Fibra de Herói M. L. Estefania 2



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Fibra de herói - M. L. Estefania



Fibra de Herói
 
M. L. Estefania



 
Os pesadelos de Betty a Vibora, como 
era conhecida em Portland, começaram 
quando Donald, amigo de john, sobrinho de 
Ben chegou na cidade. Betty dominava o 
negocio dos cabarés, o trafico de mulheres 
brancas era usual por estas bandas
serviam para alegrar os madeireiros que 
trabalhavam dia e noite para amealhar uns 
miseros cents. Os grandes negócios da 
venda das madeiras eram disputados por 
Van Dine, marido de Betty, e Tracy. Mortes e 
Trapaças eram mantidas em segredo pelo 
proprio xerife da cidade, a mando Betty. 
Disponibilização: Luka 
Digitalização: Marina 
Revisão: Ana Marques 
Formatação: Edina 



CAPÍTULO 1 
Markham, capitão do Alondra, uma 
fragata de sete mil toneladas, e Betty, 
conhecida em Portland como Betty a Víbora, 
conversavam. Betty era a dona do cabaré 
mais popular da cidade. Sobre a mesa 
diante deles, havia uma garrafa de uísque. 
Markham encheu seu copo e falou, 
fitando Betty: 
- Sem dúvida, dessa vez Ostronder 
soube escolher. São muito bonitas. 
- Você sempre diz o mesmo... No 
entanto, aí estão: vaqueiros, colonos, 
rancheiros, lenhadores, todos fartos delas. 
- Já estão há muito tempo aqui, e esse 
material precisa ser renovado... Mande 
estas para o norte, pagarão bem. Claro que 
são bonitas, mas já se cansaram delas. No 
norte farão sucesso. Nenhuma delas tem 
mais de vinte anos. 
- Não farei nada sem ver a 
"mercadoria". Não insista, capitão. 
- Não terá problemas com elas... Não 
foram embarcadas à força, como outras... 



Vieram voluntariamente. O transporte está 
ficando difícil, as autoridades de Frisco 
estão cada vez mais vigilantes. Não vale a 
pena ser preso por uma ninharia, e na hora 
de pagar você não leva em consideração os 
riscos que corremos. 
- Ostronder não veio? 
- Logo virá com as garotas. Ficou 
conversando com elas. 
- Não quero que venham para cá antes 
de eu ter dado minha aprovação. 
- Você tem prioridade na aquisição e 
pode escolher as melhores, se a quantidade 
for muita. Mas para você, quanto mais 
garotas houver, melhor. 
Dois bem vestidos sentaram-se à mesa, 
interrompendo-os, sem pedir licença. 
- É verdade que vão chegar novas 
garotas, Betty? 
- Sim - respondeu Markham. 
- Olá, capitão! E como são? Bonitas? - 
Jovens e bonitas. - Quando poderemos vê-
las? - Agora não devem demorar. Ostronder 
vem com elas. 
Nesse instante, houve uma confusão 
na entrada do cabaré, onde uma multidão 



se apinhara. Betty ouviu a voz de 
Ostronder, pedindo passagem. Levantou-se 
e foi ao encontro dele, seguida pelos três 
homens. 
Ostronder 
entrou 
com 
quatro 
pequenas. Ao ver Betty, exclamou: 
- Dessa vez não poderá fazer reparos ao 
que eu trouxe. Dê uma olhada! 
Betty examinou as moças como se 
fossem objetos. Ordenou-lhes que dessem 
voltas. Uma delas, a mais alta e mais 
bonita, protestou: 
- Se vou cantar, meu físico não deve ter 
a menor importância. Mas não acredito que 
seja aqui que devo cantar. 
Betty franziu as sobrancelhas. 
- Bem... - disse Ostronder. - Essa 
garota é cantora. Disse-lhe que faria muito 
sucesso aqui. Ainda não a ouvi, mas suas 
colegas afirmam que canta muito bem. 
Betty continuava em silêncio, olhando 
A jovem cantora. 
- Há um palco naquele canto. - disse. - 
Se o preço me interessar, você poderá 
cantar aqui. Não é um teatro, mas creio que 
serve. 



Betty 
ouvia 
os 
comentários 
entusiasmados dos homens, sobre a beleza 
da jovem. Os dois homens que tinham 
estado em sua mesa eram dos mais en-
tusiastas. 
- Isso sim, é que é uma garota bonita - 
disse um. 

capitão 

Ostronder 
sorriam 
satisfeitos. 
- Talvez seja um pouco alta... - disse 
Betty...- Será que acha isso um defeito? - 
disse o outro elegante. 
- Eu sei o que digo - retrucou Betty, 
que sorria ao fitar a cantora. 
- Não me disseram que teria de cantar 
num lugar como este. Fui enganada! 
- Eu ainda não disse se você pode 
cantar aqui - replicou Betty... - Tenho de 
resolver. 
- O que achou delas, Betty? - indagou 
Ostronder. 
- Não são más. . . e o principal é que 
são jovens, Quanto? 
- Dois mil as quatro - disse Ostronder. 
- Você está louco! Não me interessa. 



- Está bem, não há de ser nada. Outro 
se interessará. 
Betty lançou-lhe um olhar agressivo. 
- Sentem-se, garotas. - disse Ostronder 
- e podem beber. Daqui a pouco iremos a 
outro lugar. Quando os lenhadores do 
monte 
descerem 
à 
cidade, 
ficarão 
entusiasmados com vocês. 
As moças da casa olhavam as recém-
chegadas com atenção. Concentravam-se 
sobretudo na cantora. 
- Isso é um abuso, Ostronder! - disse 
Betty. 
- Não vamos discutir, Betty, você já 
disse que o negócio não lhe interessa. Não 
se fala mais nisso. São Francisco está 
mudando! Vai se tornar a cidade mais 
importante da União. Quando voltar lá, não 
vai reconhecê-la, Betty. Os barcos chegam e 

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