Emergências psiquiátricas: atenção psicológica no pronto atendimento



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Emergências psiquiátricas:

atenção psicológica no pronto atendimento
Rohde, J 1*

Nicolini, V 2

Rodrigues, MF 3

Rosa, AB 4



1- Psicóloga residente do Programa de Residência Multiprofissional do Hospital Santa Cruz (julianarohde@unisc.br)

2- Psicóloga residente do Programa de Residência Multiprofissional do Hospital Santa Cruz

3- Psicóloga clínica hospitalar

4- Psicóloga clínica hospitalar, preceptora do Programa de Residência Multiprofissional do Hospital Santa Cruz
PALAVRAS-CHAVE: Psicologia, Emergência psiquiátrica, Pronto atendimento.
INTRODUÇÃO: Emergência psiquiátrica (EP) é caracterizada como qualquer situação de natureza psiquiátrica em que exista um risco significativo de morte ou dano grave para o paciente ou terceiro, demandando uma intervenção terapêutica imediata.1 A emergência psiquiátrica é complexa, pois exige intervenção imediata de uma equipe multiprofissional humanizada e que esteja adequadamente capacitada, com o objetivo de evitar prejuízos à saúde do sujeito, ou de eliminar possíveis riscos à sua vida ou à de terceiros.2 Muitas destas situações emergentes chegam aos prontos atendimentos de hospitais gerais, e é sobre esta temática que o presente trabalho busca refletir. MATERIAL E MÉTODOS: Este estudo é uma revisão bibliográfica, que propõe uma reflexão a respeito do atendimento às emergências psiquiátricas nos prontos atendimentos de hospitais gerais. Também busca abordar o papel e a relevância do trabalho dos profissionais psicólogos na atenção a estas demandas. RESULTADOS E DISCUSSÃO: As emergências psiquiátricas configuram-se quando há alterações agudas e importantes do pensamento, humor, comportamento ou relações sociais, necessitando intervenção rápida a fim de evitar que evoluam para danos graves ao sujeito. Os possíveis danos podem ser sofrimento psíquico significativo, perda de autonomia, comprometimento do papel social e potencial risco à saúde/integridade física e/ou psíquica.3 Os objetivos do atendimento às EP são primeiramente a estabilização do quadro, após, o estabelecimento de uma hipótese diagnóstica, seguido da exclusão de uma causa orgânica, e finalizando com o devido encaminhamento para o(s) serviço(s) que melhor poderão atender o caso. A emergência psiquiátrica é um momento de sofrimento é intenso, uma vez que o paciente tem sua estrutura psíquica colocada em jogo.1 Estas situações acabam por gerar desorganização, conflito e insegurança não só para o paciente, mas também em seu grupo familiar e social.2 É importante que no atendimento destas situações no pronto atendimento, o profissional psicólogo possa estabelecer um vínculo de qualidade com o paciente, conectar-se com o mesmo, esclarecer os objetivos da avaliação e conhecer o contexto em que este vive.1 O trabalho do psicólogo, junto dos demais membros da equipe multiprofissional, além de acolher e vincular-se ao paciente, será de resgatar ou instaurar o contato com a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e os serviços que a compõem como, por exemplo, os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Também é preciso estabelecer contato com a rede de suporte familiar, fornecendo apoio para que a mesma se estruture, e a instrumentalizando a respeito do tratamento, para que possa comprometer-se a auxiliar no cuidado com o paciente durante e após a alta hospitalar. Quanto ao tratamento durante a hospitalização, é importante que as propostas de cuidado façam sentido para o sujeito ao qual se dirige, buscando enfatizar e possibilitar sua co-participação na construção do tratamento e corresponsabilidade por ele. Quanto às dificuldades no trabalho com as urgências e emergências psiquiátricas, destaca-se a falta de um espaço físico adequado e o despreparo das equipes; estigmas e preconceitos em relação à população com transtornos mentais graves e persistentes; a falta de protocolos, fluxogramas e treinamento adequado para atendimento deste tipo de emergência e suas particularidades.2 CONCLUSÕES: O acolhimento ao paciente psiquiátrico no hospital geral precisa ser ágil e resolutivo. Devido à rotina das unidades de urgência e emergência, à rotatividade das equipes e usuários, além da demanda excedente, os pacientes frequentemente têm seu tratamento centralizado nas intervenções medicamentosas, em detrimento de outras abordagens possíveis de serem feitas em equipe multiprofissional. Esta abordagem, mais integral e integrada, poderia contribuir no que tange à construção da continuidade do tratamento extra-hospitalar, bem como para a humanização e qualificação da assistência prestada. Percebe-se que ainda há algumas barreiras a serem rompidas e necessidade de desmistificar o sujeito com transtorno mental, pois sua estigmatização é um dos maiores obstáculos para uma assistência apropriada. Frisa-se a importância da atuação do profissional psicólogo junto às emergências psiquiátricas, tendo em vista sua formação e preparo técnico que podem contribuir de forma significativa nestes momentos.

REFERÊNCIAS

1 Quevedo J, Carvalho AF, organizadores. Emergências psiquiátricas. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2014.


2 Souza PH. Emergência psiquiátrica: contexto, condutas, escuta e compreensão para um atendimento diferenciado. Psychiatry on line Brasil. 2017 [acesso 27 de fevereiro de 2019]; 22(22). 2013. Disponível em :https://www.polbr.med.br/ano17/art0317-2.pdf.
3 Del-ben CM, Sponholz-Junior A, Mantovani C, Faleiros MCM, Oliveira JEC, Guapo VG, et al. Emergências psiquiátricas: manejo de agitação psicomotora e avaliação de risco suicida. Medicina. 2017 [acesso 28 de fevereiro de 2019]; 50(supl. 1):98-112. Disponível em: http://revista.fmrp.usp.br/2017/vol50-Supl-1/SIMP10-Emergencias-Psiquiatricas.pdf
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