Do Estigma à Humanização: práticas, dinâmicas e vivências No caminho da reinserção social



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3.2. Hipóteses de Trabalho

A sociedade portuguesa responde às necessidades do doente mental? Qual é o papel do hospital e da família no tratamento e reinserção do doente mental? Como é que o CHPC se está a reestruturar a fim de evitar a institucionalização? Qual é a importância do trabalho multidisciplinar? Torna-se necessário procurar possíveis respostas a estas interrogações para que elas nos ajudem a compreender algumas das especificidades e contradições que actualmente acompanham o desenvolvimento da saúde mental. Neste sentido, formulei oito hipóteses de trabalho que procurei testar ao longo dos quatro meses de estágio no CHPC.

H1: O CHPC promove a integração social do doente mental. A primeira hipótese que formulei pressupõe que o hospital é um intermediário facilitador da integração social entre o doente do foro mental e a sociedade.

H2: Um internamento longo limita as capacidades do doente mental na sua reinserção social. A segunda hipótese tem subjacente a ideia de que um internamento longo prejudica o doente na sua reinserção social, na medida em que quanto mais tempo o doente estiver afastado do seu meio mais se distanciam os laços com a sociedade, aumentando a dependência relativamente aos técnicos especializados.

H3: A psiquiatria comunitária faz chegar ao doente mental, no seu ambiente natural, o tratamento/reabilitação/apoio. No seguimento da hipótese anterior, esta pressupõe que ao manter o doente no seu meio, prestando-lhe aí todos os cuidados necessários, este mantém a sua rotina diária sem as privações a que o internamento hospitalar obriga (nomeadamente, ao nível das interacções sociais e laborais).

H4: O doente mental necessita de um corte com o seu meio envolvente. A quarta hipótese desenvolve uma ideia contrária à anterior, pois assume que o doente mental, em consequência da sua patologia, beneficia de um internamento hospitalar para um certo apaziguamento bem relação ao meio que o rodeia.

H5: A família é a rede de suporte fundamental no tratamento/reabilitação/apoio do doente mental. Nesta hipótese está inerente a ideia de que um suporte familiar consistente será a base crucial para o sucesso do tratamento.

H6: Técnicos de formações distintas têm diferentes percepções em relação ao doente mental e à sua reabilitação. A sexta hipótese refere-se às diferentes vertentes do tratamento, apoio e reabilitação do doente mental, de acordo com a formação dos diferentes técnicos.

H7: Técnicos de formações distintas não interagem no tratamento/reabilitação/apoio do doente mental. Esta hipótese diz respeito mais estritamente às relações de trabalho e pressupõe a existência de uma lacuna na articulação do trabalho entre os diferentes técnicos.

H8: O trabalho multidisciplinar é essencial para um tratamento/reabilitação/apoio completo do doente mental. Finalmente, a última hipótese pressupõe que a articulação de informações entre a equipa multidisciplinar é fundamental para o processo de tratamento e reabilitação do doente mental.




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