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CASO 2: O EXECUTIVO DE MISSÕES



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CASO 2: O EXECUTIVO DE MISSÕES

Esse me aconteceu em Salvador, na Igreja Batista Sião, onde sou pastor. Foi por volta de 1994 ou 95. Numa sexta-feira, à tarde, minha secretária me telefona dizendo que um missionário havia me procurado na igreja, afirmando ser irmão de alguém que fora meu colega no seminário onde fiz mestrado nos Estados Unidos. Deixara o telefone do hotel onde estava hospedado no Porto da Barra (em Salvador). Não lembrei de qualquer colega que tivesse o mesmo sobrenome desse missionário.

No dia seguinte (sábado), pela manhã, recebi um telefonema em casa: era o "missionário". Pediu-me que fosse ao seu encontro no hotel, pois necessitava falar comigo. Fui.

Em lá chegando, já me esperava no terraço de um hotel de baixa categoria. Fiquei desconfiado, mas cumprimentei-o, e nos sentamos numa das mesas para conversar.

Procurei lê-lo. Trajava uma roupa meio de malandro, portava uma agenda e tinha uma cara de esperto. Falava um inglês perfeito com sotaque que me pareceu jamaicano ou caribenho. Apresentou-se como um dos diretores de uma Missão Evangélica interdenominacional estabelecida na Guiana, cujo propósito era ajudar igrejas na região do Caribe e Norte da América do Sul. Disse-me ter vindo ao Brasil para visitar igrejas no Amazonas, Ceará, Pernambuco e havia chegado à Bahia. Minha desconfiança aumentou, porque que teriam os estados do Nordeste com a organização que se propunha a ajudar estados do Norte? Relatou-me, ainda, que sua Missão enviara cerca de 25 mil dólares para ajudar uma igreja batista dissidente de Manaus. E ele descobrira que o pastor (bem conhecido do Brasil evangélico) havia comprado um automóvel Omega, da GM, topo de linha na época.

Viera ao Ceará, passara por Pernambuco, e na viagem de ônibus do Recife a Salvador fora furtado. Levaram todos os seus documentos e mais 23 mil dólares. Minha desconfiança já estava no limite, e eu me perguntava porque alguém que carregava tanto dinheiro não viera de avião (cinqüenta minutos de viagem, apenas).

A agenda era aberta de vez em quando. No entanto, ele a colocava de tal modo que eu não podia ler o que estava escrito. Finalmente, percebi que a agenda era em português. Estranhei. Podia ter sido, porém, um presente de algum brasileiro, quem sabe. Engoli essa.

Aí veio o golpe. Disse-me que ligara para o pai, que ficara de lhe enviar dinheiro. Como não tinha qualquer documento, pedia-me que lhe dissesse o Banco, Agência e Número da minha conta para que o dinheiro fosse transferido para ela. Quando a importância chegasse, eu iria com ele ao banco, sacaríamos o dinheiro, descontaríamos as despesas, ele daria uma oferta à igreja, e levaria o restante do dinheiro. É natural que não fiz o que pedia.

Voltando à casa, liguei para um irmão da igreja, que é delegado de polícia, que se comunicou com a titular da Delegacia especializada em Turismo, a qual enviou dois agentes policiais ao hotel. O "missionário" já era procurado pela polícia.



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