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Pesquisa Empírica em Comunicação



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Pesquisa Empírica em Comunicação. São Paulo – SP: Paulus, 2010, p. 109-131.

_______. Rupturas Instáveis. Entrar e sair da música pop. Porto Alegre – RS: Libretos, 2013.

WERNER, F. La Materia Oscura. Historia cultural de la mierda. Buenos Aires: Tusquets Editorial, 2013.

WOHLFARTH, I. Terra de ninguém: sobre o “caráter destrutivo” de Walter Benjamin. In: BENJAMIN, A.; OSBORNE, P. (orgs.). A Filosofia de Walter Benjamin. Destruição e experiência. Rio de Janeiro – RJ: Jorge Zahar Ed., 1997, p. 165-192.

XAVIER, I. As aventuras do dispositivo (1978-2004). In: XAVIER, I. O Discurso Cinematográfico. A opacidade e a transparência. São Paulo – SP: Paz e Terra, 2005, p. 175-208.



1 Trabalho apresentado ao Grupo de Trabalho Comunicação e Experiência Estética do XXIII Encontro Anual da Compós, na Universidade Federal do Pará, Belém, de 27 a 30 de maio de 2014.

2 Jornalista formado pela UFSM; Mestre em Comunicação e Informação pela UFRGS e Doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos. Atualmente, é professor dos cursos de graduação e pós-graduação em Comunicação da Unisinos, em São Leopoldo / RS.

3 Um dispositivo não é meramente um aparato tecnológico. Um dispositivo, de forma ampla, é um jogo de armar, é um tipo de armadilha, é uma situação inventada. O dispositivo cinematográfico, por exemplo, compreende a sala do cinema, o tamanho e o posicionamento da tela, assim como a presença e o posicionamento do projetor, a imobilidade do espectador e a condição psicológica nele produzida quando assim capturado, quando está submetido a tais constrições. A discussão sobre o conceito de dispositivo é uma discussão importante no interior das Teorias do Cinema, tendo sido desenvolvida, dentre outros, por Jean-Louis Baudry, na década de 1970. Antes, foi uma discussão feita pela Psicanálise, com a noção de “dispositivo psíquico”. Mais tarde, acabou migrando também para outras disciplinas, dentre elas a Filosofia e a Comunicação. Para Michel Foucault, no caso, o panóptico seria um dispositivo de poder (cf. FOUCAULT, 1997). Gastar páginas e páginas na recuperação pormenorizada desta categoria teórica nos pareceu uma perda de tempo. Dadas as orientações fenomenológicas que temos, preferimos ir direto às descrições empíricas e à construção de nossa problematização geral, priorizando-as até. Contamos com a inteligência e a compreensão do leitor. Outra ressalva deve ser feita quanto às traduções do termo. Como não é o caso de enveredarmos agora por longas polêmicas etimológicas, examinando diversas adequações tradutórias, optamos simplesmente por concordar com Giorgio Agamben (2009) e adotar, no inglês, a expressão “apparatus”. Caso faltem informações, vale consultar, em acréscimo, as seguintes fontes bibliográficas: BAUDRY in XAVIER, 1983, XAVIER, 2005, BUSSOLINI, 2010.

4Misreading”, interpretação aberrante, superinterpretação, “leitor ideal” e “horizonte de expectativas” são termos empregados por Umberto Eco no debate sobre as dinâmicas interpretativas e as posibilidades de formulação de uma teoria pragmática da leitura, versando, dentre outros tópicos, sobre quem é o leitor, quais suas expectativas, qual a situação da leitura, etc. É o tema central do livro Os Limites da Interpretação, de 1995. É um assunto com o qual Eco se tornou bastante conhecido, que remonta também aos livros Obra Aberta (1962), Lector in Fabula (1979) e Interpretação e Superinterpretação (1992).

5 O modo como nos posicionamos diante dos dados históricos – acreditando na possibilidade de “salvá-los”, de trazer-lhes alguma “redenção” – e o modo como eles serão apresentados aqui, aos saltos, aos fragmentos, sem linearidade, sem causalidades perfeitas, são modos benjaminianos de proceder. Em Walter Benjamin encontramos ainda um certo “princípio de extemporalidade”, que nos permitiria pensar, no curso do tempo, a presença contínua ou a sobrevivência de um núcleo pulsional que, embora não seja estático, é invariável. Interessa-nos deixar falar, conforme Jeanne-Marie Gagnebin (2013, p. 185-186), “a ressurgência intempestiva de um elemento encoberto – esquecido, dirá Proust; recalcado, dirá Freud – do passado no presente”. Subentende-se assim a existência de um projeto de crítica estética e política à atualidade. Cf. GAGNEBIN, 2013, SILVEIRA, 2010.

6 Image sourced by Last.fm.

7 Sondar a experiência estética de um show de rock na dimensão do confronto é abrir e deixar para o futuro duas questões correlatas: uma, sobre a “estética da violência” (por sinal, muito interessante a W. Benjamin); outra, sobre o avesso, as margens, a negação ou o exterior das performances associadas aos gêneros musicais. No momento, suspeitamos que exista uma força essencial na experiência crua do rock que não é da ordem banal de uma performatização como “jogo de cena”. A atuação de Iggy Pop é (ou, no mínimo, também é) uma atuação real. Podemos compreendê-la?

8 A performance intensa e o físico esguio do cantor, conhecido como “The Godfather of Punk”, pouco se alteraram ao longo dos últimos quarenta anos.

9 Há um capítulo do livro do jornalista italiano Paolo Hewitt, 50 Fatos que Mudaram a História do Rock, dedicado ao show de Newport, em Rhode Island, em 25 de julho de 1965. Ali se deu a estréia de Dylan num set list misto, metade acústico, metade elétrico. Ali se deu um primeiro e importantíssimo passo em direção ao rock. Cf. “Bob Dylan adota a guitarra elétrica” (HEWITT, 2013, p. 42-47).

10 Rodrigo Merheb, no livro O Som da Revolução. Uma história cultural do rock (1964-1969), traz diversas informações históricas que dão contexto às aparições (e às movimentações) de Bob Dylan e de Iggy Pop, respectivamente, no começo e no fim da década de 1960. Cf. MERHEB, 2012.

11 Em 1998, mais de trinta anos depois, foi lançado The Bootleg Series, Vol. IV: Bob Dylan Live 1966, “The Royal Albert Hall” Concert, com as gravações da apresentação e do fatídico incidente em Manchester. Quando se trata da vida e da obra de Dylan, há ótimos escritos introdutórios. Cf. MÜLLER, 2007, GILMORE, 2010, MARCUS, 2010, ROSS, 2011.

12 Em seu estudo sobre o noise japonês, David Novak (2013) dá destaque à questão do gênero musical. De certa forma, o próprio título do livro – Japanoise – já alerta quanto à necessidade de uma rotulação para darmos conta (ou para tentarmos dar conta) de um universo estético tão particular. No entanto, muitas das entrevistas que o autor nos apresenta (entrevistas com músicos, fãs e outros agentes envolvidos naquela cena) vão definindo o noise (ou noizu, na língua local) como uma diversidade de práticas musicais que ocupam uma “posição antigenérica”. Para uns, o noise é visto como “extreme rock music”, para outros, como “weird”, “strange” ou “junk music”. Outros o vêem como um passo além da música experimental, do jazz de vanguarda e da free improvisation, capaz de flertar ainda com a música industrial e certas tendências mais radicais dentro do heavy metal e do punk. O que está em jogo, invariavelmente, é uma oposição aos cânones e ao “bem fazer” da musicalidade ocidental. No Japão, um nome muito influente e basilar é o de Akita Masami, a.k.a. Merzbow, em atividade desde fins de 1970.

13 Estabelecer uma oposição entre “razões naturais” e “razões culturais”, como fizemos, não é tão simples assim. Trata-se de um mero recurso expositivo, cuja validação teórica, cujas consequências, para a análise, precisariam ser extraídas logo em seguida.

14 Conforme Novak (2013, p. 121), “most things described as Noise do not conform to normative structures of musical sound, such as consistent pitch and rhythm, patterns of melody, recognizable words, use of recognized musical instruments, and so forth”.

15 Descrevemos aqui a apresentação ocorrida em Tokyo, em 07 de setembro de 2012, num discreto pub do circuito de arte experimental chamado Soup. Há um registro em vídeo disponível no YouTube. Cf. http://www.youtube.com/watch?v=2S8_cJYOVOw. Sobre o noise chinês, pode-se recorrer à dissertação de Gabriele de Seta (2011).

16 Do grego, hybris significa algo como exacerbação e desmedida. Em poucas palavras, é a transgressão dos justos limites, seja na relação com os outros, na relação com as coisas ou com os Deuses estabelecidos. Para Aristóteles, é um tipo de ofensa gratuita. É a insolência. Cf. ABBAGNANO, 2012, p. 604.

17 O livro de Florian Werner, La Materia Oscura. Historia cultural de la mierda, apresenta-nos um programa de estudos – os excremental studies – e dá pistas para entendermos Allin como um excremental artist, assim como Dieter Roth, Paul McCarthy, Mike Kelley, Chris Ofili e Piero Manzoni. É um ângulo inóspito, certamente. Mas pode ser instrutivo e revelador entender a música pop como uma arte excrementícia. Cf. WERNER, 2013.

18 Num artigo recente, Jason Heller sustenta que Allin poderia ter se tornado um bom cantor e um compositor real, ao invés de ter se notabilizado como apenas uma “piada suja”. Seus primeiros discos – gravados antes de ter assumido completamente, para si mesmo, a persona selvagem que incorporou – estariam dando indícios de algum talento e de algum potencial artístico. No entanto, os rumos tomados foram outros. Cf. HELLER, 2013.

19 Cf. The G.G. Allin Supersite – Media Guide, em http://www.oocities.org/ekx001/mg.html.

20 Entre 2009 e 2013, Todd Phillips dirigiu os filmes Se Beber, Não Case, partes 01, 02 e 03, todos bem conhecidos e bem sucedidos financeiramente.

21 Objetivamente, inúmeros artistas poderiam estar relacionados aqui, envolvidos em situações semelhantes àquelas que narramos. De outra parte, todos aqueles que já estiveram em um show de rock, mesmo num pequeno concerto de uma banda local, já puderam perceber, por alguns instantes, a emergência do dispositivo.

22 No Brasil, há uma ampla fortuna crítica em torno dos escritos de Walter Benjamin. Em reconhecimento a esta literatura, não nos obrigamos a apresentar aqui, mais detalhadamente, os eixos teórico-metodológicos que citamos (quais sejam: as concepções benjaminianas de imagem dialética e imagem alegórica). Pareceu-nos uma ausência circunstancial, que não prejudicaria o entendimento deste artigo. Ainda assim, remetemos a “Scriptura. Pictura. O método das imagens em Walter Benjamin”, um estudo anterior que enfrenta esta temática, exatamente. Cf. SILVEIRA, 2010.

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