2007).

Após o parto, ocorre uma queda dramática nos hormônios estrogênio e progesterona, e essas mudanças por si só podem contribuir para um quadro de depressão pós-parto. Outros hormônios produzidos pela glândula tireoide também pode cair bruscamente - o que pode aumentar o cansaço e sensação de tristeza. Mudanças no seu volume de sangue, pressão arterial, sistema imunológico e metabolismo podem contribuir para a fadiga e alterações de humor (MACHADO, 2007).

Muitos fatores de estilo de vida podem levar à depressão pós-parto, incluindo um bebê exigente, dificuldade de amamentação, filhos mais velhos com ciúmes, problemas financeiros, falta de apoio do parceiro ou de outros entes queridos.





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